sexta-feira, 23 de julho de 2010

Demagogia


Vemos na televisão um excesso de debates, comentadores políticos, entrevistas, onde todos falam muito bem e até ganham fama e dinheiro, como se tudo se resolvesse com palavras, mais parecem vendedores de peixe, que mesmo em mau estado, tentam fazer convencer o povo de que ainda está bom, e se algo está mal, a culpa é dos profetas da desgraça ou da comunicação social, mas quando descobrem o podre, quando vêem que realmente nada se aproveita atiram as culpas para a crise internacional e a UE, o que não deixa de ser verdade, mas também é verdade que Portugal nunca teve estabilidade económica segura para poder aguentar um qualquer deslize financeiro, e é claro que quando os outros países espirram nós é que constipamos primeiro.

A demagogia política é tanta que até na assembleia da república, na falta de argumentos já se passa ao insulto, o que faz aquele local parecer um circo com todos os artistas representados, e o povo assiste impávido e sereno, porque afinal, foi o povo que os pôs lá, mas quanto mais conhecemos os nossos políticos, mais ficamos a saber que só têm vaidade, arrogância, hipocrisia, e que por trás daquelas autoridades importantes, intocáveis, estão simples cidadãos que em alguns casos nunca foram ninguém antes de serem políticos, num país que se fala muito e nada se resolve, a falta de ideias e inteligência é demasiada para um país tão pequeno.

Admira-me a paciência que os portugueses têm para suportar viver com tão fraca qualidade de vida e a pachorra de serem tão mal tratados pelos nossos políticos e sucessivos governos que não fazem mais nada, a não ser pedir sacrifícios, e pedir para terem esperança de que as coisas vão melhorar, mas os anos passam e a cantiga é sempre a mesma, e o povo aguenta, muda o governo, e mais uma vez a promessa da esperança de um país melhor, mais prospero, na linha da frente Europeia, irra, não será gozar demais com um povo que é tão pacífico, para ser tratado como se fosse marionetas, a paciência tem limites e a continuar assim vai ser muito difícil convencer qualquer pessoa de bom censo, de que este país terá um futuro feliz.

A maioria das pessoas de médio e baixo rendimento sempre se contentou com pouco e nunca teve o privilegio de saborear uma vida de conforto e até dar largas ao divertimento e lazer, como, viajar para várias partes do mundo, passar alguns dias em hotéis, enfim, tudo o que qualquer ser humano devia ter ao seu alcance para o bem-estar e felicidade das pessoas, pelo menos de vez em quando, isto só não acontece quando os países são muito pobres e não têm um nível de vida digno de quem trabalha, exploram o povo de maneira a que fique limitado às suas necessidades, o que limita também o consumo, logo, atrasa a economia, ou seja, por um lado incentiva-se ao consumo, por outro não garantem um rendimento suficiente.

Os países só são pobres quando são mal geridos, impera a corrupção, os interesses pessoais e a especulação dos mercados, são os principais males de um país, que acaba por desmoronar e faz sofrer o povo, que sem ter culpa, acaba por ser a principal vitima.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Negligências


Todos sabemos que errar é humano, mas há erros mais ou menos grosseiros, mais ou menos toleráveis, e há os que são imperdoáveis, e são muitos, mas também são muitas as razões para que hajam negligências com mais frequência nos tempos de hoje, as perdas humanas e materiais são astronómicas e não parece que estejam a baixar, tudo por causa da correria infernal a que as pessoas estão submetidas e pressionadas a fazer em prol do desenvolvimento, do enriquecimento rápido e os problemas que pairam na cabeça das pessoas, que as faz não estarem atentas ou com a máxima atenção no trabalho que desempenham.

São erros médicos demasiado graves para serem toleráveis, mas que como é sabido estes profissionais têm a vantagem de poder dar a volta à situação de negligência, pois as desculpas são muitas e as provas são muito poucas, são erros de polícias, que atingem a tiro ou prendem pessoas por engano, são os erros dos árbitros no desporto, que muitas vezes causam grandes prejuízos para os clubes, principalmente em fazes finais ou finais, são erros nas empresas, de todos os ramos, publicas e privadas, o caso mais brutal foi o acidente na plataforma petrolífera no golfo do México, que foi mais que um acidente, afinal acabou por se revelar um enorme erro crasso, imperdoável, pois alguém já tinha avisado que algo estava mal e que a catástrofe era eminente, mas mais uma vez o poder imperial falou mais alto, e ninguém deu ouvidos aos alertas, o resultado está à vista, um desastre ambiental catastrófico, não só para o ambiente mas também para a vida animal e das pessoas que ganhavam a vida nas zonas afectadas, mas o pior ainda é o grande problema ambiental, que não há dinheiro que pague, já que as pessoas receberão indemnizações e poderão refazer as suas vidas, e a empresa ficará em risco de falência o que causará muito desemprego.

As negligências são sem duvida, um drama humano, e todos nós erramos, mas ficamos indignados quando somos nós os atingidos, e quando somos nós a errar, logo tentamos arranjar desculpas, é próprio dos humanos e parece ser uma doença sem cura, mesmo na nossa vida particular, pomos muitas vezes a nossa vida em risco e a dos nossos filhos, na rua ou em casa.

Mas o que nos leva a cometer tantos erros? Não sou a pessoa indicada para dar as respostas, mas todos nós sentimos e sabemos as causas de tantas asneiras que tanto nos afecta e causa prejuízos e danos pessoais às vezes dramáticos, o que eu penso é que o estilo de vida que temos nos tempos de hoje é demasiado violento para a resistência humana, ou seja, nós, ou alguém, pensa que somos máquinas, que podemos fazer sempre um pouco mais que aquilo que fazemos, e o resultado, é o que acontece até com as máquinas, um dia avaria, a partir daí, começa a funcionar mal, e lá vem asneira, o melhor será: parar, pensar, e decidir o que é melhor para nós e para os outros, se for possível, mas não vejo que alguém vá seguir este conselho, porque mesmo a trabalhar muito, não conseguimos ter uma vida estável, é a qualidade de vida que este mundo nos proporciona, corremos para viver mal e para morrer depressa.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Portugal dos pequeninos


É costume dizer-se que as pessoas não se medem aos palmos, os países também não, se bem que fisicamente as diferenças existem realmente, mas quando nos referimos a qualidades, mentalidades, inteligência, força, coragem e atitudes, essas diferenças não deviam ser tão evidentes, mas os tempos mudam, as pessoas mudam, e muitas vezes muda-se para melhor, outras vezes para pior, mas o que se tem notado muito é que, o essencial para se manter um povo ou uma sociedade coesa, robusta e com espírito de luta, heróico e vencedor, era necessário ser mais prudente, firme nas convicções, e atitudes, com menos euforias, menos auto valorização, e muito menos desprezando os outros.

Portugal tem uma história de que todos nós nos orgulhamos, e desde que este país existe que os nossos antepassados demonstraram uma coragem de ferro, de conquista e de actos heróicos, correram o mundo em aventuras quase impensáveis nos tempos de hoje, com aquelas condições técnicas, comparadas às que temos agora, só foi possível com a bravura de homens destemidos para enfrentar tempestades, e depois desembarcar no desconhecido, foram tão longe e conquistaram tanto, que ficaram com a ideia que tinham o mundo nas mãos.

Mas a nossa brilhante história, parece ter ficado só nos livros, hoje ficamos com a ideia de que as nossas forças se esgotaram, perdemos a coragem, estamos no anonimato perante o mundo, e quase passamos despercebidos de tão pequenos que somos, isto não é pessimismo, infelizmente é a realidade, e não vale a pena estarmos a esconder a cabeça na areia, nós estamos desmotivados, a nossa auto estima está degradada porque começamos a perder a esperança de que o futuro não está a ser aquilo que a maioria das pessoas pensava, muito por culpa de quem traçou o destino deste país, que nunca souberam dar o rumo que deve ser dado a qualquer país, que é, educar o povo economicamente profissionalmente e gerir de forma segura as estruturas sociais e territoriais para garantir uma vida saudável de progresso e estabilidade.

O que vemos é um país, com uma degradante sociedade frustrada e à deriva, pois não encontra firmeza nas suas convicções de que já fomos grandes e as desilusões sofridas agora são muitas, os grandes homens que deram valor e orgulho a este país, já desapareceram, já não há cérebros que dignifiquem este país e o povo sofre com isso, entrando em euforias levando ao colo algumas esperanças que quase sempre saem frustradas, porque se valoriza o que realmente não tem valor, é um valor falso, de fama descabida, por interesses económicos, mas que afecta as pessoas psicologicamente, porque se para muitos primeiro estão os valores económicos, para o povo em geral, primeiro estão os valores patrióticos e humanos.

Politicamente, temos políticos péssimos, de carácter pouco digno de estarem a gerir um país, que merecia melhores figuras, mais seriedade, mais inteligência e respeito por aqueles que ainda se dão ao trabalho de votar neles, e que como se vê, só há dois partidos a disputar o poder e alternando entre eles, só mudam as caras de vez em quando, e o resultado é sempre o mesmo, de mal a pior, os políticos quando assumem tal responsabilidade, deviam ter em conta que o país não é deles, que são meros empregados do povo e que por isso devem cumprir com as suas obrigações, zelando pelos interesses do povo e não o deles.

Nas artes em geral, aqui também já demos cartas, com alguma importância, mas claro nunca foi de grande relevo internacional, um ou outro artista que se destaque, logo procura outras paragens para se projectar no mundo da fama, porque cá não se valoriza os merecedores de apoio, e de condições para crescer, até aqui somos reduzidos a uma mesquinhez absurda em esquecer a arte, que é um bem essencial para a cultura de um povo, que se deve ter como um tesouro de grande valor, mas infelizmente o que temos cá, é pouco e nem sempre de boa qualidade, porque como já referi, o que se faz de bom depressa se escapa.

No desporto, lá vai brilhando uma ou outra estrela, mas também aqui se nota uma fuga inevitável, porque no mundo do desporto os milhões é que ditam o destino das pessoas e os interesses, formam-se vedetas para alimentar negócios de valores astronómicos fazendo convencer as pessoas de que se trata dos melhores atletas do mundo, mas na verdade são apenas atletas com algumas habilidades extras, mas revestidos a ouro e muitas vezes esquecem-se das habilidades em casa, e o povo vibra, gasta dinheiro para os ver em acção, gasta dinheiro em adereços de apoio aos clubes ou à selecção, a euforia aumenta com o bom desempenho momentâneo, mas de repente, é a desilusão, é claro que no desporto, está em jogo a força, a coragem, a inteligência, a garra, o empenho e a fúria de vencer, na alta competição não se pode pôr os interesses pessoais acima de tudo, e muitas vezes a burguesia é notória e é causadora de um laxismo repugnante e deixa todo um povo envergonhado de tanta má figura, durante um campeonato estão várias equipas em competição e há os bons e os menos bons, no entanto numa final, só serão duas equipas, as que mais se esforçaram ao longo do campeonato, e como tal serão as melhores do momento, por isso tanto uma como a outra merecem vencer, mas só uma sairá vitoriosa, mas a que perdeu não deixa de ter o seu valor, pois atingiu o nível mais elevado que foi possível, mas também glorioso.

No entanto quero aqui referir o meu desagrado, no caso da selecção poder admitir jogadores estrangeiros radicados em Portugal, pois para mim, e não está em causa a xenofobia, é apenas a minha opinião, para ser português, não basta estar no papel, é preciso nascer cá, embora a lei permita, mas também não concordo com todas as leis, embora tenha a consciência que devem ser respeitadas.

Também acho que o apoio à selecção devia ser mais contido, ou seja não deitar tantos foguetes antes da festa, porque não é necessário pedir por favor para se esforçarem, eles têm a obrigação de darem o seu melhor, porque ganham muito dinheiro, porque está em causa o nome de um país e de um povo, mas claro que se os outros estão mais bem preparados, ganham e seguem em frente, porque dos fracos não reza a história, mas é com tristeza que vejo o meu país como, Portugal dos pequeninos, não pelo tamanho geográfico, mas sim pela perda de valores, relevância, carisma, altivez.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Desemprego


Este é o flagelo do século 21 em todo o mundo mas será mais duradouro em Portugal ou até infindável, devido ao inexistente desenvolvimento a nível social e empresarial, como a falta de profissionais altamente qualificados, e empresas com avanço tecnológico inovador, a falta de cérebros para inventarem e criarem novos produtos, ou melhor, eles existem mas não estão cá, porque não lhes deram condições e oportunidades para ficarem cá, e claro, foram aplicar as suas ideias onde lhes deram liberdade e apoio para usarem e abusarem das suas ideias e as porem em prática. Por cá investiu-se em formações apressadas, 9º e 12º ano por baixo da mesa para tentar tirar da prateleira possíveis profissionais, mas que mesmo assim são profissionais só no papel, porque de facto não ficaram a saber muito mais do que sabiam antes, e logo que confrontados com a realidade dos trabalhos a que se destinam, esbarram-se com inúmeras dificuldades, por falta de conhecimento aprofundado da matéria, ou seja formaram-se profissionais com um rótulo falso.

Depois temos os países que escravizam os trabalhadores com salários miseráveis, o que faz com que os produtos sejam muito mais baratos que nos outros países, e faz com que os empresários oportunistas corram para esses paraísos empresariais, mas que são infernos laborais.

Portugal vai ter sempre este problema do desemprego muito elevado, a não ser que muita coisa mude para melhor, principalmente as ideias retrógradas, as ideias de que só castigando os trabalhadores e favorecendo os empresários, vai resolver a situação, é um absurdo, e não é nem nunca será a solução, pelo contrário, só vai piorar as coisas socialmente, e o desenvolvimento ficará sempre na mesma ou pior, ao darem todas as facilidades aos empresários para empregarem ou poderem despedir com toda a liberdade, é a mesma coisa que ter o trabalho de caçar e matar um coelho e depois deita-lo fora, é brincar com a dignidade humana, porque as pessoas não são robots ou uma simples máquina à espera que quando houver trabalho, são admitidas, e quando não houver, são despedidas, depois voltam a esperar que sejam admitidas, ou tentar arranjar outro trabalho, entretanto vão-se alimentando de ar e vento.

Mas os governantes não usam a cabeça, nem pensam nas dificuldades do povo, eles criaram os problemas e agora como não têm capacidade de resolve-los, atiram-se ao povo, como lobos esfomeados, para tentar salvar o que não tem salvação, arruinaram o país de tal maneira, que são capazes de pôr o povo a pão e água, só para ficarem bem na fotografia da EU, depois dizem que estão sozinhos a puxar o país para a frente, pois estão e estarão, porque os burros estão a ficar cansados de puxar carroças enferrujadas, com as rodas tão presas que parecem estar coladas ao chão, escrever e fazer leis e pô-las em prática é fácil, o pior é quando o povo já não tem dinheiro para uma sopa ou um simples pão e ainda tem que ajudar a nação a pagar uma divida que nunca chegará a ser paga na totalidade, afinal sempre estivemos e estaremos endividados, porque a riqueza não cai do céu, mas também nunca soubemos criá-la.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Quem somos?


Desde os primeiros tempos que o ser humano começou a ter a noção de que era um ser inteligente que se interroga sobre a sua existência. Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Estamos sós no universo? São perguntas que ainda hoje fazemos e até os mais qualificados astrónomos e cientistas fazem e também ainda não têm respostas conclusivas sobre este enigma que nos apoquenta e deixa-nos cada vez mais ansiosos por saber quem somos realmente.

Com as tecnologias de hoje e com o avançado conhecimento e estudos desenvolvidos por cientistas de todo o mundo, tem havido algumas revelações espantosas da vida na terra, sobre como apareceu, como evoluiu e como se desenvolveu a inteligência, mas ainda há muitas dúvidas sobre vários aspectos, sobre tudo no que diz respeito à formação da vida e sua evolução na terra e o que mais tem dado dor de cabeça à comunidade científica, é se estamos sós no universo, e se estamos, o porquê de tamanho milagre num planeta tão pequeno, em relação a muitos outros, num universo de uma imensidão fenomenal, como dizia o grandioso cientista, biólogo, grande estudioso e divulgador da astronomia, Carl Sagan, autor da colossal obra, em livro e série televisiva, COSMOS, dizia ele: se estivermos sós, é um grande desperdício de universo, ou seja, num universo onde se calcula que haja centenas de milhares de milhões de galáxias e cada galáxia com centenas de milhares de milhões de estrelas, com os respectivos planetas, enfim, são números imensamente grandes para a nossa compreensão, e imaginar que estamos sós, só podia ser uma grande coincidência, um grande milagre, mas também não teria muito sentido, a natureza juntar toda a vida existente no universo num ponto só, para termos uma ideia do tamanho do universo, segundo dizem os astrónomos, o universo terá entre quinze a dezoito mil milhões de anos e a sua matéria expandiu-se à velocidade da luz, sabendo que a velocidade da luz está calculada em mais ou menos, 300.000 km por segundo, um ano tem 31.536.000 segundos, ficamos a saber que, durante um ano, serão percorridos, 9.460.800.000.000 km, esta é aproximadamente a distancia que se percorre durante um ano à velocidade da luz, é o que tecnicamente se dá o nome de um ano luz, multiplicando este numero por, 15.000.000.000 de anos, isto deve andar à volta de, 142.012.000.000.000.000.000.000 km, o tamanho de raio, de diâmetro será o dobro, no mínimo. Este é um cálculo muito básico, apenas para ter uma ideia aproximada, não são valores reais, porque este cálculo está baseado apenas nos estudos que até agora foram possíveis realizar e que o homem conhece, visto que o universo ainda continua em expansão, o seu tamanho poderá ser incalculável ou muito para lá da nossa compreensão e imaginação, e já há grandes cérebros da astronomia, a pensar que até poderá haver outros universos paralelos a este, nada é impossível no espaço, pois este não tem tamanho, ele é infinito, não tem fim, é muito difícil imaginar o que é, não ter fim. E sendo assim, quem pode dizer que a matéria existente no espaço está limitada a um universo?

Apesar de a nossa inteligência já ser considerável, e a tecnologia avançada, ainda não foi possível descobrir se existe ou não vida exterior ao nosso planeta, e se ela existir também ainda não temos provas concretas, se nos têm visitado, ou se também estão impossibilitados de nos contactar, directa ou indirectamente, devido às distancias, visto que se houver outras formas de vida, inteligente, será noutros sistemas planetários, porque neste já temos a certeza que somos só nós, mas como já referi, este é apenas um no meio deste oceano cósmico inimaginável de estrelas e cada uma terá os seus planetas ao seu redor, em que alguns poderão estar em condições de ter surgido a vida, tal como aconteceu neste, os relatos de aparições de seres estranhos são muitos, durante anos que temos lido e visto comentários de pessoas que dizem ter visto objectos estranhos, das mais variadas espécies, em tamanho, velocidade e luzes, que dizem ser anormais para ser outro tipo de objectos feitos por nós, o que é certo é que tem havido muita polémica à volta destes casos sem que se chegue a uma conclusão, porque as autoridades desvalorizam todos os relatos destes acontecimentos, dando sempre explicações mais terrenas, mas não deixa de ser estranho que as autoridades que lidam com este tipo de fenómenos, criem zonas, e ficheiros secretos. Porque será? Pois ninguém guarda segredo de coisas sem importância, não deixa de ser frustrante, se realmente algo se passa e não se divulga com rigor todas as duvidas que pairam no ar, se estamos ou não a ser visitados por ETs.

Quanto à nossa existência, vivemos enclausurados neste mundo sempre com o medo permanente da morte, com a angústia de que a vida é curta, e se valeu a pena passar por cá, umas férias, visto que nós somos matéria, viemos da matéria e voltamos à matéria. Inventamos as religiões para alimentar o nosso espírito e vivemos num conto de fadas, que segundo a lenda, há mais vida depois da morte, que iremos para o paraíso verdejante e belo, onde reina a paz e a esperança de voltarmos um dia, no caso de outras religiões, os mais felizardos até terão setenta beldades virgens à espera deles, por isso não há motivos para ter medo da morte, as religiões são sempre muito fantasiadas, mas há gostos para tudo, uns gostam de futebol, outros gostam de religião, o ser humano ilude-se com tudo, porque a vida é uma ilusão, mas tudo tem uma explicação e uma razão de ser, só que muitas vezes somos manipulados por aqueles que distorcem as coisas, deviam recorrer mais aos meios científicos e não a meios que só servem para gerar confusão e fanatismos.

Muita gente acredita que há vida depois da morte, este é um assunto muito delicado e ainda há muitas dúvidas no meio científico, é um mistério que parece estar longe de se desvendar e há muitos livros sobre este assunto, mas... Em qual devemos acreditar? A certeza que temos é que, nascemos e morremos, pois a vida, assim como todas as estrelas e planetas no universo, tem um ciclo permanente, nascem, e morrem, sucessivamente, como tal, acontece o mesmo com os seres vivos, nascemos, vivemos durante um certo período de tempo e morremos.

Somos uma máquina muito complexa e de difícil compreensão, por isso continuamos à procura de respostas para muitas questões. Afinal, quem somos?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O valor das pessoas


Num mundo que parece estar na penúria económica, ainda há muita riqueza nas mãos de alguns, são os grandiosos acumuladores de fortunas astronómicas que lhes cai nas mãos de um momento para o outro sem que tenham feito grandes esforços para isso, mas pura e simplesmente tiveram a sorte de cair na graça do poder económico mundial, que parece estar todo concentrado em algumas empresas que cresceram à custa do grande crescimento consumista da população mundial, principalmente dos países em desenvolvimento, é costume dizer-se que dinheiro faz dinheiro, pois é, e miséria atrai miséria.

Estas empresas crescem muito porque realmente têm bons gerentes e promovem os seus produtos de maneira megalómana, porque lá está, têm poder para isso, tanto, que acabam por abafar qualquer outra que se cruze no seu caminho, ou seja, lutou-se contra o monopólio das grandes empresas para que as outras pudessem respirar, mas agora abanam a bandeira da globalização, e o resultado está à vista, as falências sucessivas e a bola de neve da crise que parece não parar de crescer, porque a grande boca dos tubarões engolem todo o peixe miúdo e médio, não sobra nada.

A concorrência está a ser esmagada pelos dinossauros da alta finança mundial, onde se formam monstros, que nos esfolam a pele com as suas garras afiadas, e ninguém os consegue parar, nem os governos sabem como dominar estes monstros que eles próprios ajudaram a criar, e como tal, sem meios para sobreviver, a aflição das pequenas e médias empresas, leva-as a não garantirem bom serviço aos seus clientes, para poderem manter os preços mais baixos que as grandes, e tanto as grandes como as pequenas entram numa guerra aberta, bombardeando os consumidores com publicidade enganosa e com produtos mais caros, apesar de anunciarem o contrário, são os truques de enganar o povinho que não tem tempo para ver bem as condições de venda e qualidade de produtos, ou contratos de bens e serviços, ou seja o que é barato, não presta, e o que é bom, muitas vezes é muito mais caro do que na realidade devia ser, todos sabemos disso mas não fazemos nada para que isso mude, e quem vai crescendo são eles, e nós vamos pagando.

O resultado, são os milhões de euros de lucro, os milhares de euros de salário de gestores e claro, rapidamente ficam multimilionários, importantes, intocáveis.
Merecedores? Ou nem por isso?

Há muita gente no mundo a ganhar muito dinheiro e têm tanto, que por muito que gastem, o saldo da conta nunca baixa, pelo contrário, até cresce mais, alguns ainda vão ajudando e criando instituições de caridade ou de beneficência, o que é de louvar, outros nem tanto, mas na verdade, a riqueza está muito concentrada, num mundo, com tanta população sem recursos de sobrevivência, onde se morre tanto de fome, enquanto outros estragam tanto que até dá dó, as extravagâncias que cometem, com requintes de sarcasmo.

No caso do mundo do desporto, como por exemplo, no futebol, o que se paga por contratos de jogadores, treinadores e os respectivos ordenados, são uma autêntica afronta à pobreza mundial, ridículo o dinheiro envolvido no futebol, totalmente descabido, sabendo que é dinheiro vindo de empresas, que muitas vezes tão mal tratam seus funcionários, com míseros ordenados, que têm que trabalhar toda a vida e são sempre pobres, ou remediados, mas muitos destes trabalhadores, mesmo a ganhar pouco, também contribuem para engordar esse Império desmesurado, pois o publico também contribui com os milhões que eles arrecadam. Diversão? Sim, para alguns não existe mais nada!

Não é desculpa quando ouço dizer que é uma profissão de desgaste rápido, sim é, mas só o futebol é que é, e os trolhas, mineiros, pedreiros, carpinteiros, serralheiros, pescadores, trabalhadores agrícolas…, etc.

Um jogador ou treinador, em meia dúzia de anos, ganham milhões, o que dá para viver muito bem durante toda a vida, sem fazer mais nada, se for bem gerido, enquanto os outros trabalhadores, trabalham toda a vida, e nunca têm nada, não quero dizer com isto que toda a gente devia ganhar milhares ou milhões, apenas estou a referir que os valores de ordenados que pagam são exagerados, até porque os clubes não suportam por muito tempo semelhante despesa e acabam por voltar a vender, mas muitas vezes esses clubes ficam a tremer, à beira da falência ou mesmo falidos, ou com enormes dividas, e o mesmo acontece com as grandes empresas, mas, enfim, o mundo é deles, só é pena haver tantas diferenças sociais, mas quando há crises financeiras, são todos a pagar, e os que não têm, pagam também.

É certo que há personalidades que têm aptidões para que mereçam fortunas, mas será preciso tanto para se viver muito bem? Será que as pessoas têm assim tanto valor? O ser humano tem valor sim, mas o valor maior não devia ser material, pois não devia haver humanos de ouro e outros de carne e osso, mas sim humanos, cada um com o seu valor, mas todos de carne e osso, afinal, quando chegamos ao fim, não valemos nada.

domingo, 6 de junho de 2010

O trabalho infantil


O trabalho infantil não é novidade, e acontece por todo o mundo um pouco, mas como é de conhecimento publico, é mais frequente e em maior escala nos países asiáticos e africanos, mas por muito que se fale do assunto, por mais reportagens e documentários que se faça, em jornais, revistas e televisões, não se tem notado que algo esteja a ser feito de concreto, apesar de ser crime, e uma violação aos direitos da criança e do trabalho e até da dignidade humana, o que é certo é que os senhores do negócio levam sempre a melhor, fintando as autoridades com mentiras e encobrimento da realidade.

Num documentário que vi recentemente num canal de televisão temático, fizeram uma reportagem sobre este assunto e foi precisamente o encobrimento que conseguiram desvendar, com os truques já conhecidos que os jornalistas de investigação fazem para apanhar os infractores em flagrante, usando câmaras ocultas, o caso passou-se na Índia como era de esperar, uma empresa que vende pedra talhada à mão, para pavimentos, e onde grande parte desse trabalho é executado por menores com 8, 10, 12… anos, os repórteres que se fizeram passar por clientes, munidos de câmaras ocultas, gravaram no local essas crianças a trabalhar, perguntaram-lhes a idade e se tinham ido à escola, disseram que nunca foram para a escola, depois foram falar com um dos maiores clientes dessa empresa, que por acaso eram Alemães e perguntaram se sabiam que o produto que estavam a comprar naquela empresa era fabricado por crianças, e eles disseram que tinham a certeza que não, que lhes garantiram que não tinham mão-de-obra infantil, até lhes apresentaram um documento da fiscalização, os Alemães nem queriam acreditar no que estavam a ver na gravação que os jornalistas apresentaram como prova de que estavam enganados nas afirmações que fizeram, pois o trabalho de crianças era real naquela empresa, ao contrário do que lhes tinham dito, também descobriram que, afinal a fiscalização era comprada.

Bom, este é um caso entre muitos e não é novidade nenhuma, mas nunca é demais falar e divulgar estes casos e até protestar, para lembrar a quem de direito, governos e organizações mundiais, que não basta falar e escrever num papel para que estes exploradores de trabalhadores cumpram as leis, não só pelas crianças, mas também pelos trabalhadores que ganham uma miséria e trabalham muito mais horas que o previsto na lei, sem que recebam mais por isso, e claro muitas vezes são obrigados a pôr os filhos a trabalhar muito cedo, para ajudar a família, que muitas delas são numerosas e passam fome, o que é realmente triste, alem de trabalharem muito ainda passam fome, esta é que é a realidade, tudo isto em proveito próprio de empresários sem o mínimo de compreensão e reconhecimento dos seus trabalhadores, e para terem mais lucros ainda cometem estes actos criminosos, de admitirem crianças a trabalhar, usando todas as artimanhas para conseguirem os seus objectivos.

Num mundo que dizem ser evoluído e ainda haver tanta miséria, para uns e tanta riqueza para outros, não faz qualquer sentido, sabemos que não podemos ser todos ricos, porque este mundo não é perfeito nem é o paraíso, para que todos fiquemos sentados à sombra de uma bananeira, apenas devia haver o bom senso de que todos somos humanos e que devíamos ser tratados como tal, as crianças devem estar na escola para terem a educação merecida primeiro, depois o merecido trabalho, com dignidade e justiça, enquanto não for assim, vamos viver sempre num mundo cruel e muito mau para viver.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Os comentários ordinários


Quem lê a edição online do JN, depara-se com comentários feitos por alguns leitores, que são de um nível tão baixo de educação, que é incrível, palavrões e pior ainda, insultos sem qualquer motivo para isso, apenas por prazer de rebaixar os outros que têm opiniões diferentes e sem conhecer a pessoa de lado algum, é pena que quando se dá a oportunidade às pessoas de exprimirem suas opiniões, não se aproveite para dizer o que se pensa dos casos noticiados, com criticas sim, favoráveis ou desfavoráveis, mas sem ferir os outros, atacando-os de maneira tão cruel, o que apenas demonstra uma tão má educação ou simples rebeldia que até qualquer ignorante fica incrédulo, muitas vezes vemos dezenas de comentários de uma única noticia, em que tudo se diz, mas nem uma palavra relacionada com essa mesma noticia, apenas insultos e palavrões.

A maioria destes comentários aparecem como anónimos ou com nomes de qualquer coisa, mas não é isso que está em causa, até porque é opcional, divulgar o comentário com nome ou anónimo, o que está em causa é aproveitarem isso para ofenderem as pessoas, é possível criticar a opinião dos outros e até a própria pessoa sem a ofender e muito menos usar palavrões, o JN não merece que o tratem mal, porque é um jornal diário de noticias, credível, a nível nacional e internacional, é um dos melhores jornais do nosso país e era bom que fossemos dignos de o lermos, e respeitarmos quem trabalha nele durante 24 horas por dia, todo o ano, e não podemos esquecer que os jornalistas são os nossos olhos e ouvidos, perante o país e o mundo, são a nossa mente, a nossa liberdade, a nossa arma, por isso só temos que lhes agradecer e honrar.

Ao sujarem este espaço reservado aos leitores, não estão só a sujar a imagem do jornal, como também estão a afastar os leitores mais sensíveis, que ao consultarem os comentários, por curiosidade e interesse pela opinião dos outros leitores, se deparam com tamanha barbaridade linguística, fico horrorizado ao ler comentários como: o JN gosta destes palavrões, já que os admite e publica! Eu não sei porque é que o JN alterou o sistema de mensagens de comentários, realmente antes deste sistema, o comentário era filtrado e não era publicado no momento, demorava mais, porque ia ser visionado, penso que deve ser para poupar meios humanos, que optaram pelo sistema automático, de qualquer maneira não é motivo para oportunismos e fazer da ocasião um ladrão, eu já evito fazer comentários nesse espaço, sinto-me excluído da minha liberdade, outros já o farão também, uma coisa é certa se não preservamos a nossa liberdade e principalmente a nossa educação, um dia vamos perde-la de vez, e aí vamos dar valor aquilo que tanto custou a conquistar, o que faz isso, é que Portugal sempre foi um país mimado, nunca sentiu verdadeiramente a terrível luta pela liberdade.

Liberdade não é fazer aquilo que bem nos apetece, liberdade é fazer aquilo que deve ser feito, respeitar para ser respeitado, educar para ser educado, servir para ser servido, amar para ser amado, ajudar para ser ajudado, ser cívico para ser civilizado, e simplesmente ser humano.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Socialmente incorrecto


Vivemos num mundo muito complicado e de difícil compreensão, porque a sociedade está a ser manipulada por políticos que tudo prometeram, mas agora é o que se vê, injustiças, desigualdades, maus gestores, maus deputados, enfim, políticos de conveniência, vendedores de banha da cobra, o que é hoje já não é amanhã, é a confusão de palavras, ele disse, que o outro disse, que você disse, que eu tinha dito, é os prós e os contra, são os insultos com gestos de chifres, são os jornalistas a fotografar os segredos de possíveis imagens chocantes que por lapso possam estar no ecrã do computador, é a social-democracia, é a lei que quando sai, devia ser para todos, mas não é, enfim, depois quando há eleições, apelam ao voto, porque é um direito cívico, mas também é um direito cívico governar bem, e isso dizem eles na campanha eleitoral, mas na realidade, quando chegam ao poder, logo esquecem ou tratam de apontar os culpados que deixaram a casa desarrumada, pois para mim, como cidadão que trabalho e pago impostos assim como milhões de portugueses, temos direito a ser tratados com dignidade e justiça.

Temos o caso das restrições impostas ultimamente pelo governo que era para todos, mas afinal nem todos têm os salários congelados, pelo contrário, vão receber aumentos, segundo as noticias que têm sido divulgadas nos meios de comunicação social, até os pobres Euro deputados vão receber um iPad cada um, GRÁTIS, tomem lá criancinhas, que os vossos pais tiveram que pagar uma percentagem do Magalhães, um escândalo para nós, normal para eles, pois eles acham que tem privilégios merecidos.

Depois temos o vulcão que pára os aviões e as pessoas ficam zangadas por não poderem viajar, indignadas por as companhias de aviação não darem soluções, como se alguém tivesse culpa, temos o petróleo a poluir o oceano, e também não conseguem resolver o problema, uma tragédia ambiental brutal, que vai ser terrível para a vida marítima e para todos nós, aqueles que tanto prezam pela vida, o meio ambiente e pelos direitos humanos, estão a perder a batalha, pois os lacaios que não olham a meios para alcançar os seus objectivos, sufocam a sociedade com escândalos, negligências que provocam tragédias ambientais e humanas, dominam o mundo como se fosse só deles, mas não é, a verdade é que o mundo não é de ninguém, todos somos mortais e a vida é tão curta.

É muito triste viver num mundo onde ainda há tanta injustiça social, tanta ganância, tanta desigualdade, pelo menos nos direitos essenciais, como respeito pela vida dos outros, respeito por quem trabalha que deve receber um ordenado justo e não explorado como escravo, o que está a acontecer com muita frequência por alguns empregadores sem escrúpulos, que se aproveitam da crise e também por mau instinto, definitivamente, vivemos tempos difíceis, mas tomam-se medidas que é no mínimo, socialmente incorrecto.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Isto é um assalto


Os portugueses estão a sofrer o maior assalto de todos os tempos aos seus bolsos, mas desta vez é para quem tem e para quem não tem. Será que os que não tem, vão ter que ir também roubar para pagar os impostos que nos estão a impor? É provável que sim, já que, se os ordenados de muitos já era pouco ou não dava para pagar as contas, como luz, água, gás, mais a mercearia, as prestações da casa e outras coisas mais, agora ficarão em situação muito pior, toda a gente sabe que o problema de Portugal não se resolve só desta maneira, tirar aos trabalhadores que já ganham pouco, e que só vai alastrar a pobreza.

A crise económica não se resolve só com pagamento de impostos, mas sim produzir para criar riqueza, para poder equilibrar as contas e renovar o país estruturalmente e socialmente, mas assim o que temos e vamos ter cada vez mais, é um país mais pobre, miséria, caos, mais desemprego, marginalidade, decadência.

Tudo isto por causa das irresponsabilidades cometidas por muitos gestores e oportunismo de outros, que geriram mal e tiveram a inteligência egoísta e fraudulenta de desviar fundos, com que enriqueceram e mesmo assim ainda tiveram a super inteligência de declarar rendimentos anuais de simples miseráveis trabalhadores, pois claro, mas eles, são inteligentes, nós é que somos os burros, que andamos toda a vida a puxar carroças e ainda vamos ter que ser nós a salvar o país que eles desgraçaram, se ainda tiver salvação, o que é pouco provável

Estamos fartos de ver e ouvir os políticos a falarem na televisão, com palavras de esperança e optimismo, que até o diabo desconfia, mas não apresentam soluções credíveis nem reais, a capacidade de governar este país desvaneceu-se, e as ideias para desenvolver a industria competitiva com os parceiros europeus e mundiais também, não se compreende porque razão se importa produtos tão banais, que utilizamos no dia-a-dia, sempre que vamos às compras, deparamos com tantos produtos estrangeiros que nem damos conta dos nossos, ou perdemos muito tempo a procura-los.

Senhores governantes façam bem as contas, mas não pensem que é só dizer: vamos tirar um bocadinho a cada um e resolvemos todos os nossos problemas, pois os problemas vão ser muito maiores. Já pensaram quantos mais portugueses vão deixar de pagar os seus créditos de habitação e de consumo aos bancos? Quantos mais desempregados vai haver? E o consumo cada vez menos? É esta política de economia que os excelentíssimos governantes aplicam? Pois então vejam bem lá o negócio dos submarinos, porque este barco já está a afundar, não metam, mais água. Já agora não usem aquela velha frase dos assaltantes: Isto é um assalto. Dinheiro ou a vida? Dinheiro já não temos, vida, pouco nos resta.

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

O povo é sereno


Aí está a verdadeira crise, para quem não acreditava, finalmente chegou a crise a todos os portugueses, agora sim vamos ficar sem qualquer poder de compra, agora sim vão fechar o resto das empresas e o comércio vai ficar ainda com menos hipótese de sobreviver, porque quem já não tinha nada, ainda vai ter que roubar para dar ao estado, roubar as esmolas aos pobres é pouco ético por parte do governo, porque tirar a quem já não tem, é igual a condena-lo à morte, enquanto que tirar a quem tem, é apenas uma penalização, e sendo assim é condenar os inocentes e absolver os culpados, mas se a democracia é assim quem somos nós para contrariar, o povo é sereno e assim é fácil governar, até o sr. ministro das finanças se gaba que não receia a contestação em Portugal, porque os portugueses não tem por norma usar a violência, como a que está a acontecer na Grécia, foi o que ele disse numa entrevista ao canal de televisão bloomberg, é por isso que estamos sempre a levar porrada, já que não damos! levamos.

E no estrangeiro acreditam, que Portugal não está no mesmo barco que a Grécia, porque sabem que os portugueses são mártires de sucessivos governos que os massacram e aceitam tudo, até preferem morrer de fome, a derrubar o governo, aliás, nem vale a pena derrubar o governo, porque afinal, depois vai para lá outro igual ou pior, o melhor era o povo português ganhar coragem, e fazer uma verdadeira revolução, para limpar de vez o podre que este país preservou desde a linda e teatral revolução dos cravinhos enfiados nos canos das armas, de onde devia ter saído muitas munições, dirigidas aos monstros que espezinharam os portugueses e que agora lhes querem roer os ossos.

Meus amigos, só não vê quem não quer, este país não tem capacidade para acompanhar uma Europa que se quer muito produtiva, unida, e sólida financeiramente, para poder enfrentar as potencias mundiais, que cada vez mais já não é só os EUA, nas sim a Ásia e não só, mas também é verdade que Portugal, nem inserido na Europa, nem sozinho vai lá das pernas, porque Portugal sempre foi manco, e está a ficar sem pernas de vez, mas a seguir pode ficar sem os braços, se chegar a esse ponto, então, de povo sereno, passará a ser inútil.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Europa não é a América


Os políticos fazem jus à sua arte e tentam enganar o povo, fazem tudo para tentar acalmar os mercados e todos os dias batem na mesma tecla, de que as coisas vão melhorar, quase sem dentes de tanto mentir e carecas de saber que nada está bem, parece que já não conseguem convencer ninguém das suas politicas mal geridas e sem fundamento, sem poder para impedir os especuladores, que mais parecem parasitas, sem poder para governar uma Europa ingovernável, nestes termos políticos, em que fazem parecer que a Europa é uma união, mas que de facto é uma desunião cada vez mais desigual, porque a Europa não é a América.

Os Estados Unidos da América tem um governo federal que faz da união um país, e a Europa é uma união de vários países, cada um a puxar para seu lado, ora isto não é uma união mas sim desunião, onde há ricos e pobres e os ricos mandam e os pobres obedecem, como podemos chegar a algum lado, com tantas diferenças sociais, tanta pobreza, tanta corrupção, e tanta gente a mandar sem saber bem o que andam a fazer.

Quando ouvimos os políticos a falar, até parecem convincentes e com a razão do lado deles, pois eles são especialistas em falar e ludibriar o povo, sempre optimistas, transmitem a ideia de que está tudo bem e que o povo se queixa por tudo e por nada, que não está tão mal como isso, pois é, eu entendo isso, a mentalidade do egotista é que, se eu não tenho fome, como é possível que aquele mendigo diga que está com fome, ou então passar por ele e dizer: coitadinho deve estar cheio de fome, mas não lhe dá nada, é claro que os políticos governantes ao ganharem milhares de euros, em casa deles está tudo bem, como é que vão entender a vida desgraçada de quem ganha 500 euros, com filhos para criar, assim como nós cidadãos comuns que criticamos os outros que ganham menos que nós, porque não sabem gerir o que ganham, e passam fome porque querem, poderá haver casos desses, mas também há casos que mesmo sem extravagancias, não conseguem mesmo viver dignamente, e pior aqueles que de maneira nenhuma arranjam emprego, estes, os desempregados, também criticados por não quererem trabalhar, mas também há os que realmente não encontram trabalho, e nós não reconhecemos as dificuldades que muitos têm para sobreviver, porque o dinheiro acaba mais depressa que o mês.

A Europa se continuar assim não vai conseguir os objectivos que planearam, as desigualdades, as diferenças culturais, sociais e o desenvolvimento industrial e agrícola são muitas, é como se costuma dizer, casa que não tem pão todos ralham e ninguém tem razão, uma coisa é certa, com toda esta turbulência económica, alguém deve estar a governar-se e pouco interessados nos outros. É preciso repensar a Europa unida, se deve continuar, ou se cada um deve ficar na sua casinha e governar-se com o que tem, porque isto de mandar na casa dos outros não dá certo.

A verdade é que a América é que levou com os aviões em cima, mas lá vai caminhando, com rudes golpes financeiros, onde também abunda a corrupção, envolvidos em guerras que nunca acabam, mas os EUA levanta-se sempre, porque os EUA dominam a Europa e o mundo, porque os EUA, definitivamente não são a Europa.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Só pode ser doença


O futebol arrasta multidões, envolve milhões, e desperta tantas emoções, que dá que pensar o porquê de tanto fanatismo, mais que uma religião, mais que o amor, mais que a vida, acima de tudo está o futebol, claro que, para uma grande maioria, não para todos nós, terráqueos, sempre viciados em qualquer coisa.

Eu sei que falar do mundo do futebol é complicado e estamos sempre sujeitos a ganhar milhões de inimigos, principalmente se o criticarmos, mas vou correr esse risco, embora não tenha nada contra este ou outro desporto que seja, apenas estou a dar uma opinião muito pessoal e não pretendo magoar ninguém nem nenhum clube, até porque eu não sou adepto de nenhum.

O que me faz pensar, e fazer muitas perguntas é: Porque é que alguns jogadores ou treinadores têm que ganhar tantos milhões? Claro que não é só no futebol que se ganha exageradamente, mas é o mais falado e com maior número de adeptos.

Como é que há tanto dinheiro no futebol e no desporto em geral?

Parece que sei responder a esta questão.

São os adeptos, os sócios, vários tipos de negócios que os clubes têm, o patrocínio das empresas, (que pagam salários minúsculos aos seus trabalhadores, mas para apoiar clubes, não falta dinheiro). Muito bem, mas numa altura de crise! Até parece que o mundo do desporto ainda se vai aguentando, pelo menos os grandes clubes, pois, pois, dos fracos não reza a história, não é.

O que também acho estranho, é não haver muitas críticas dos valores exorbitantes que se paga a jogadores e treinadores por parte da maioria das pessoas, pelo menos dos mais aficionados do desporto, pelo contrário, até é motivo de satisfação para alguns e motivo de conversa entre amigos, o contrato realizado pelo clube A com o jogador B e o treinador C, que envolve muitos milhões, enquanto os trabalhadores comuns ganham tostões e ainda contribuem com uma quota-parte como sócio, ou como simples adepto que vai ver semanalmente o jogo do seu clube preferido, e muitas vezes os estádios estão cheios, apesar de as carteiras andarem mais vazias, mas atenção que há casos em que para satisfazer estes e outros vícios, falta o pão em casa, ou outros bens essenciais.

Criticamos severamente os políticos e gestores de empresas e muito bem, porque também têm grandes salários, e muitas vezes sem merecerem, porque enquanto os jogadores têm uma profissão de desgaste rápido, os políticos e gestores a única coisa que gastam é a esferográfica, o teclado do computador, e saliva de tanto falar, no caso dos políticos, falam, falam e não dizem nada, nem fazem.

Só lamento é que num mundo com tanta miséria, tanta fome. Será que é justo esta desigualdade absurda? Estes senhores que ganham tanto, não sentem peso na consciência, ao saberem do que se passa no mundo, aceitarem semelhante abundância que dá para estragar, com mordomias faraónicas, vivendo como deuses no paraíso, com tantas pessoas no inferno, não por serem más, mas porque não tiveram a sorte de serem futebolistas.

O desporto sempre foi um negócio, mas agora tem passado todas as marcas da decência daquilo a que se propõe ser o desporto, que é, divertir, e um bem para a saúde de quem o pratica. Mas será que não está a ser uma doença?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Mar negro


Esta tragédia do golfo do México, deixa-me transtornado, sem palavras e perdi a vontade de fazer qualquer comentário, porque não vale a pena bater sempre na mesma tecla, isto cansa, ver tanta asneira provocada pelo homem, não vale a pena apelar para pararem de destruir o planeta, pois então continuem, não é mais bonito ver o nosso mundo assim como esta imagem, o preto de morte,de poluído, sem aves no céu, sem vida no mar, perguntem às crianças, se vão gostar de viver neste buraco negro no futuro que está próximo.

Os culpados dizem que pagam, pois metam o dinheiro no ** acham que o lixo chamado dinheiro paga tudo, vai pagar todas as espécies que estão em risco e que vão desaparecer, é muito fácil dizer que foi um acidente, mas seria muito mais fácil evita-los, não fazendo aquilo que o pode provocar, não é costume dizer-se que quem brinca com o fogo, mais tarde ou mais cedo acaba por se queimar, pois é, então continuem, senhores inteligentes, e bom trabalho, parabéns, só não posso dizer muitos anos de vida, porque assim, vai ser pouco provável que a humanidade tenha, lamento que o nosso planeta, do lindo azul, esteja a ficar cada vez mais, de luto.

domingo, 2 de maio de 2010

Animais racionais?


O homem é considerado como animal racional, mas a verdade é que às vezes é mais saudável e seguro viver com os outros, os irracionais, porque com estes já temos mais cuidados, porque sabemos que eles são imprevisíveis, enquanto do homem estamos à espera de boa educação, bom senso, credibilidade, humanismo, amabilidade, compreensão e respeito, mas o que vemos em algumas pessoas é precisamente tudo ao contrário, comportando-se de maneira tão selvagem, que nem os animais da selva têm semelhante capacidade de o fazer.

A fúria que se vê no desporto em particular no futebol, dentro e fora dos estádios, nas ruas, nas escolas, em casa, nos bairros que dizem ser sociais, no trabalho, em toda a parte se vê cenas próprias de um manicómio, a total falta de educação, o álcool, a droga, faz destas pessoas autênticas feras indomáveis, que para cúmulo da estupidez, na vez de darem com a cabeça numa parede, adoram incomodar quem não faz parte do circo, e ainda têm a coragem de provocar, isto quando estão em bandos, sentem-se heróis, porque sozinhos, até o bater das asas de uma mosca os derruba.

Está-se a criar um mundo de trogloditas modernos, que a falta de inteligência não é pelo atraso do tempo, mas sim pelo tempo avançado demais, por isso faz sentido perguntar se somos animais racionais, porque hoje tenho duvidas se vamos continuar a ser racionais ou se vamos ser apenas mais uma espécie em vias de extinção.

sábado, 1 de maio de 2010

Condenados à fome


Notícia do JN diz que há mais de mil milhões de pessoas com fome no mundo, para muitos é a sentença de morte, porque os alimentos não chegam a tempo de os salvar, é mais um problema das políticas praticadas por governos que já não raciocinam, não por falta de alimentação, mas por comerem de mais, pois a agricultura ainda não faz parte da ementa politica deles, porque eles ainda não sabem o que é a fome, não sabem o que é morrer um bocadinho por dia, durante muitos dias, não sabem o que é uma pessoa perder as forças ao ponto de não se poder levantar nem tão pouco sacudir os mosquitos que lhes cobre o rosto, verem a carne a derreter, dia a dia, os ossos a sobressaírem da pele e os olhos a saírem das suas órbitas, não há maior filme de terror como aquelas imagens que toda a gente já viu nas televisões e muitos já viram ao vivo, aquele inferno, que afinal é este mundo.

Mais uma vez se põe o problema da crise. Mas afinal quem é que fez a crise? Quem especulou? Quem roubou? Quem arruinou a economia? Os pobres não foram, então porque será que têm que ser sempre as principais vítimas? Os principais causadores, ainda beneficiam desta ruína financeira, pois o que vemos é os governos a ajudar os impérios, para que não caiam na desgraça, que seus gerentes causaram, rios de dinheiro continuam a cair num saco roto como chuva a cair no oceano, e o investimento nas guerras também continua dantesco, para alimentar interesses dos que se dizem senhores do mundo, é odioso pensar que o dinheiro que se gasta nas guerras dava para alimentar estas pessoas que sofrem de má nutrição e evitar que muitas morressem à fome, deviam era investir na agricultura onde esta fosse viável e fazer chegar os alimentos às regiões mais fustigadas pelo clima.

As alterações climáticas, vão agravar ainda mais este drama para juntar às asneiras dos donos do mundo que contribuíram e continuam a contribuir para que as alterações climáticas cheguem mais cedo e de forma mais violenta, que vai espalhar o caos neste planeta, que está a ser destruído por mãos criminosas, em nome da economia, que afinal, mesmo assim, está arruinada.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O mexilhão é que paga


Os políticos portugueses optimistas já vão admitindo que realmente a situação económica está a ficar numa situação critica, mas a única solução que encontraram foi, cortar, atiraram-se logo, sem hesitar ao Zé povo, aquele de calças rotas e bolsos furados, não se fala muito em baixar os salários de milhares de euros, nem se fala em criar riqueza, mais postos de trabalho, dignos, sérios, e justos, dar condições e incentivar os empresários que sejam sérios com espírito empreendedor responsável e inovador, interessado em construir e não destruir a economia e o país.

Como é que se pode desenvolver um país, só a cortar nas despesas e não fazer nada? Se reduzirem ao rendimento de quem trabalha, com o congelamento de salários, aumento de impostos, aumento do custo de vida, e o desemprego a bater à porta a qualquer momento, depois no desemprego depara-se com restrições no subsidio, que vai atirar a família para a pobreza. Miséria atrai miséria, se o país está de rastos, é claro que vai tudo a trás, isto é, o Zé, porque as crises só atingem os pobres, quanto aos senhores do poder nunca souberam o que é a verdadeira crise, até porque como vemos nas noticias, raramente eles admitem que há crise, porque quem está satisfeito não vai dizer que tem fome, também é próprio da maioria das pessoas não darem importância à desgraça alheia.

O que parece é que Portugal parou de vez numa ponte que está prestes a ruir, não tem meios para desenvolver, porque não tem mais dinheiro para investir naquilo que é essencial ao país, o que continuamos a ouvir é que vão continuar a investir em obras para Inglês ver, como o TGV, não me parece que vá servir o trabalhador comum, logo é um desperdício incrível, visto ser um país pequeno para tal, e ainda com tantos problemas nos tradicionais caminhos de ferro, com tantas mortes nas passagens de nível.

O aeroporto também não parece ser um investimento prioritário para já, estes investimentos devem ser feitos quando há estabilidade financeira, é certo que dão trabalho, mas é temporário e não criam riqueza imediata, são investimentos para expandir a riqueza, não para criar. A nossa esperança fugiu com as empresas de capital estrangeiro, que asseguraram grande parte de empregos e eram parte da fonte de riqueza do país, mas foram embora, porque não se deram garantias nem souberam segura-las, ou então devíamos ter feito o mesmo cá, ou seja, devia ser Portugal e os portugueses a investir nesse tipo de empresas, mas claro, nós estamos sempre dependentes dos outros, agora, nem pau nem bola, e quem paga é o mexilhão.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A poluiçao da água


A água é um bem essencial à vida, mas tem vindo a ser cada vez mais, tratada de forma inadequada, com o mau aproveitamento e uso, porque gastamos em demasia, e pior, poluímos ainda mais, sem pensarmos nas consequências que a poluição possa causar, a água está a chegar ao seu destino, carregada de poluentes perigosos para a nossa saúde, é necessário recorrer à captação de água nos rios, para alimentar as grandes cidades, e o sistema de filtragem, torna-se ineficaz, devido ao elevado caudal que é necessário diariamente para toda a cidade, ou cidades, por isso vemos em nossa casa muitas vezes água com cor, e com cheiro, o que contradiz as suas principais características naturais.

O tratamento das águas residuais é muito importante para minimizar estes poluentes, os esgotos das cidades são um problema que tem que ser resolvido, e alguma coisa tem sido feita, mas ainda não é suficiente, as E.T.A.R. são uma solução, mas ainda não chegam a todos os esgotos, e até tem outras serventias, como produção de energia e aproveitar os resíduos sólidos para adubos, era bom que se investisse mais nestas estações de tratamento, mas infelizmente, vemos o nosso dinheiro a ser empregue em obras de fachada, e ainda é mais revoltante quando vemos esgotos a céu aberto, mesmo à porta das casas.

Até a nível mundial as politicas ambientais, ainda não acompanham a evolução dos tempos, e não é por falta de tecnologia, nem por falta de avisos dos especialistas em questões ambientais, mas sim falta de bom senso por parte dos políticos.

É dramático o que se passa em África e noutras regiões do mundo, não podemos ficar indiferentes, quando vemos o horror que aquelas pessoas vivem, o numero de mortes é grande demais, fala-se de milhões de mortes, por doenças causadas pelas águas impróprias para consumo, pensemos bem neste assunto, porque é sério.

E se um dia faltar a água em todo o mundo? Esta questão pode parecer exagerada, mas dados científicos revelam que realmente já há uma redução considerável de água no subsolo do planeta, se for assim, então não será só alguns povos do mundo a sofrer, mas toda a humanidade.

Era bom, que os governantes vissem as questões ambientais como uma prioridade, em vez de gastarem biliões em guerras, e em políticas de interesse pessoal, porque eles, também precisam de água para viver.

Os oceanos também estão poluídos, e não é pouco, para além dos rios que descarregam a poluição que transportam, ainda suportam tanta sucata de petroleiros que afundam, muitas vezes por negligência do homem, e o derrame de milhares de toneladas de petróleo, mas como se não bastasse ainda temos alguns acidentes com submarinos nucleares, e para cúmulo da estupidez, os testes nucleares que o homem faz quando bem lhe apetece, em prol da tecnologia de guerra.

Para um planeta tão frágil, e pessoas que morrem de fome e à sede, será preciso armas tão poderosas? Será que eles pensam que são imunes a estas armas? Porque se as radiações demoram centenas de anos a desaparecer, não será grande solução os abrigos.

Mas ainda há mais, os que poluem as águas, com as suas empresas industriais, que não fazem o tratamento, que por lei deviam fazer, não são todos, mas os que fazem são muitos.

Era bom que pensássemos nisto de forma séria, porque se a água é a vida, a vida é frágil, a água dá-nos a vida, mas também nos tira a vida, depende do tratamento que lhe damos.
Não seria melhor poder ir à praia sem receio de contrair doenças, por causa da poluição, ou fazer um piquenique à beira rio, sem o cheiro nauseabundo, e beber um copo com água pura da torneira, como devia ser.

As populações e as indústrias, avançaram e evoluíram de forma muito descontrolada, e o resultado pode ser catastrófico.

Num planeta em que é formado por mais água que terra, essa imensidão de água é salgada, e a doce é pouca e cada vez será menos, com o aumento da população. Por isso é melhor poupar e tratar melhor a pouca água que temos, porque se ela faltar, depois é que lhe vamos dar valor, mas já é tarde.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fatos e factos de gala


Eles vestiram os fatos de gala, encheram o parlamento de cravos, ouviram e falaram aquelas frases que o povo gosta de ouvir, mas a vida continua e os protestos também, vem aí tempos de agitação social.

De facto foi lindo ouvir o Sr. Presidente alertar para a desigualdade social e riqueza imerecida. E quem é que manda? Não são eles? Não são os governantes que têm que impedir que isso aconteça? Não conseguem controlar os monstros que criaram, pois então tenham cuidado, porque um dia esses monstros ainda vos põem fora do poleiro e tomam conta do poder e depois fazem deste país uma colónia de férias.

O forte dos nossos políticos é falar, é próprio da filosofia deles, mas o pior é que poucos ou nenhuns põem em prática as teorias, e se surge alguém que queira pôr em prática algo que seja em prol da sociedade, normalmente é apelidado de louco, porque não se deve ajudar muito o povo, este deve-se manter humilde e com a rédea curta, e não há duvida que o povo sempre foi o mexilhão, que luta diariamente para sobreviver e acaba por morrer sem saber o que foi viver.

Ouvimos muitas vezes o Sr. Presidente a dizer aos portugueses para terem esperança e enfrentarem os desafios, sim Sr. Presidente, nós fazemos tudo isso, mas de estômago vazio não vai haver forças para tanta espera e tanto desafio a enfrentar, se a demagogia continuar o povo não vai aguentar.

Se o desemprego continuar a aumentar, não vai demorar muito que a situação social se agrave, o estado não vai conseguir suportar pagar os subsídios de desemprego e rendimento social, a fome vai alastrar, o que será de nós.

Noticias como: Ganha-se mais em casa que a trabalhar, mostra bem a miséria em que o país está, porque não é o subsidio de desemprego que é alto, mas sim o salário que as empresas pagam, que é ridiculamente baixo, uma esmola que os empregadores dão, muitas vezes sem direitos, e ainda com ameaças como: Se não está bem a porta está aberta. Há casos gritantes de pessoas que aceitam trabalhar nessas condições e muitas vezes quase, ou até acabam por ter prejuízo, se as coisas correrem mal, é o mau salário, sem subsidio de alimentação e transporte, e se têm o azar de ter um acidente ou doença, fica numa situação pior, porque nem subsidio de desemprego, nem salário, e muitas vezes nem tem direito a seguro, nem segurança social, por falta de pagamento da entidade patronal.

É claro que Portugal não tem capacidade para ser um país rico, nem tem as fontes de riqueza que outros têm, mas tudo deve ser proporcional, tudo deve ser bem gerido, investir no que gera riqueza e não no que dá prejuízo, planear bem o que se faz para que as derrapagens não fiquem mais caras que a própria obra, e definitivamente eliminar a corrupção.

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domingo, 25 de abril de 2010

O futuro já passou


Mais um aniversário do 25 de Abril, uma data que podia ser de maior relevo, não fosse a desilusão das políticas praticadas ao longo destes 36 anos de democracia que de autenticidade só tem o nome, e desta vez vou aproveitar e em jeito de comemoração vou dizer o que eu penso, independentemente de ter ou não razão.

Quando aconteceu o 25 de Abril de 1974, tinha eu 13 anos, vejam lá a minha sorte, estava eu a estudar num colégio do Porto, nessa manhã, começaram a surgir as noticias pela rádio do que se estava a passar, e eu como já não era bebe, apercebi-me da situação e pensei, parece que estão a sacudir as moscas lá para Lisboa, de repente vejo as funcionárias a correr para a Igreja com as mãos na cabeça e a dizerem que era a guerra, também comecei a ficar preocupado, pois eu era criancinha, mas já sabia que nas guerras, normalmente matam pessoas e outras morrem só de susto, não fui para a Igreja com medo que ela me caísse em cima, preferi esperar por mais noticias, até que a guerra começa a chegar ao Porto, aí o choro das mulheres intensificasse, pronto só nos resta esperar pelo desenrolar dos acontecimentos, mais para o fim do dia as noticias mudam de tom e ouve-se dizer pela rádio que tinham conseguido derrubar o mono do poder, que o povo estava a manifestar a sua alegria, enchendo as ruas, gritando palavras de ordem e proclamando vitória e liberdade e para espanto de todos, estavam a distribuir cravos pelas forças armadas, inclusive a coloca-los nos canos das armas, logo comecei a perceber que o circo estava montado, mas ainda confuso, fui pondo a cabeça em ordem e a tirar conclusões, bem, parece que a guerra já acabou, até já fazem das armas jarras de flores, e pronto todo acabou bem, depois foi o começar de uma nova era, a democracia e a liberdade, finalmente chegou.

Mas, e agora? Muitas perguntas se puseram, muito se fez, muito se mudou e já se passaram 36 anos. Será que mudou assim tanto? Foram derrubados alguns monos, mas, e os outros? Se o país esteve tanto tempo a viver num regime fascista, houve uma revolução e não mataram nenhum, é claro que estavam e estão cá, e eu sempre ouvi dizer que quando não se faz limpeza, o lixo rapidamente se apodera de nós, tornando-nos presas de parasitas e outros bichinhos que não se vê mas que nos vão dominando.

Eu não tenho opção partidária, já tive algumas inclinações no inicio da minha idade adulta, quando a democracia era uma criancinha de 5 aninhos, mas não foi por muito tempo, quando me apercebi que afinal eram todos iguais, pus de parte aquilo que eu acho ser uma desilusão, a engrenagem dos partidos é toda a mesma, só a cor é que muda, ou seja são todos diferentes mas todos iguais, porque todos falam bem e a teoria até parece boa, mas na prática, quando chegam ao poder, a engrenagem empanca de tal maneira que fica sem reparação possível, e isto tem sido assim durante estes anos todos, mas o povo continua a acreditar em milagres, o certo é que ainda não tivemos um milagre credível.

As eleições legislativas, tornaram-se num ciclo repetitivo, ou seja, ora ganha o PS, ora ganha o PSD, também já houve coligações mas os resultados foram nulos, porque se um é muito, dois é demais, e assim vamos andando neste jogo político, o mais caricato é que nas propagandas eleitorais é sempre a mesma coisa, os beijos e abraços para agradar a gregos e a troianos e as vergonhosas provocações entre candidatos, depois o partido que ganha, forma governo e não demora muito tempo a começarem as criticas ao governo e as manifestações de descontentamento.

O que será de nós, a nossa situação económica está difícil, é preciso soluções urgentes, e o que se está a fazer, a penalizar o povo que trabalha e que a maior parte destes já não têm pontas por onde se pegar, sem grandes hipóteses de aguentar as despesas com pouco dinheiro, o pior é que nem com estas restrições vamos conseguir sair deste poço que nos está a sufocar, quanto a mim, e não sou economista nem politico, o problema de Portugal já vem de longe, porque não foram tomadas medidas adequadas a tempo, os investimentos que deviam ser feitos nas bases essenciais da economia do país, como na agricultura, industria transformadora de raiz, formação de profissionais e dar condições para que os investigadores inovem e criem os nossos próprios produtos sem receio de enfrentar os melhores do mundo, como acontece em Israel, por exemplo. Portugal ficou muitos anos a marcar passo, não andamos quando ainda tínhamos pernas e agora faltam-nos as pernas para andar, não aproveitamos quando recebíamos os fundos da união europeia, muito desse dinheiro foi mal investido, não se pensou no futuro mas sim no presente, fez-se investimentos megalómanos em projectos de fachada, que não criou uma fonte de riqueza duradoira e que até criaram polémicas e escândalos de corrupção, os corruptos são os principais responsáveis por grande parte dos problemas de um país, a queda de impérios é mais provocada por corrupção e má gerência que por outros motivos, entrando num beco sem saída.

A revolução de Abril em 1974 deu-nos uma perspectiva de futuro e de esperança com grandes potenciais, pois já tínhamos as armas para lutar, só era preciso saber usa-las, tínhamos a liberdade e a democracia, o futuro estava traçado, mas hoje tenho receio que o futuro já tenha passado.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Religiões, ilusões e alucinações


As religiões não são mais do que o ópio do povo, os seres humanos desde que existem neste planeta, passaram por muitas situações que os aterrorizaram, porque não sabiam a causa de tais acontecimentos, como catástrofes naturais e visões no céu, que como agora sabemos são fenómenos naturais do espaço exterior, que acontecem em todo o grandioso, glorioso e esplendoroso universo que está em constante transformação, este imensurável caldeirão de matéria e energia da qual fazemos parte, faz-nos pensar que existe um deus criador de tudo isto, o desconhecido sempre despertou a curiosidade do homem, em saber qual a razão de estarmos aqui, sempre fizemos muitas perguntas, mas com poucas respostas e muitas incertezas.

Mas quem é deus? Ainda não há uma resposta convincente, porque por mais teorias que tentem fazer, tudo não passa de histórias muito fantasiadas, porque uns idealizam um homem, outros idealizam um espírito. Mas como podemos acreditar numa coisa que não se vê? E seria um homem capaz de fazer o universo? Ninguém faz nem manda na matéria e energia que abunda no espaço, esta matéria sempre existiu e existirá no espaço, em expansão, e contracção cíclicas, segundo dizem os cientistas de astronomia, e ela, a matéria, essa sim é que dita as leis da física e define onde e quando a vida vai ou não existir, algures num ou mais planetas que por acaso se formaram no ponto certo do sistema de uma estrela com os seus planetas a girarem à sua volta, a vida surge por milagre da natureza, quando as condições se proporcionam, e claro como o próprio universo tem um ciclo, a vida também tem o seu, pois ela surge, existe por um período de tempo, e desaparece, para depois voltar a surgir, no mesmo, ou em outro planeta.

Portanto as religiões apareceram com a humanidade, para confortar o espírito, ou a mente e atenuar os medos de acontecimentos estranhos, que aterrorizavam e continuam a aterrorizar o homem, tentando convence-lo de que tudo se deve aos deuses enfurecidos, com as maldades que os homens provocam no mundo, e que portanto lhe deve vassalagem.

Parece que no decorrer dos tempos, a propaganda teve efeitos positivos, com alguns profetas, uns da desgraça, outros simples impostores, outros fanáticos da religião e outros com teorias astrológicas e os temidos astrónomos, que tiveram vida difícil ao contrariarem o que ditava a igreja, estes últimos a muito custo foram provando que o deus que a igreja tanto defende como criador, não é tanto assim e que o universo, esse sim é o nosso deus, o nosso criador, que nos domina, que nos dá a vida e que a tira, todos nós fazemos parte da mãe natureza.

A religião serve para alimentar as mentes das pessoas que sentem necessidade de algum conforto divino e então agarram-se a esse deus espiritual, nas horas de aflição na vida, e com isso sentem-se mais protegidas e felizes, e muito bem, tudo o que contribua para o bem estar das pessoas, é bom, mas a religião devia ser particular, de cada um, e não colectiva, porque a religião desde que apareceu, que começou a criar divisões e impérios com os seus chefes a ditarem outras leis, normas e restrições que de sagrado tinham pouco ou nada, mas sim para terem proveito próprio para exercerem poder perante seus seguidores e perseguindo os não seguidores chegando mesmo a massacra-los, existem muitas religiões no mundo, quando devia ser só uma, pois se é como dizem, deus é só um, embora tenha nomes diferentes, o pior é que o negócio parece ser tão rentável, que logo começaram a surgir os profetas da desgraça modernos a formar mais impérios, a fazer concorrência com as igrejas tradicionais, com novas crenças, estas mais terrenas, com maleitas e receitas para todos os males, em troca de dinheiro, que segundo eles é a causa de todo o mal, do povo, mas não o deles, as religiões estão em decadência, porque até os seu mentores têm dificuldade em cumprirem as regras, e o que se tem visto é o descalabro de escândalos e atitudes pouco sagradas, o que é, ou devia ser sagrado, nunca devia usufruir de dinheiro algum, pois se a religião é um bem espiritual, nunca poderia ser material, um local de culto não tem que ser de luxo, os padres, bispos e toda a comandita, com ordenados como funcionários públicos e casados se assim o desejassem como cidadãos comuns que são, porque estes não são robôs, e como tal sofrem dos mesmos problemas como qualquer outro simples mortal, como solidão, problemas sexuais, como a pedofilia, que é uma doença de foro psicológico, este caso escandaloso que envolveu a igreja e chocou o mundo, mas como eu disse, a pedofilia é praticada por padres, como também é por algumas pessoas comuns, não há diferenças, a única diferença é a doença de que estas pessoas sofrem, pelo menos quero acreditar que estes actos sejam praticados só por motivos psicológico, porque se houver alguém que o faça só por maldade, é muito mais condenável e sem perdão.

As religiões também foram e têm sido motivo para guerras sangrentas ao longo dos tempos, o que mais uma vez não abona a favor da tese de que tanto defende a doutrina, ou outros ensinamentos rezam, conflitos onde o ódio é mais forte que o tão falado amor, concórdia, harmonia, união, solidariedade, fraternidade e a compreensão entre os povos.

Enfim ninguém é perfeito, mas tudo tem uma explicação, o universo é complexo e de difícil compreensão, os humanos também.

Se surgimos do pó e ao pó voltaremos, o que somos nós, se não matéria, nós humanos enquanto seres vivos, vivemos numa ilusão, num sonho de um sono profundo, ou acordados, mas com alucinações, acreditamos no que acreditamos, mas não somos donos do mundo nem da verdade, somos simples viajantes, onde o destino é uma miragem.

(Este texto é apenas a minha simples opinião, não é minha intenção, ferir susceptibilidades)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Marionetas do sistema


Portugal, Europa e o Mundo, continuam a ser governados por marionetas de um sistema obsoleto, ridículo, sem nexo, moribundo, autoritário e corrupto, o povo vai assistindo a este teatro e deixa-se seduzir pelas palavras e promessas que nunca são cumpridas, o tempo vai passando e a ilusão de que um dia as coisas vão mudar permanece na cabeça das pessoas, acreditando que os políticos estão a resolver os problemas do povo, mas infelizmente não estão, os problemas permanecem e sem resolução à vista, a principal causa das soluções não existirem, é a má politica praticada e os péssimos políticos, que governam em prol dos interesses particulares, a corrupção e a falta de poder para combater as fraudes dos grandes impérios económicos que tomaram conta do mundo financeiro, reduzindo os governos a meros empregados deles ameaçando estes de que se interferirem, reduzem a economia no caos, o que é certo é que com ou sem interferência dos governos, a economia está como está, e o povo pacificamente deixa andar, continuando a ser roubado, explorado e privado de viver com o mínimo de dignidade, voltamos a ser os escravos da era moderna, coisas como direitos humanos, liberdade, trabalho, saúde, educação e segurança, são bens essenciais que cada vez mais estão a pertencer ao passado, este sistema politico está esgotado, o futuro está traçado, se não houver uma mudança para resolver os problemas sociais, este mundo está tramado, será o fim para todos, mesmo para aqueles que nos têm roubado.

Só não vê quem não quer









É com o maior prazer que divulgo estas imagens da minha autoria, captei estes pormenores de alguns edifícios e monumentos da nossa bela e formosa baixa portuense.

Eu sou um pouco pessimista, em relação ao que existe no tempo presente, não sei o que me deu para tanto elogiar o passado, talvez seja por eu recear que o futuro já não tenha legado.

Reconhecer uma obra é reconhecer quem a fez, e a melhor recompensa é o agradecimento de todos nós.  

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Deuses da arte








A arte que vemos em edifícios antigos em Portugal e em todo o mundo são de uma beleza e riqueza inimaginável, muitas vezes passamos nas ruas das nossas cidades e nem reparamos nos pormenores que estão gravados nas pedras das paredes dos edifícios e em todo o tipo de monumentos, mas se pararmos um pouco e observarmos com atenção vemos que os autores destas maravilhas, foram autênticos deuses, tal é a perfeição das figuras, que ficamos incrédulos de como foi possível tal obra de arte, só é pena que algumas não estejam a ter uma manutenção cuidada, para preservar tais tesouros, embora seja compreensível que o trabalho de limpeza é muito demorado e delicado, e já foram feitas limpezas em alguns edifícios e estátuas, mas podia ser mais, mas também não há dinheiro! Pois é.

Uma coisa é certa, já não há quem faça estas belezas de arte, que nos enchem os olhos de encanto e espanto que nos fazem viajar no tempo.  

terça-feira, 20 de abril de 2010

Parados no tempo


Diariamente assistimos a noticias que nos está a deixar à beira de um ataque de nervos, porque já não dá para aguentar tanta ansiedade provocada por uma espera de soluções para grande parte dos problemas do país, e o que vemos e ouvimos todos os dias são noticias de mais problemas, tragédias, agravamento da economia, desemprego, miséria, polémicas, umas atrás das outras e sem solução, que só tem servido para desviar as atenções dos problemas que afectam a sociedade, que é o emprego, saúde, educação, segurança.

Os nossos políticos falam muito e todos falam muito bem, mas fica tudo na mesma, porque as coisas não se resolvem só com conversas, mas sim com actos concretos, mas parece que estamos parados no tempo, pois não se vê luz no fundo do túnel nem se sabe quando se verá, apesar de algum optimismo do governo.
É certo que nos outros países também ainda não há estabilidade económica, mas uma coisa é certa, ou a crise vai continuar em todo o mundo e será o caos, ou então virá a recuperação, mas serão os países mais desenvolvidos que continuarão a comandar a economia e os outros ficarão para trás.

Portugal, infelizmente poderá ser um deles a ficar para trás, porque não tem uma politica nem meios para investir e formar empresas em numero suficiente para competir, com produtos inovadores, fabricados de raiz para entrar no mercado mundial para que as exportações superem as importações, só assim poderíamos recuperar economicamente, resolvendo também o problema do desemprego, claro que isto implicaria, investimento, planeamento, formação séria e competente, tudo isto seria possível se houvesse uma politica que desse prioridade a estes investimentos e não a obras de fachada, ou em empresas que só dão prejuízo por má gerência.

As pequenas e medias empresas, não estão a aguentar a baixa produtividade porque não vendem os produtos, os impostos altos e a concorrência, o que está a causar o fecho destas empresas, o resultado é o desemprego que não pára de crescer, a fome a alastrar, a insegurança, a saúde de quem não tem meios, que fica por tratar, até quando vamos aguentar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Educação e evolução


As escolas que deviam ser locais sagrados para se educar, mais parecem centros de delinquência ou a casa do terror, tristes e degradantes as cenas que temos visto nas noticias das televisões e o que lemos nos jornais, os educadores não têm meios para conter a rebeldia dos jovens, porque estão limitados na aplicação de castigos e quando estes são aplicados, os professores são acusados de autoritarismo ou são vitimas de agressão por parte de alunos e pior ainda, pelos próprios pais dos alunos o que desde logo nos faz pensar que a má educação já vem de casa, o que não é de admirar, pois a maioria dos pais destes adolescentes já nasceram num berço mimado, no tempo em que a liberdade já estava conquistada, a partir dai começaram a pôr de lado certos ensinamentos que os velhinhos de mãos calejadas dos trabalhos duros que tiveram para sobreviver nos tempos difíceis desde as suas infâncias até ao fim das suas vidas.

Não quero generalizar, porque também há jovens e adultos que seguem ou seguiram o caminho certo, pensaram e viram que o mundo precisa de alguém com bom senso para que seja possível continuarmos a viver todos juntos em harmonia, mas se uns querem construir, outros não fazem por isso e como se costuma dizer, o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

A evolução está a criar comodidades, que podem ser prejudiciais para os seres humanos, porque está tudo concentrado nas tecnologias, mas estamos a esquecer que as máquinas são para nos ajudar e não para nos substituir, os empregos que agora se perderam por causa da crise, pode nunca mais se recuperar, porque muitas empresas aproveitaram esta oportunidade para se verem livres dos empregados e repensarem as novas formas de empreendimento, ou seja, formar novas empresas com as tais novas tecnologias, evitando ao máximo mão de obra humana.

Também vemos que a maioria dos jovens estudam e fazem cursos com finalidade de garantirem bons empregos, todos querem ser doutores, engenheiros, advogados, economistas, técnicos de informática, actores, políticos, etc. Pois é, mas há serviços que alguém vai ter que fazer manualmente, sujar as mãos e suar, mas se forem todos doutores!...

Mas será que todos vão ter a sorte de ter esse bom emprego, irá haver colocação para todos? O que já se vê é muitos a trabalhar em outras áreas que não a que tinham planeado. O que eu acho é que a nossa evolução está a ser mal planeada, queremos fazer tudo sem fazer nada.