sexta-feira, 30 de abril de 2010

O mexilhão é que paga


Os políticos portugueses optimistas já vão admitindo que realmente a situação económica está a ficar numa situação critica, mas a única solução que encontraram foi, cortar, atiraram-se logo, sem hesitar ao Zé povo, aquele de calças rotas e bolsos furados, não se fala muito em baixar os salários de milhares de euros, nem se fala em criar riqueza, mais postos de trabalho, dignos, sérios, e justos, dar condições e incentivar os empresários que sejam sérios com espírito empreendedor responsável e inovador, interessado em construir e não destruir a economia e o país.

Como é que se pode desenvolver um país, só a cortar nas despesas e não fazer nada? Se reduzirem ao rendimento de quem trabalha, com o congelamento de salários, aumento de impostos, aumento do custo de vida, e o desemprego a bater à porta a qualquer momento, depois no desemprego depara-se com restrições no subsidio, que vai atirar a família para a pobreza. Miséria atrai miséria, se o país está de rastos, é claro que vai tudo a trás, isto é, o Zé, porque as crises só atingem os pobres, quanto aos senhores do poder nunca souberam o que é a verdadeira crise, até porque como vemos nas noticias, raramente eles admitem que há crise, porque quem está satisfeito não vai dizer que tem fome, também é próprio da maioria das pessoas não darem importância à desgraça alheia.

O que parece é que Portugal parou de vez numa ponte que está prestes a ruir, não tem meios para desenvolver, porque não tem mais dinheiro para investir naquilo que é essencial ao país, o que continuamos a ouvir é que vão continuar a investir em obras para Inglês ver, como o TGV, não me parece que vá servir o trabalhador comum, logo é um desperdício incrível, visto ser um país pequeno para tal, e ainda com tantos problemas nos tradicionais caminhos de ferro, com tantas mortes nas passagens de nível.

O aeroporto também não parece ser um investimento prioritário para já, estes investimentos devem ser feitos quando há estabilidade financeira, é certo que dão trabalho, mas é temporário e não criam riqueza imediata, são investimentos para expandir a riqueza, não para criar. A nossa esperança fugiu com as empresas de capital estrangeiro, que asseguraram grande parte de empregos e eram parte da fonte de riqueza do país, mas foram embora, porque não se deram garantias nem souberam segura-las, ou então devíamos ter feito o mesmo cá, ou seja, devia ser Portugal e os portugueses a investir nesse tipo de empresas, mas claro, nós estamos sempre dependentes dos outros, agora, nem pau nem bola, e quem paga é o mexilhão.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A poluiçao da água


A água é um bem essencial à vida, mas tem vindo a ser cada vez mais, tratada de forma inadequada, com o mau aproveitamento e uso, porque gastamos em demasia, e pior, poluímos ainda mais, sem pensarmos nas consequências que a poluição possa causar, a água está a chegar ao seu destino, carregada de poluentes perigosos para a nossa saúde, é necessário recorrer à captação de água nos rios, para alimentar as grandes cidades, e o sistema de filtragem, torna-se ineficaz, devido ao elevado caudal que é necessário diariamente para toda a cidade, ou cidades, por isso vemos em nossa casa muitas vezes água com cor, e com cheiro, o que contradiz as suas principais características naturais.

O tratamento das águas residuais é muito importante para minimizar estes poluentes, os esgotos das cidades são um problema que tem que ser resolvido, e alguma coisa tem sido feita, mas ainda não é suficiente, as E.T.A.R. são uma solução, mas ainda não chegam a todos os esgotos, e até tem outras serventias, como produção de energia e aproveitar os resíduos sólidos para adubos, era bom que se investisse mais nestas estações de tratamento, mas infelizmente, vemos o nosso dinheiro a ser empregue em obras de fachada, e ainda é mais revoltante quando vemos esgotos a céu aberto, mesmo à porta das casas.

Até a nível mundial as politicas ambientais, ainda não acompanham a evolução dos tempos, e não é por falta de tecnologia, nem por falta de avisos dos especialistas em questões ambientais, mas sim falta de bom senso por parte dos políticos.

É dramático o que se passa em África e noutras regiões do mundo, não podemos ficar indiferentes, quando vemos o horror que aquelas pessoas vivem, o numero de mortes é grande demais, fala-se de milhões de mortes, por doenças causadas pelas águas impróprias para consumo, pensemos bem neste assunto, porque é sério.

E se um dia faltar a água em todo o mundo? Esta questão pode parecer exagerada, mas dados científicos revelam que realmente já há uma redução considerável de água no subsolo do planeta, se for assim, então não será só alguns povos do mundo a sofrer, mas toda a humanidade.

Era bom, que os governantes vissem as questões ambientais como uma prioridade, em vez de gastarem biliões em guerras, e em políticas de interesse pessoal, porque eles, também precisam de água para viver.

Os oceanos também estão poluídos, e não é pouco, para além dos rios que descarregam a poluição que transportam, ainda suportam tanta sucata de petroleiros que afundam, muitas vezes por negligência do homem, e o derrame de milhares de toneladas de petróleo, mas como se não bastasse ainda temos alguns acidentes com submarinos nucleares, e para cúmulo da estupidez, os testes nucleares que o homem faz quando bem lhe apetece, em prol da tecnologia de guerra.

Para um planeta tão frágil, e pessoas que morrem de fome e à sede, será preciso armas tão poderosas? Será que eles pensam que são imunes a estas armas? Porque se as radiações demoram centenas de anos a desaparecer, não será grande solução os abrigos.

Mas ainda há mais, os que poluem as águas, com as suas empresas industriais, que não fazem o tratamento, que por lei deviam fazer, não são todos, mas os que fazem são muitos.

Era bom que pensássemos nisto de forma séria, porque se a água é a vida, a vida é frágil, a água dá-nos a vida, mas também nos tira a vida, depende do tratamento que lhe damos.
Não seria melhor poder ir à praia sem receio de contrair doenças, por causa da poluição, ou fazer um piquenique à beira rio, sem o cheiro nauseabundo, e beber um copo com água pura da torneira, como devia ser.

As populações e as indústrias, avançaram e evoluíram de forma muito descontrolada, e o resultado pode ser catastrófico.

Num planeta em que é formado por mais água que terra, essa imensidão de água é salgada, e a doce é pouca e cada vez será menos, com o aumento da população. Por isso é melhor poupar e tratar melhor a pouca água que temos, porque se ela faltar, depois é que lhe vamos dar valor, mas já é tarde.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fatos e factos de gala


Eles vestiram os fatos de gala, encheram o parlamento de cravos, ouviram e falaram aquelas frases que o povo gosta de ouvir, mas a vida continua e os protestos também, vem aí tempos de agitação social.

De facto foi lindo ouvir o Sr. Presidente alertar para a desigualdade social e riqueza imerecida. E quem é que manda? Não são eles? Não são os governantes que têm que impedir que isso aconteça? Não conseguem controlar os monstros que criaram, pois então tenham cuidado, porque um dia esses monstros ainda vos põem fora do poleiro e tomam conta do poder e depois fazem deste país uma colónia de férias.

O forte dos nossos políticos é falar, é próprio da filosofia deles, mas o pior é que poucos ou nenhuns põem em prática as teorias, e se surge alguém que queira pôr em prática algo que seja em prol da sociedade, normalmente é apelidado de louco, porque não se deve ajudar muito o povo, este deve-se manter humilde e com a rédea curta, e não há duvida que o povo sempre foi o mexilhão, que luta diariamente para sobreviver e acaba por morrer sem saber o que foi viver.

Ouvimos muitas vezes o Sr. Presidente a dizer aos portugueses para terem esperança e enfrentarem os desafios, sim Sr. Presidente, nós fazemos tudo isso, mas de estômago vazio não vai haver forças para tanta espera e tanto desafio a enfrentar, se a demagogia continuar o povo não vai aguentar.

Se o desemprego continuar a aumentar, não vai demorar muito que a situação social se agrave, o estado não vai conseguir suportar pagar os subsídios de desemprego e rendimento social, a fome vai alastrar, o que será de nós.

Noticias como: Ganha-se mais em casa que a trabalhar, mostra bem a miséria em que o país está, porque não é o subsidio de desemprego que é alto, mas sim o salário que as empresas pagam, que é ridiculamente baixo, uma esmola que os empregadores dão, muitas vezes sem direitos, e ainda com ameaças como: Se não está bem a porta está aberta. Há casos gritantes de pessoas que aceitam trabalhar nessas condições e muitas vezes quase, ou até acabam por ter prejuízo, se as coisas correrem mal, é o mau salário, sem subsidio de alimentação e transporte, e se têm o azar de ter um acidente ou doença, fica numa situação pior, porque nem subsidio de desemprego, nem salário, e muitas vezes nem tem direito a seguro, nem segurança social, por falta de pagamento da entidade patronal.

É claro que Portugal não tem capacidade para ser um país rico, nem tem as fontes de riqueza que outros têm, mas tudo deve ser proporcional, tudo deve ser bem gerido, investir no que gera riqueza e não no que dá prejuízo, planear bem o que se faz para que as derrapagens não fiquem mais caras que a própria obra, e definitivamente eliminar a corrupção.

http://portuguessuavemastriste.blogspot.com/

domingo, 25 de abril de 2010

O futuro já passou


Mais um aniversário do 25 de Abril, uma data que podia ser de maior relevo, não fosse a desilusão das políticas praticadas ao longo destes 36 anos de democracia que de autenticidade só tem o nome, e desta vez vou aproveitar e em jeito de comemoração vou dizer o que eu penso, independentemente de ter ou não razão.

Quando aconteceu o 25 de Abril de 1974, tinha eu 13 anos, vejam lá a minha sorte, estava eu a estudar num colégio do Porto, nessa manhã, começaram a surgir as noticias pela rádio do que se estava a passar, e eu como já não era bebe, apercebi-me da situação e pensei, parece que estão a sacudir as moscas lá para Lisboa, de repente vejo as funcionárias a correr para a Igreja com as mãos na cabeça e a dizerem que era a guerra, também comecei a ficar preocupado, pois eu era criancinha, mas já sabia que nas guerras, normalmente matam pessoas e outras morrem só de susto, não fui para a Igreja com medo que ela me caísse em cima, preferi esperar por mais noticias, até que a guerra começa a chegar ao Porto, aí o choro das mulheres intensificasse, pronto só nos resta esperar pelo desenrolar dos acontecimentos, mais para o fim do dia as noticias mudam de tom e ouve-se dizer pela rádio que tinham conseguido derrubar o mono do poder, que o povo estava a manifestar a sua alegria, enchendo as ruas, gritando palavras de ordem e proclamando vitória e liberdade e para espanto de todos, estavam a distribuir cravos pelas forças armadas, inclusive a coloca-los nos canos das armas, logo comecei a perceber que o circo estava montado, mas ainda confuso, fui pondo a cabeça em ordem e a tirar conclusões, bem, parece que a guerra já acabou, até já fazem das armas jarras de flores, e pronto todo acabou bem, depois foi o começar de uma nova era, a democracia e a liberdade, finalmente chegou.

Mas, e agora? Muitas perguntas se puseram, muito se fez, muito se mudou e já se passaram 36 anos. Será que mudou assim tanto? Foram derrubados alguns monos, mas, e os outros? Se o país esteve tanto tempo a viver num regime fascista, houve uma revolução e não mataram nenhum, é claro que estavam e estão cá, e eu sempre ouvi dizer que quando não se faz limpeza, o lixo rapidamente se apodera de nós, tornando-nos presas de parasitas e outros bichinhos que não se vê mas que nos vão dominando.

Eu não tenho opção partidária, já tive algumas inclinações no inicio da minha idade adulta, quando a democracia era uma criancinha de 5 aninhos, mas não foi por muito tempo, quando me apercebi que afinal eram todos iguais, pus de parte aquilo que eu acho ser uma desilusão, a engrenagem dos partidos é toda a mesma, só a cor é que muda, ou seja são todos diferentes mas todos iguais, porque todos falam bem e a teoria até parece boa, mas na prática, quando chegam ao poder, a engrenagem empanca de tal maneira que fica sem reparação possível, e isto tem sido assim durante estes anos todos, mas o povo continua a acreditar em milagres, o certo é que ainda não tivemos um milagre credível.

As eleições legislativas, tornaram-se num ciclo repetitivo, ou seja, ora ganha o PS, ora ganha o PSD, também já houve coligações mas os resultados foram nulos, porque se um é muito, dois é demais, e assim vamos andando neste jogo político, o mais caricato é que nas propagandas eleitorais é sempre a mesma coisa, os beijos e abraços para agradar a gregos e a troianos e as vergonhosas provocações entre candidatos, depois o partido que ganha, forma governo e não demora muito tempo a começarem as criticas ao governo e as manifestações de descontentamento.

O que será de nós, a nossa situação económica está difícil, é preciso soluções urgentes, e o que se está a fazer, a penalizar o povo que trabalha e que a maior parte destes já não têm pontas por onde se pegar, sem grandes hipóteses de aguentar as despesas com pouco dinheiro, o pior é que nem com estas restrições vamos conseguir sair deste poço que nos está a sufocar, quanto a mim, e não sou economista nem politico, o problema de Portugal já vem de longe, porque não foram tomadas medidas adequadas a tempo, os investimentos que deviam ser feitos nas bases essenciais da economia do país, como na agricultura, industria transformadora de raiz, formação de profissionais e dar condições para que os investigadores inovem e criem os nossos próprios produtos sem receio de enfrentar os melhores do mundo, como acontece em Israel, por exemplo. Portugal ficou muitos anos a marcar passo, não andamos quando ainda tínhamos pernas e agora faltam-nos as pernas para andar, não aproveitamos quando recebíamos os fundos da união europeia, muito desse dinheiro foi mal investido, não se pensou no futuro mas sim no presente, fez-se investimentos megalómanos em projectos de fachada, que não criou uma fonte de riqueza duradoira e que até criaram polémicas e escândalos de corrupção, os corruptos são os principais responsáveis por grande parte dos problemas de um país, a queda de impérios é mais provocada por corrupção e má gerência que por outros motivos, entrando num beco sem saída.

A revolução de Abril em 1974 deu-nos uma perspectiva de futuro e de esperança com grandes potenciais, pois já tínhamos as armas para lutar, só era preciso saber usa-las, tínhamos a liberdade e a democracia, o futuro estava traçado, mas hoje tenho receio que o futuro já tenha passado.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Religiões, ilusões e alucinações


As religiões não são mais do que o ópio do povo, os seres humanos desde que existem neste planeta, passaram por muitas situações que os aterrorizaram, porque não sabiam a causa de tais acontecimentos, como catástrofes naturais e visões no céu, que como agora sabemos são fenómenos naturais do espaço exterior, que acontecem em todo o grandioso, glorioso e esplendoroso universo que está em constante transformação, este imensurável caldeirão de matéria e energia da qual fazemos parte, faz-nos pensar que existe um deus criador de tudo isto, o desconhecido sempre despertou a curiosidade do homem, em saber qual a razão de estarmos aqui, sempre fizemos muitas perguntas, mas com poucas respostas e muitas incertezas.

Mas quem é deus? Ainda não há uma resposta convincente, porque por mais teorias que tentem fazer, tudo não passa de histórias muito fantasiadas, porque uns idealizam um homem, outros idealizam um espírito. Mas como podemos acreditar numa coisa que não se vê? E seria um homem capaz de fazer o universo? Ninguém faz nem manda na matéria e energia que abunda no espaço, esta matéria sempre existiu e existirá no espaço, em expansão, e contracção cíclicas, segundo dizem os cientistas de astronomia, e ela, a matéria, essa sim é que dita as leis da física e define onde e quando a vida vai ou não existir, algures num ou mais planetas que por acaso se formaram no ponto certo do sistema de uma estrela com os seus planetas a girarem à sua volta, a vida surge por milagre da natureza, quando as condições se proporcionam, e claro como o próprio universo tem um ciclo, a vida também tem o seu, pois ela surge, existe por um período de tempo, e desaparece, para depois voltar a surgir, no mesmo, ou em outro planeta.

Portanto as religiões apareceram com a humanidade, para confortar o espírito, ou a mente e atenuar os medos de acontecimentos estranhos, que aterrorizavam e continuam a aterrorizar o homem, tentando convence-lo de que tudo se deve aos deuses enfurecidos, com as maldades que os homens provocam no mundo, e que portanto lhe deve vassalagem.

Parece que no decorrer dos tempos, a propaganda teve efeitos positivos, com alguns profetas, uns da desgraça, outros simples impostores, outros fanáticos da religião e outros com teorias astrológicas e os temidos astrónomos, que tiveram vida difícil ao contrariarem o que ditava a igreja, estes últimos a muito custo foram provando que o deus que a igreja tanto defende como criador, não é tanto assim e que o universo, esse sim é o nosso deus, o nosso criador, que nos domina, que nos dá a vida e que a tira, todos nós fazemos parte da mãe natureza.

A religião serve para alimentar as mentes das pessoas que sentem necessidade de algum conforto divino e então agarram-se a esse deus espiritual, nas horas de aflição na vida, e com isso sentem-se mais protegidas e felizes, e muito bem, tudo o que contribua para o bem estar das pessoas, é bom, mas a religião devia ser particular, de cada um, e não colectiva, porque a religião desde que apareceu, que começou a criar divisões e impérios com os seus chefes a ditarem outras leis, normas e restrições que de sagrado tinham pouco ou nada, mas sim para terem proveito próprio para exercerem poder perante seus seguidores e perseguindo os não seguidores chegando mesmo a massacra-los, existem muitas religiões no mundo, quando devia ser só uma, pois se é como dizem, deus é só um, embora tenha nomes diferentes, o pior é que o negócio parece ser tão rentável, que logo começaram a surgir os profetas da desgraça modernos a formar mais impérios, a fazer concorrência com as igrejas tradicionais, com novas crenças, estas mais terrenas, com maleitas e receitas para todos os males, em troca de dinheiro, que segundo eles é a causa de todo o mal, do povo, mas não o deles, as religiões estão em decadência, porque até os seu mentores têm dificuldade em cumprirem as regras, e o que se tem visto é o descalabro de escândalos e atitudes pouco sagradas, o que é, ou devia ser sagrado, nunca devia usufruir de dinheiro algum, pois se a religião é um bem espiritual, nunca poderia ser material, um local de culto não tem que ser de luxo, os padres, bispos e toda a comandita, com ordenados como funcionários públicos e casados se assim o desejassem como cidadãos comuns que são, porque estes não são robôs, e como tal sofrem dos mesmos problemas como qualquer outro simples mortal, como solidão, problemas sexuais, como a pedofilia, que é uma doença de foro psicológico, este caso escandaloso que envolveu a igreja e chocou o mundo, mas como eu disse, a pedofilia é praticada por padres, como também é por algumas pessoas comuns, não há diferenças, a única diferença é a doença de que estas pessoas sofrem, pelo menos quero acreditar que estes actos sejam praticados só por motivos psicológico, porque se houver alguém que o faça só por maldade, é muito mais condenável e sem perdão.

As religiões também foram e têm sido motivo para guerras sangrentas ao longo dos tempos, o que mais uma vez não abona a favor da tese de que tanto defende a doutrina, ou outros ensinamentos rezam, conflitos onde o ódio é mais forte que o tão falado amor, concórdia, harmonia, união, solidariedade, fraternidade e a compreensão entre os povos.

Enfim ninguém é perfeito, mas tudo tem uma explicação, o universo é complexo e de difícil compreensão, os humanos também.

Se surgimos do pó e ao pó voltaremos, o que somos nós, se não matéria, nós humanos enquanto seres vivos, vivemos numa ilusão, num sonho de um sono profundo, ou acordados, mas com alucinações, acreditamos no que acreditamos, mas não somos donos do mundo nem da verdade, somos simples viajantes, onde o destino é uma miragem.

(Este texto é apenas a minha simples opinião, não é minha intenção, ferir susceptibilidades)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Marionetas do sistema


Portugal, Europa e o Mundo, continuam a ser governados por marionetas de um sistema obsoleto, ridículo, sem nexo, moribundo, autoritário e corrupto, o povo vai assistindo a este teatro e deixa-se seduzir pelas palavras e promessas que nunca são cumpridas, o tempo vai passando e a ilusão de que um dia as coisas vão mudar permanece na cabeça das pessoas, acreditando que os políticos estão a resolver os problemas do povo, mas infelizmente não estão, os problemas permanecem e sem resolução à vista, a principal causa das soluções não existirem, é a má politica praticada e os péssimos políticos, que governam em prol dos interesses particulares, a corrupção e a falta de poder para combater as fraudes dos grandes impérios económicos que tomaram conta do mundo financeiro, reduzindo os governos a meros empregados deles ameaçando estes de que se interferirem, reduzem a economia no caos, o que é certo é que com ou sem interferência dos governos, a economia está como está, e o povo pacificamente deixa andar, continuando a ser roubado, explorado e privado de viver com o mínimo de dignidade, voltamos a ser os escravos da era moderna, coisas como direitos humanos, liberdade, trabalho, saúde, educação e segurança, são bens essenciais que cada vez mais estão a pertencer ao passado, este sistema politico está esgotado, o futuro está traçado, se não houver uma mudança para resolver os problemas sociais, este mundo está tramado, será o fim para todos, mesmo para aqueles que nos têm roubado.

Só não vê quem não quer









É com o maior prazer que divulgo estas imagens da minha autoria, captei estes pormenores de alguns edifícios e monumentos da nossa bela e formosa baixa portuense.

Eu sou um pouco pessimista, em relação ao que existe no tempo presente, não sei o que me deu para tanto elogiar o passado, talvez seja por eu recear que o futuro já não tenha legado.

Reconhecer uma obra é reconhecer quem a fez, e a melhor recompensa é o agradecimento de todos nós.  

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Deuses da arte








A arte que vemos em edifícios antigos em Portugal e em todo o mundo são de uma beleza e riqueza inimaginável, muitas vezes passamos nas ruas das nossas cidades e nem reparamos nos pormenores que estão gravados nas pedras das paredes dos edifícios e em todo o tipo de monumentos, mas se pararmos um pouco e observarmos com atenção vemos que os autores destas maravilhas, foram autênticos deuses, tal é a perfeição das figuras, que ficamos incrédulos de como foi possível tal obra de arte, só é pena que algumas não estejam a ter uma manutenção cuidada, para preservar tais tesouros, embora seja compreensível que o trabalho de limpeza é muito demorado e delicado, e já foram feitas limpezas em alguns edifícios e estátuas, mas podia ser mais, mas também não há dinheiro! Pois é.

Uma coisa é certa, já não há quem faça estas belezas de arte, que nos enchem os olhos de encanto e espanto que nos fazem viajar no tempo.  

terça-feira, 20 de abril de 2010

Parados no tempo


Diariamente assistimos a noticias que nos está a deixar à beira de um ataque de nervos, porque já não dá para aguentar tanta ansiedade provocada por uma espera de soluções para grande parte dos problemas do país, e o que vemos e ouvimos todos os dias são noticias de mais problemas, tragédias, agravamento da economia, desemprego, miséria, polémicas, umas atrás das outras e sem solução, que só tem servido para desviar as atenções dos problemas que afectam a sociedade, que é o emprego, saúde, educação, segurança.

Os nossos políticos falam muito e todos falam muito bem, mas fica tudo na mesma, porque as coisas não se resolvem só com conversas, mas sim com actos concretos, mas parece que estamos parados no tempo, pois não se vê luz no fundo do túnel nem se sabe quando se verá, apesar de algum optimismo do governo.
É certo que nos outros países também ainda não há estabilidade económica, mas uma coisa é certa, ou a crise vai continuar em todo o mundo e será o caos, ou então virá a recuperação, mas serão os países mais desenvolvidos que continuarão a comandar a economia e os outros ficarão para trás.

Portugal, infelizmente poderá ser um deles a ficar para trás, porque não tem uma politica nem meios para investir e formar empresas em numero suficiente para competir, com produtos inovadores, fabricados de raiz para entrar no mercado mundial para que as exportações superem as importações, só assim poderíamos recuperar economicamente, resolvendo também o problema do desemprego, claro que isto implicaria, investimento, planeamento, formação séria e competente, tudo isto seria possível se houvesse uma politica que desse prioridade a estes investimentos e não a obras de fachada, ou em empresas que só dão prejuízo por má gerência.

As pequenas e medias empresas, não estão a aguentar a baixa produtividade porque não vendem os produtos, os impostos altos e a concorrência, o que está a causar o fecho destas empresas, o resultado é o desemprego que não pára de crescer, a fome a alastrar, a insegurança, a saúde de quem não tem meios, que fica por tratar, até quando vamos aguentar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Educação e evolução


As escolas que deviam ser locais sagrados para se educar, mais parecem centros de delinquência ou a casa do terror, tristes e degradantes as cenas que temos visto nas noticias das televisões e o que lemos nos jornais, os educadores não têm meios para conter a rebeldia dos jovens, porque estão limitados na aplicação de castigos e quando estes são aplicados, os professores são acusados de autoritarismo ou são vitimas de agressão por parte de alunos e pior ainda, pelos próprios pais dos alunos o que desde logo nos faz pensar que a má educação já vem de casa, o que não é de admirar, pois a maioria dos pais destes adolescentes já nasceram num berço mimado, no tempo em que a liberdade já estava conquistada, a partir dai começaram a pôr de lado certos ensinamentos que os velhinhos de mãos calejadas dos trabalhos duros que tiveram para sobreviver nos tempos difíceis desde as suas infâncias até ao fim das suas vidas.

Não quero generalizar, porque também há jovens e adultos que seguem ou seguiram o caminho certo, pensaram e viram que o mundo precisa de alguém com bom senso para que seja possível continuarmos a viver todos juntos em harmonia, mas se uns querem construir, outros não fazem por isso e como se costuma dizer, o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

A evolução está a criar comodidades, que podem ser prejudiciais para os seres humanos, porque está tudo concentrado nas tecnologias, mas estamos a esquecer que as máquinas são para nos ajudar e não para nos substituir, os empregos que agora se perderam por causa da crise, pode nunca mais se recuperar, porque muitas empresas aproveitaram esta oportunidade para se verem livres dos empregados e repensarem as novas formas de empreendimento, ou seja, formar novas empresas com as tais novas tecnologias, evitando ao máximo mão de obra humana.

Também vemos que a maioria dos jovens estudam e fazem cursos com finalidade de garantirem bons empregos, todos querem ser doutores, engenheiros, advogados, economistas, técnicos de informática, actores, políticos, etc. Pois é, mas há serviços que alguém vai ter que fazer manualmente, sujar as mãos e suar, mas se forem todos doutores!...

Mas será que todos vão ter a sorte de ter esse bom emprego, irá haver colocação para todos? O que já se vê é muitos a trabalhar em outras áreas que não a que tinham planeado. O que eu acho é que a nossa evolução está a ser mal planeada, queremos fazer tudo sem fazer nada.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Amor quente e frio


Latinos, temperamento difícil, mau feitio, machões, machistas, sentimentais, afectuosos, amorosos, meigos, brutos, justos, sérios, falsos, traição, adultério, pedofilia, incesto, duro, frágil, violento, meigo, quente, frio, são defeitos e virtudes de latinos e não só, são características dos seres humanos, mais ou menos comuns, em todas as raças e etnias, mas quanto a nós portugueses, temos lido e ouvido notícias muito tristes, o aumento da criminalidade violenta, tanto de marginais como da sociedade em geral, com atitudes pouco dignas de um povo que se tinha como pacifico, acolhedor, cívico, que sempre teve a educação na frente das prioridades, mas estas tendências tem mudado e muito, os tempos mudam, as mentalidades mudam…

Que se mudem algumas coisas até se compreende, mas mudar a dignidade humana pode ser um mau caminho, podemos estar a caminhar para o abismo sem fundo e perdermos aquilo que mais devíamos preservar, os valores humanos, como a compreensão, tolerância, cidadania, amizade, afecto humano, solidariedade, harmonia universal.
 

São muitas as notícias de violência doméstica, que é um drama social horrível que afinal afecta ricos e pobres, é pena que o casamento já não seja de todo um acto de amor, mas muitas vezes passa a ser um pesadelo dentro de quatro paredes onde o agressor ou agressora se sentem com o direito a fazer aquilo que bem lhes apetece, massacrando violentamente a vitima, muitas vezes frente aos filhos, que no caso de menores, provoca grandes traumas irreparáveis, e estes casos vão-se prolongando por muito tempo sem que as autoridades façam alguma coisa, até que um dia a tragédia acontece, muitas vezes em morte.
 

Claro que isto não é novidade para ninguém, já toda a gente tem conhecimento destes dramas dentro de portas, mas nunca é demais alertar as pessoas, que é preciso parar, pensar, escutar, agir de cabeça fria. As coisas insignificantes, como isto que estou a fazer, podem não valer de nada, mas também podem valer muito, a escrita, tanto em livros, jornais, revistas ou Internet, fazem tremer os mais poderosos do mundo, porque não mudar mentalidades de pessoas comuns, a família, o cidadão o marginal ou o vilão, não sou eu que vai mudar o mundo, mas sim todos nós, se quisermos, ou então seremos escravos de nós próprios.
 

O casamento já deixou de ter sentido, pelo menos no sentido da palavra, na prática eu diria que o que existe é uma sociedade empresarial entre homem e mulher no seio de uma família que mais parece virtual que real, em que cada um cumpre, (ou faz por isso) com as suas tarefas domésticas e de manhã cada um sai para o seu emprego na luta diária para sustentar o poder economicista que faz de nós a tal máquina destrutiva de valores humanos, são os tempos modernos! Pois, pois, mas até quando a máquina vai durar? Valerá a pena? E se a máquina enlouquecer? Aí vai ter que parar e então vai pensar: corri tanto que nem me valorizei como humano, ganhei tanto e não tenho nada, sou uma máquina avariada, já não sirvo para nada.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Português suave



Nós portugueses normalmente somos conhecidos por sermos simpáticos, pacíficos, enfim, tudo o que até pode ser agradável a qualquer povo, principalmente quando vem da boca de estrangeiros que nos visitam. Mas será que foi, é, ou irá continuar a ser? Penso que se foi, já não é, e difícilmente irá continuar a ser, porque a nossa sorte está moribunda e as perspectivas de futuro são negras e as esperanças de melhorar são escassas ou nulas, pode parecer pessimismo, mas não, é uma hipótese que ninguém quer assumir nem acredita, depende do ponto de vista que cada um coloca sobre a situação do país. Passam os anos, gerações, e quando olhamos para trás, o que vemos? Socialmente, ganhamos a liberdade, mas perdemos alguns valores, como: a boa educação, humanismo, respeito pelos outros, dignidade, bons costumes que se desvaneceram com a euforia da liberdade que foi usada de forma abrupta, como crianças que estão fechadas numa sala e que quando se libertam, dão asas a sua imaginação, numa correria desenfreada e irresponsável, que por vezes causam quedas e atropelos entre elas.

Evolução, algumas cidades mudaram de visual, alguns edifícios modernos com alguma beleza, novas ruas, alguns melhoramentos, mas também seria o cumulo se assim não fosse. Mas será que está tudo bem? Mudou assim tanto? A qualidade e eficiência será a melhor? Mas se entrarmos nas zonas históricas o cenário muda de figura e o que vemos é degradação e miséria de quem lá vive, onde se criam os guetos, onde prolifera a marginalidade, escondida da sociedade que os abandonou porque são pessoas de outro patamar social. Porque querem? Talvez, porque não são cultos, não tiveram a mesma sorte na vida, como aqueles que têm bons empregos, e que vivem nas zonas bonitas da cidade. O nível de vida melhorou depois do 25 de Abril? Sim, pois os ricos são alguns mais, e ficaram mais ricos, mas os pobres são muito mais e ficaram mais pobres.

Trabalho, veio a crise e foi o caos. Mas tinha que ser assim? Apesar da crise ser mundial, em Portugal não tinha que ser assim, porque Portugal apenas chegou a este ponto, porque não tem uma industria transformadora própria e avançada para competir, e a que tem é de investimento estrangeiro, e foi o que se viu, a debandada geral para outras paragens, e ficamos com aquilo que tínhamos, ou seja, nada. Os países evoluídos economicamente sofreram na pele, o elevado investimento nas bolsas, ou seja na lotaria, que como se sabe, são os números que ditam a sorte.
Merecíamos melhor sorte, afinal sempre cumprimos e nunca exigimos muito, porque somos os pequenos Portugueses suaves, mas tristes.