sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A última fronteira


Vivemos num planeta que aos nossos olhos até pode parecer grande, mas na realidade até é muito pequeno, depende do ponto de vista, se pensarmos só no que vemos à nossa volta, vemos que tudo é imenso e que até para nos deslocarmos, todos os lugares são de difícil alcance e por isso desenvolvemos vários tipos de engenhocas para nos deslocarmos de forma mais ou menos rápida e cómoda, e desde cedo na evolução do homem que nos apercebemos como isso era importante, e logo que possível o homem descobriu a roda, porque até então o homem via-se confinado e limitado a viver encurralado numa região e pensar que o mundo era enorme, intransitável e impossível explorar outras terras, só depois de muitos anos de evolução o homem começou a ter esse privilegio de conquista e as grandes viagens começaram. Só então começaram a ver que o mundo era realmente grande mas que também este tinha limites, por muito que andassem, o seu caminho também tinha um fim e voltavam sempre ao ponto de partida.

Hoje, com toda esta evolução vemos que afinal este planeta é muito pequeno, as deslocações são mais rápidas e até já saímos para o seu exterior para novas experiências e na tentativa de descobrirmos quem somos, de onde viemos, para onde vamos, e o que mais nos tem intrigado, se há mais alguém para além de nós em outros planetas, que como sabemos são muitos, muitos mais do que é possível imaginar neste imensurável universo, que faz do nosso planeta um minúsculo pontinho insignificante.

E a nossa vida? Que fronteiras nos limitam? Pois é, já evoluímos muito, já descobrimos muito e passamos muitas fronteiras, mas a nossa vida continua limitada em muitos aspectos, no tempo, na qualidade, sabedoria e humanismo. Ainda não sabemos de concreto se estamos sós no universo, o que nos deixa perplexos, se assim for, e como foi possível tal acontecer, e que importância tem existir vida apenas num ponto do universo, pois para mim, ao contrário de muitas coisas terem limites, a natureza não tem limites, e com certeza não ia concentrar toda a matéria que deu origem à vida num ponto só, e por isso a vida pode estar em todo o lado, apenas há fronteiras intransponíveis, pelo menos para nós, para encontra-la. Vamos pensar que os homens tenham o bom senso de preservar a vida neste planeta, e que evolua positivamente, para que um dia possam descobrir outros seres que possam ser contactáveis, para que o homem descubra de vez as suas raízes, quem somos, o que somos, e o que queremos, e sobretudo que os outros seres nos digam, qual é a ultima fronteira, se é que ela existe.

Mas sendo este tema um pouco controverso e que até mexe com algumas crenças religiosas, mesmo assim corro o risco de dar a minha opinião muito pessoal e sem querer ferir susceptibilidades. Muitos dos mistérios que ocorreram e ainda ocorrem neste mundo e que tanto intriga os humanos, é o facto de muitos acontecimentos que, quer sejam de ordem natural, ou sobrenatural, tudo tem ou terá uma explicação, embora muitas vezes nem sempre a tenhamos encontrado, o que é certo é que não há maior mistério que é a própria natureza, o que acontece no universo é tão fenomenal que os mais inteligentes cientistas ficam incrédulos com a colossal façanha com que o imenso universo os surpreende, e que é de uma beleza que os emociona, de tão rara e pura que é, e nós que fazendo parte dele, só nos podemos curvar perante ele (universo) e pensarmos que, ele sim, é o nosso Deus o nosso verdadeiro pai e a nossa verdadeira mãe, de resto tudo o que se passa aqui neste pequeno planeta, que não passa de uma colónia, de uma réstia de vida, que por acaso surgiu neste ponto desta galáxia entre muitas outras, milhares de milhões, e de muitos outros milhões de milhões de estrelas e sistemas solares, que por sua vez tem os seus planetas à sua volta a fazer companhia e que muitos também terão a sua vida, vegetal, animal, seres inteligentes, como nós ou muito mais avançados, com inteligência muito superior à nossa, e quem sabe se não teriam sido os nossos mentores, tudo isto é possível, neste universo tudo é possível e ao ser, explica muita coisa que acontece neste mundo e que nós achamos estranho, mas que na realidade é muito banal, só não o é para nós, porque ainda somos muito atrasados, tecnologicamente e mentalmente. Como o universo tem uma idade superior a 13.000.000.000 de anos, e a terra tem 4,5 mil milhões, é provável que a vida tenha surgido à muito mais tempo no universo em algum lugar e não só há alguns milhões de anos como aconteceu aqui na terra, por isso se fizermos a comparação de idades vemos que ainda existimos há pouco tempo, por isso sabemos tão pouco do universo e até de nós próprios, porque ainda não descobrimos o que está para lá da fronteira do conhecimento, que é a porta da sabedoria aprofundada e real da nossa existência e da nossa vida. O mistério continua, mas não vale a pena usarmos a nossa imaginação fértil em inventar credos e religiões para nos confortar a alma, ou o espírito, pois essas coisas mágicas só fazem parte mesmo da magia e imaginação que apenas nos confunde mais as ideias e acabamos paranóicos de pensar em tanto misticismo irreal, quando a realidade é mais terrena e natural, nós como parte integrante da natureza, nascemos, crescemos e morremos, e outras gerações se seguirão, até onde for possível, assim como o universo continuará no seu caminho com as suas transformações, evoluções, até à última fronteira, onde todas as luzes se apagarão e apenas o silêncio e a escuridão existirá até que um novo ciclo se inicie, e assim tudo se repetirá eternamente como sempre foi e continuará a ser, pois a matéria no espaço sempre existiu e sempre existirá, ela apenas se transforma, nasce progride e morre, no espaço infinito onde abunda a matéria deste universo, que também ele é infinito, visto que a morte do universo não significa o fim de tudo, pois ele voltará algures no espaço e no tempo, numa incompreensível mutação que está muito para lá da nossa compreensão, e para espanto nosso e para dificultar ainda mais a nossa compreensão e até a nossa imaginação, muitos conceituados cérebros da astronomia, já falam na hipótese de haver mais universos paralelos a este ou haver uma infinidade de universos no espaço, que sendo infinito, não é um lugar que tenha limites, logo poderá haver tantos universos quantos a natureza disponha de matéria, que pode ser limitada ou não, muito provavelmente nunca nenhum ser inteligente irá saber.

Voltando ao nosso planeta, gostaria de salientar o grande acontecimento de à 2011 anos atrás, que foi, ou pelo menos todos estamos convencidos que foi, um grande acontecimento, que foi o nascimento de um ser à nossa imagem de forma milagrosa para a época, a que deram o nome de Jesus, eu digo de forma milagrosa, porque realmente naquele tempo seria impossível uma mulher gerar um filho sem ter relações sexuais com um homem, pelo menos é o que reza a história, mas como sabemos hoje isso já é possível com a fertilização in vitro, mas claro que naquele tempo era impossível, se assim foi, o que pode ter acontecido é que houve uma intervenção exterior, uma inteligência superior, que não sendo terrena só podia ser de uma civilização muito avançada de fora do nosso planeta, o que levou à fértil imaginação dos povos que, ignorando essa possibilidade da existência de outros seres inteligentes extra terrestres, sempre pensaram que tudo se devia a obra de um Deus, mas que até hoje ainda ninguém sabe explicar em concreto quem é esse Deus, mas também ainda ninguém deu garantias da existência de tais seres extra terrestres. Mas esse Deus pode ser realmente esses seres inteligentes que visitaram o nosso planeta e puseram o tal Jesus entre os homens numa tentativa de mudar o rumo do caminho da humanidade, que pelos vistos já naquele tempo, dava sinais de um destino pouco promissor e humano, o que acabou por se tornar infrutífero todo o esforço de Jesus devido a tal ignorância, arrogância, desrespeito pela vida humana, corrupção e poder doentio dos homens, que escravizavam o povo em prol do seu bem-estar e soberba, o que pelos vistos conseguiram sobreviver até aos dias de hoje, o que nem Jesus fez com que mudassem de ideias, e o que era de esperar acabou por acontecer alguns anos mais tarde foi condenado à morte por apenas querer mudar o mundo e as mentalidades, tentou lutar contra os opressores do povo, proclamou mais justiça e compreensão, queria banir a corrupção, ajudou os doentes, alimentou os pobres com fome, espalhou por toda a parte os ensinamentos adquiridos de seus mentores do mundo exterior, e teve o fim que teve, o que prova a tamanha cobardia e arrogância dos homens para atingirem os seus objectivos. Imaginem o que aconteceria hoje se um homem chegasse a primeiro-ministro de um país qualquer e tivesse a infeliz ideia de querer acabar de vez com a corrupção, o capitalismo selvagem e distribuir as riquezas pelos mais necessitados, provavelmente iria direitinho para o manicómio e não tardaria a aparecer morto, por isso os povos serão sempre cobaias do sistema, e o sistema será sempre gerido por deuses do poder, que nem Jesus conseguiu dominar, apesar de tantos milagres que concretizou com os poderes que lhe foi cedido pelos seus progenitores, não os terrenos, mas sim os seres inteligentes vindos de outro planeta, com o objectivo de tentar ensinar o caminho mais digno e humano para este mundo que caminha a passos largos para a decadência e auto destruição se nada mudar. Se nem os deuses do universo nos podem salvar, quem nos salvará? Provavelmente, ninguém, mas a vida continuará, se não for neste planeta, será nos outros que com certeza continuarão a fervilhar de vida, se calhar mais justa, mais digna, e menos cruel.        

Quero aqui realçar que não consigo encontrar uma explicação mais convincente que esta, a possibilidade de sermos realmente uma espécie de entre muitas outras espécies espalhadas pelo universo, e de que realmente existe outras civilizações mais inteligentes que nós, porque essa do Deus de que nos falam as religiões, não fazem sentido, e estou convencido de que é apenas uma imaginação e um grande sentimento das nossas fraquezas e por nos sentirmos tão sós e desorientados da realidade que nos rodeia, a mente humana quando fraqueja tenta sempre procurar refugio no mais lógico e imediato, e na ausência de melhores explicações e sabedoria, tudo nos leva para o caminho espiritual, mesmo sem sabermos o que é na realidade nem tenhamos provas da sua existência, os deuses que as religiões tanto aclamam, têm tanto de enfadonho como de real, ou então são réplicas, dos deuses de que eu falo, e que se impuseram nas nossas vidas para nos guiar e ensinar o melhor caminho a seguir, mas como eu disse, nós devemos ter um grande defeito, pois somos cabeça dura e não aprendemos as lições mesmo com os melhores professores, e por isso os deuses devem ter motivos para estarem zangados connosco e o que é certo é que temos sido muito castigados, não propriamente pelos deuses, mas sim pelos nossos próprios erros. Pois as portas da felicidade não se abrem facilmente, por isso a última fronteira pode estar fechada para nós terráqueos, mas quem sabe essa porta se abra e descubramos os mistérios que se escondem para lá dessa fronteira e fiquemos a saber que nunca estivemos sós no universo e que o segredo da vida, não é só viver, é preciso saber viver, e para isso, não basta alimentar o corpo e a alma, não é com prazeres e egoísmos, ou com missas em igrejas ornamentadas com figuras fantasiadas e expostas em altares, com personagens de contos de fadas, sem sentido nenhum, e ainda para cúmulo com credos diferentes e a contradizerem-se e a confrontarem-se com outras religiões, o que tem causado fanatismos e guerras sangrentas o que em nada favorece essas religiões, e que só prova que também não é a religião que nos ensina a viver nem nos salva de nada, o que nos podia fazer viver e salvar só podia ser a harmonia total, a entreajuda entre todos, trabalhar todos em conjunto com o único objectivo de dividir por todos o produto do trabalho, não houvesse discriminações, houvesse compreensão, que todos estivessem em equilíbrio social, mental, e acima de tudo, só existisse o amor e nunca o ódio, mas como tudo isto é impossível, só nos resta esperar do lado de cá da fronteira, vivendo como sempre quisemos, encurralados num hospício, desesperando de tédio e mergulhados na ignorância de um caldeirão de estupidez atroz, que nos vai levar ao extermínio total, só porque preferimos dar ouvidos aos charlatães, alimentamos as suas razões e que por essas razões estamos como estamos, vivemos uma vida de desilusão.   

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O peso da idade


Os anos passam e as pessoas envelhecem, o que é normal, mas o que não é normal é que os idosos comecem a ficar esquecidos pela sociedade e que muitos considerem que são um incómodo para as suas vidas tão agitadas que não deixa margem de manobra para cuidar deles, ou muitas vezes por comodismo exagerado, apenas se sentem indiferentes e os desprezam porque dão despesa, trabalho e chatices, pois é, e se não há dinheiro, então é que as coisas se complicam, mas se há, até se faz um esforço para aguentar o fardo, nem que seja mal tratado. Mas que culpa têm os idosos de envelhecerem? E não vamos todos passar pelo mesmo? Quando os outros fizerem o mesmo a nós, de certeza que não vamos gostar. Infelizmente até no resto da nossa vida é preciso ter sorte e dinheiro para pagar a alguém que nos trate bem, e assim ter um fim de vida digno de um ser humano, mas enquanto uns nascem num berço de ouro e morrem num leito dourado, outros nascem num berço de palha e morrem num palheiro, dizem os sábios que é a lei da vida, mas eu que só sei que nada sei, acho que a vida é que devia fazer a lei, e não ser tão cruel para com a sociedade, e os males a apontar são muitos. É certo que nem todas as pessoas aproveitam as boas oportunidades para serem felizes e terem uma vida digna, mas a maioria passa a vida a fazer grandes sacrifícios para vencer e, ou por má sorte, ou por injustiças, acabam por ter um triste fim.

Nos tempos que correm temos assistido a dramas de violência e desrespeito para com os idosos, que são de lamentar, e condenar severamente quem os pratica, tanto em lares de acolhimento como nos seus próprios lares, que muitas vezes são vítimas de maus tratos, físicos, psicológicos e até de negligências, mais dramático é quando isto se passa em suas casas, pelos próprios familiares. Outro drama que tem sido notícia, é os ladrões oportunistas que se fazem passar por funcionários de bancos, segurança social, carteiros e tudo o que se possa imaginar, com contos do vigário para lhes tirar todas as poupanças que tanto lhes custou a ganhar e até o simples vencimento da pensão de reforma, que em muitos casos é o único sustento que têm para todo o mês, isto é muito triste e é incrível como alguém tem a coragem de fazer tamanha maldade, é no mínimo revoltante, odioso, um crime que raras vezes tem punição, por ser difícil apanhar quem o pratica.

Muitos idosos podem parecer rabugentos, e são porque a vida os fez ser assim ou simplesmente por mau temperamento e até devido a doenças de foro psicológico, por força da idade e não só, mas também há idosos que são de uma simpatia delirante e de uma alegria radiante, que até parece que vendem saúde e felicidade, que fazem transparecer para os mais novos uma fonte radiante de luz e sabedoria que nos espanta e nos faz pensar que a idade não é um obstáculo, a velhice é um posto, e acima de tudo é quando estamos para partir desta vida que fazemos falta, assim o corpo o permitisse, porque a alma, essa é sempre jovem.  

Os idosos mereciam mais respeito, dos familiares, das instituições, do estado, da sociedade em geral, porque afinal todos ajudaram a sociedade, e é triste que a sociedade os despreze na altura em que são eles a precisar de ajuda. O que pode pensar uma sociedade que devia ser pura e socialmente correcta, ao ver idosos nas ruas a pedir esmolas para ter algum sustento, quando estes idosos, grande parte deles passaram uma vida a trabalhar, e agora se vêem marginalizados pela sociedade e muitas vezes até pelos próprios familiares, é óbvio que esta sociedade ao ver estas situações devia sentir repudio, vergonha, e pensar que hoje são eles e que amanhã somos nós. E o estado, que responsabilidade tem perante estas situações? Que papel vergonhoso tem no apoio que dá? Já não precisa deles, não é? E isso o que é? Cobardia, desprezo, desrespeito pela dignidade humana. E se o próprio estado não cuida nem respeita o seu povo, para que serve haver uma dúzia de incompetentes a ditar leis que não são respeitadas na sua principal vertente que devia ser: Primeiro está a pessoa humana, e só depois tudo o resto. Mas não, não se olha a meios para atingir os fins. E o que se vê? Tragédias, injustiças sociais, pessoas a viver em situações pior que alguns animais, que diga-se de passagem, às vezes tenho inveja da vida de alguns animais, como os nossos grandes amigos cãezinhos, que muitas vezes são mais bem tratados que os idosos ou qualquer pessoa, independentemente da idade. Não é fácil viver numa solidão sombria, que mesmo vivendo numa cidade, ouve-se um silêncio ensurdecedor, atormentados pela doença, ou angustiados por ter vivido e não terem uma vida feliz, esperam a morte que não tarda nada, finalmente descobrem que a vida não vale nada, principalmente quando não é valorizada.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Até quando vamos aguentar a pressão?


Os políticos fazem jus à sua arte e tentam enganar o povo, fazem tudo para tentar acalmar os mercados e todos os dias batem na mesma tecla, de que as coisas vão melhorar, quase sem dentes de tanto mentir e carecas de saber que nada está bem, parece que já não conseguem convencer ninguém das suas politicas mal geridas e sem fundamento, sem poder para impedir os especuladores, que mais parecem parasitas, sem poder para governar a Europa nestes termos políticos, em que fazem parecer que a Europa é uma união, mas que de facto é uma desunião cada vez mais desigual, porque a Europa não é a América. Os Estados Unidos da América tem um governo federal que faz da união um país, e a Europa é uma união de vários países, cada um a puxar para seu lado, ora isto não é uma união mas sim desunião, onde há ricos e pobres e os ricos mandam e os pobres obedecem, como podemos chegar a algum lado, com tantas diferenças sociais, tanta pobreza, tanta corrupção, e tanta gente a mandar sem saber bem o que andam a fazer.

Quando ouvimos os políticos a falar, até parecem convincentes e com a razão do lado deles, pois eles são especialistas em falar e ludibriar o povo, sempre optimistas, transmitem a ideia de que está tudo bem e que o povo se queixa por tudo e por nada, que não está tão mal como isso, pois é, eu entendo isso, a mentalidade do egoísta, é que se eu não tenho fome, como é possível que aquele mendigo diga que está com fome, ou então passar por ele e dizer: coitadinho deve estar cheio de fome, mas não lhe dar nada, é claro que os políticos governantes ao ganharem milhares de euros, em casa deles está tudo bem, como é que vão entender a vida desgraçada de quem ganha 500 euros, com filhos para criar, e ainda são massacrados com aumentos da despesa em casa, aumento brutal de transportes, na saúde, impostos e sobretaxa a abater no já minúsculo ordenado, que não chega para sobreviver, porque o dinheiro acaba mais depressa que o mês.

Nem a Europa, e muito menos Portugal vão conseguir os objectivos que planearam se continuarem assim, as desigualdades, as diferenças culturais, sociais, as injustiças e a brutal corrupção, que está e continua a arrasar a economia e que ninguém consegue controlar. Uma coisa é certa, com toda esta turbulência económica, alguém deve estar a governar-se e pouco interessados nos outros. É preciso repensar a Europa unida, se deve continuar, ou se cada um deve ficar na sua casinha e governar-se com o que tem, porque isto de mandar na casa dos outros não dá certo.

Este artigo foi publicado neste blogue em Maio do ano passado, com o título, (A Europa não é a América) e ainda está actual, o que só prova que infelizmente a minha opinião pessimista não tende a ser optimista, até que eu veja que algo vai mudar para melhor, mas com esta Europa e este Mundo aristocrata como tem sido, temo que os povos com muitas dificuldades venham a viver num inferno ainda vivos, e ainda vão desejar que a vida seja muito mais curta neste mundo, e o pior é que não têm culpa nenhuma e os culpados continuam tranquilos. Eu desejava que a resposta a esta pergunta fosse em breve respondida com optimismo, que nos dissessem que os sacrifícios valeram a pena e que as coisas estão a melhorar, mas com veracidade, e que se concretize, caso contrário. Até quando vamos aguentar a pressão?