sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Império dos sentados


Este é um pequeno excerto da notícia que a comunicação social divulgou no dia 14-9-2011, neste caso, era o que estava escrito no Jornal de Notícias.

- (A população mundial vai atingir sete mil milhões de pessoas dentro de sete semanas, num mundo "de contradições" em que, lembrou o secretário-geral das Nações Unidas, a pobreza extrema convive com estilos de vida luxuosos).

Admira-me que o Sr. Secretário-geral das Nações Unidas diga isto! Afinal quem é que manda? Não são os governos? Como é possível haver corrupção nos próprios organismos do Estado e nas grandes empresas? Como se admite que as máquinas dos Estados criem tantos monstros? Então o povo está a ser roubado e não pode dizer nada, porque senão vai preso ou leva porrada quando protesta? Então como é Sr. Secretário-geral? As pessoas que gerem o mundo não deviam ser da inteira confiança do povo? Os políticos que tanto pedem sacrifícios aos que trabalham e a todos os cidadãos que pagam impostos, não são competentes para gerir o dinheiro que é do povo? Onde está o cumprimento do juramento, de cumprir e fazer cumprir com lealdade, as missões que lhes são confiadas? Se não cumprem, estão a cometer um grande erro, ou pior ainda, um crime. E não são chamados por ninguém, à responsabilidade e faze-los cumprir o prometido? As leis não são para todos? E o cidadão comum tem que cumprir todas as leis à risca, porquê? Eu como cidadão e ser humano sinto que os meus direitos não estão a ser respeitados. E agora como ficamos? Eu não posso votar em pessoas em que eu não confio, e quem votou, teve o mínimo de esperança de que alguém zelasse pelos interesses comuns e não particulares, mas infelizmente, ano após ano, década após década, mudam os governos, mas mantêm-se tudo na mesma, e o povo não pode reclamar por melhores condições de vida, porque eles acham que estão a pedir demais, eu e muitos cidadãos como eu, como simples trabalhadores que vivem exclusivamente do trabalho, vemos esse simples direito negado, e para sobreviver, ou caímos no mundo da marginalidade, ou mendigamos pelas ruas da amargura, porque simplesmente, quem nós elegemos não querem saber das dificuldades que passam os que não têm aptidão para roubar. Então que direitos nos restam? Ficarmos calados, deixar-nos humilhar e que acabemos por morrer de fome e sem assistência médica? Pois se não podemos confiar nos políticos que nos governam, então, em quem podemos confiar? Com o aumento da população, menos trabalho, menos condições de vida, o drama social não tarda, a criminalidade vai ser terrível, a fome negra, e a morte uma constante diária sem precedentes e sem controlo, o caos vai-se instalar e os mais desprotegidos serão as principais vítimas.

Pois é, o nosso mundo está a chegar a um ponto sem retorno, o aumento da população e os recursos cada vez mais escassos, não se esperam boas notícias, os culpados são muitos, mas ninguém assume, porque neste mundo todos mandam mas ninguém tem razão, e é evidente que a igualdade foi só uma palavra escrita, mas pouco utilizada na prática, porque como diz o Sr. secretário-geral das Nações Unidas, a pobreza extrema convive com estilos de vida luxuosos. Que pena que este mundo tenha criado este tipo de raça humana, tão cruel e gananciosa.

Este mundo não tem condições para tanta população, devido à falta de recursos, empregos cada vez menos, devido à tecnologia avançada e que industrialmente parece já tudo estar inventado, a escassez de alimentos por causa das alterações climáticas e pouco investimento nesta área, a falta de controlo demográfico, que não é só nos países mais pobres, enfim, o que há, tanto nos países pobres como até nos desenvolvidos e ricos, é um total descontrolo, onde todos fazem o que bem lhes apetece no que diz respeito a ter muitos ou poucos filhos, pois há uma enorme falta de sensibilização e informação junto das pessoas, e que com civismo, educação e cidadania tudo se resolvia da melhor forma, com compreensão sem ferir a sensibilidade de ninguém, mas como se sabe este assunto é delicado, e por isso teria que ser feito de forma estudada e com as devidas normas, ou seja, não impor, mas propor. Se nada for feito neste sentido, tudo indica que o Império está a chegar ao fim, para muitos já só resta esperarem sentados, para que se tomem medidas concretas e de resolução imediata, o que não me parece que venha a acontecer, se assim for, não valeu a pena tanto esforço de luta diária para que um dia todos tivéssemos uma vida melhor e feliz neste Império global, que devia ser de todos, e com igualdade de direitos, de amor e concórdia. E se a esperança é a ultima a morrer, então talvez um dia ela morra, e com ela se desvaneça o sonho de um privilegiado planeta Terra, que também lhe chamam, azul, e que do espaço até parece uma bola de cristal, de tão frágil que é, e tão rico de vida, mas que nós como seres pensantes, não sabemos respeitar nem preservar, valorizamos o poder económico, mas esquecemos o que é mais belo e de muito maior valor que existe, a nossa vida. Mas como tudo, há limites, só é possível preservar a vida, se houver condições de sobrevivência, se a população for exagerada, relativamente aos recursos de sobrevivência, é claro que não vai ser bom para ninguém, então a qualidade de vida será péssima, se não houver possibilidade de controlar o excessivo aumento de população, não há duvida que vai ser dramático para a humanidade lidar com este problema. Devemos ter em conta que, amar a vida e os seres humanos em particular, não é só a quantidade que tem importância, é preferível controlar a quantidade para que seja possível preservar a qualidade. A mim faz-me confusão quando vejo casos de casais que têm muitos filhos, e depois não têm meios para os sustentar e o pior ainda, é quando os tratam mal fisicamente, isto não é vida, é uma tragédia social. Enfim, esperemos sentados que mudem as mentalidades, e que prevaleça o bom senso de quem manda neste Império global, em decadência.