sábado, 16 de junho de 2012

Um burro carregado de livros é um doutor


Há um provérbio popular que diz: Um burro carregado de livros é um doutor. O certo é que vemos muitos doutores carregados de livros que não passam de burros. Eles estão em todo o lado, é no governo, é nos tribunais, é nas escolas, nas empresas, e até na igreja, e o resultado está à vista, vemos o mundo a ficar cada vez mais perigoso e sem soluções à vista para resolver os problemas que estão a provocar o caos na sociedade, já começam a faltar argumentos para tanta asneira e tanta maldade neste mundo, nada se resolve, e tudo se complica, e as razões são as que todos já conhecemos, mas os que podiam mudar a situação, não o fazem ou não podem fazer, porque se há alguns com boas ideias, há muitos mais com ideias más, e assim se cria um impasse que pode ser bom para muitos, mas que para a maioria da sociedade é péssimo, porque quem sofre de fome ou com saúde débil, desespera de tanto esperar.

O que dá para pensar, e nos deixa pasmados! É as pessoas que tanto estudaram e se dizem muito cultas, formaram-se em doutores de todas as diversas atividades, dizem-se sábios e superiores a todos os demais cidadãos, somos comandados por eles, dominam o mundo na política, na economia, nas empresas, na justiça, na segurança, na saúde, na tecnologia! E que vemos? Na política, passam a vida a chamar burro uns aos outros; na economia, insistem que as pessoas não devem ter dinheiro, porque senão gastam-no todo em casas, automóveis e telemóveis; nas empresas dizem que só ganham dinheiro se não pagar muito aos empregados; na justiça, deixam os verdadeiros ladrões à solta e prendem os, pilha galinhas; na segurança, andam os polícias na caça à multa e ninguém está seguro; na saúde, entenderam que passou a ser um negócio e que dá prejuízo, e para recuperar, corta-se na qualidade dos serviços, e aumentam os custos aos utentes, e quem não poder pagar, que se deixe estar quietinho em casa até morrer; e na tecnologia não investem, porque um país que não produz, também não precisa, enfim, são algumas das ideias de burros… Mas parece haver falta de especialistas em questões humanas e sociais, e até por norma quem mais se preocupa por estes problemas, nem todos são doutores, o que só nos faz pensar que no mundo dos doutores só existe o interesse na evolução da riqueza, criada do nada e sacando os que ainda trabalham, e na criação de Impérios, criando uma terrível separação de classes. Não há qualquer interesse, ou vontade de resolver o problema da pobreza extrema, nem criar uma sociedade com valores humanos e digna de sua existência. A realidade é que todos precisamos uns dos outros, a ganância e o poder não é a melhor ideia para quem é muito inteligente culturalmente; porque interiormente, são tão pobres e tão ignorantes como quando nasceram, e um dia tudo acaba.      

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Isto não é um simples buraco, é uma cratera


BPN. Prejuízos para o Estado podem atingir valor máximo de 5,8 mil milhões de euros

(Da Agencia Lusa Para o Ji, Jornal i)

O ex-administrador do BPN Norberto Rosa afirmou hoje que estão contabilizados 2,8 mil milhões de euros em prejuízos para o Estado, mas que ainda existem mais três mil milhões de ativos que podem resultar em novas imparidades.

Norberto Rosa falava na comissão parlamentar de inquérito sobre a reprivatização e nacionalização do BPN, que durou cerca seis horas e meia, na sequência de questões formuladas pelos deputados Ana Catarina Mendes (PS) e Honório Novo (PCP)
Numa anterior intervenção, feita ainda ao final da manhã, o atual administrador da CGD tinha fixado em 2,8 mil milhões de euros os prejuízos do BPN para o Estado já contabilizados: 2,2 mil milhões em imparidades já inscritas para efeitos de défice e 600 milhões de euros por via de uma operação de capitalização em 2011.

Depois, no final da sua presença na audição parlamentar, Norberto Rosa referiu-se aos três mil milhões de euros de ativos do BPN que se encontram duas sociedades veículos.

"Se forem recuperados esses três mil milhões de euros, não haverá mais prejuízos para o Estado; se for recuperado menos desses três mil milhões de euros, tudo o que for a menos é prejuízo para o Estado; caso se recupere mais dos que os três mil milhões de euros, porque os ativos são muito mais, poderá até haver um benefício [para o Estado]", sustentou.

(Abaixo, é o um comentário meu)

- Isto é qualquer coisa de inacreditável, num país de tanta miséria e haver casos destes, é inaceitável, como se pode roubar tanto descaradamente, e na vez de punirem e obrigarem os culpados a devolver o dinheiro ou parte dele, não, o Estado, tranquilamente repõe o capital, pois então, e perante tais situações, a palavra de ordem dos governantes é, tirar aos desgraçados dos trabalhadores que fazem um sacrifício enorme para sustentar a família, e as desculpas deles é que a crise é europeia e até mundial, a culpa é do governo anterior, enfim desculpas de mau pagador, porque se ninguém roubasse, se soubessem governar, se houvesse controlo nas despesas e nas contas do Estado, podíamos superar muito melhor a crise, ou pelo menos haveria muito melhores condições para a recuperação se no entanto também se criasse riqueza, mas pelo contrário, é tudo a ajudar para o pior! Corrupção, desemprego, fugas de capital, incompetência quanto baste, temos todas as condições de caminhar para o abismo, no entanto ouvimos diariamente os senhores Ministros, Presidente da Republica e até alguns economistas com palavrinhas doces de que a recuperação é já a seguir, que os portugueses são pachorrentos e muito compreensivos, eu também queria acreditar no paraíso, mas não sei por quê, mas pressinto que esse paraíso na vez de lindo, verdejante e muito colorido, pode ser muito negro, e ainda venha a causar muitos dissabores aos pacíficos portugueses.

Mas como se pode ler na notícia acima divulgada, apesar de trágica, ainda há quem tente apagar as chamas do inferno, dizendo: (Se forem recuperados esses três mil milhões de euros, não haverá mais prejuízos para o Estado). Como se pode recuperar uma coisa que já não existe?

domingo, 10 de junho de 2012

A Luta continua


Manifestação organizada pela CGTP no Porto, manifestação de protesto às políticas que o governo tem levado a cabo em Portugal, e a qual também tem impacto, as medidas de austeridade impostas pela Tróika. Esta manifestação teve alguma participação, porque vieram pessoas de várias regiões do norte, desde Bragança até Coimbra, o que significa que se fosse com pessoas só do Porto seria mais uma baldada de água fria, para juntar à chuva que nos acompanhou até ao fim, na minha opinião, estamos num país de Dão Quixotes, andam meia dúzia de cavaleiros a lutar contra moinhos de vento, e até os cavalos se riem das nossas atitudes, de guerreiros solitários, teimando em derrubar monstros imbatíveis, continuamos a ver muita mesquinhez e comodismo, e dramaticamente pacientes, continuamos a fazer manifestações com números irreais, como se isso fizesse convencer as pessoas que há muita participação nelas, mas não, continua tudo tranquilamente bem! Ainda bem!