domingo, 19 de agosto de 2012

O perfil típico do português


Não é geral, mas que há qualquer coisa de anormal no povo português, lá isso há, apontar defeitos nem sempre é uma atitude má, de repudio, ou intolerância, é apenas um alerta, e pode ser um incentivo à mudança, nunca é tarde para mudar, mesmo para aqueles que teimam em não querer fazer um pequeno esforço para isso. Mas a realidade deve ser dita, e todos sabemos que os portugueses nunca deram grandes passos para sair da mesquinhice, um atraso significativo, em todos os aspetos, na cultura, no desenvolvimento económico, social, abertura à tolerância, na educação, e no conhecimento, num contexto de redescoberta do mundo, e não olharmos para nós como senhores do nosso nariz, que nós é que estamos certos e os outros errados.

Se em tempos já tivemos uma cultura que nos podíamos orgulhar, apesar de haver mais ignorância por parte do povo em geral, talvez tenha sido bem aproveitada a educação, pois era mais disciplinada, mas dava frutos a quem se dedicava, daí surgiram os verdadeiros doutores de renome, e por isso ficaram na história como os verdadeiros impulsionadores do conhecimento e da aprendizagem do mundo da cultura e desenvolvimento do país.

Mas tudo tem mudado, e infelizmente para pior, talvez as liberdades desmedidas sejam o mal de todos os valores da sociedade, não me refiro à liberdade no contexto político, mas sim de valores que se perdem, por decadência social, de querermos tudo muito rápido e não olhando a meios para atingir os fins, é a pura ganância de todos quererem ser alguém mesmo sem ter as devidas capacidades de o ser. Falo do desleixo da educação, a falta de civismo e cidadania, por isso é o que se vê, a arrogância, a inveja, a soberba, a parceria desonesta, a corrupção em todos os setores, tanto a nível empresarial público ou privado, e no próprio Estado, a vingança, o subir na vida a todo o custo, e a falta de camaradagem no mundo laboral, são fatores de mau estar e desunião, o que provoca a queda lenta e desgastante das empresas, e o desalento dos profissionais, que são os principais motores para desenvolver a economia, porque não se valoriza quem se deve, mas sim quem se quer.

Um país não se constrói, só pelo seu grandioso passado, mas sim olhando para o futuro, e Portugal e os portugueses, nisso têm tido uma atitude muito incorreta, ficamos agarrados a tradições e ao passado, como se o futuro viesse por acréscimo, mas o que está a acontecer, é que estamos a viver uma crise como já não acontecia há muito tempo, (embora nunca tenhamos sido grande exemplo de estabilidade económica) apesar de esta crise ser a nível de toda a Europa e resto do mundo, Portugal sempre foi um país atrasado, digno do chamado terceiro mundo, e o descalabro social, é uma realidade que ninguém quer admitir, preferimos andar no mundo de olhos vendados, a ver as realidades, quando devíamos tentar inverter as mentalidades, é um dos nossos defeitos de muitos outros que todos conhecemos, e muitos deles chegam a ser de uma estupidez atroz, basta ver a importância que damos a coisas supérfluas, e as coisas de grande valor que desprezamos.

O português diz-se e é reconhecido por ser trabalhador, é verdade, mas também sempre se gabou de ser polivalente, muitos gabam-se de que sabem fazer tudo, são os chamados homens de sete ofícios. Mas será assim tão simples? São pessoas habilidosas que pensam que sabem fazer tudo, e arriscam a fazer trabalhos para o qual não estão habilitados, e que no final esses trabalhos não ficam em condições, o que pode causar acidentes no próprio trabalhador, ou posteriormente ao proprietário da obra em causa, e este também não vai ficar contente por pagar a quem o enganou, isto é verdade, nós ouvimos falar de muitos casos destes, e ouvimos muitas vezes dos nossos amigos ou conhecidos, conversas deste tipo de gabarolices: Eu sei fazer tudo, eu já trabalhei nisto e naquilo, são todos especialistas de tudo. Será?

Alguns portugueses chegam facilmente a doutores e ficam rapidamente famosos, são inteligentes em maroscas para ultrapassar os que passam a vida a carregar os livros e mesmo assim alguns ainda ficam pelo caminho. Temos altos cargos nas mãos de pessoas que não percebem nada do que andam a fazer, e ainda são arrogantes e exigem que sejam tratados com a dignidade que tal estatuto lhes proporciona, pois o nome de doutor é mais importante que o desempenho das funções para que foi nomeado. Mais um defeito horrendo de alguns portugueses, o nome e a grandeza social é importante e sentem muita vaidade nisso, por isso agora temos um país de doutores, com muita riqueza desonesta.

Um país santo, os portugueses são muito religiosos, cada vez menos praticantes, mas muito crentes em santos, nem que seja apenas para festejar as datas comemorativas destes, e claro, nas festas não é a parte religiosa que a maioria dá mais importância, mas sim ao divertimento, e ao repasto bem regado com muita bebida alcoólica, não se sabe se é em memoria do santo ou se é para esquecer.

Na família, ainda há um grande número de casos em que o homem é dominante, embora já haja uma tendência para que seja de igual para igual, mas também o domínio da outra parte tem vindo a aumentar, sim, porque a mulher tem assumido muito bem o posto de dominante, pois muitas agarraram a oportunidade de ultrapassar os homens e assumiram o poder, o que não haveria mal nenhum se não houvesse casos de abusos desse poder, e como tal, assim como há homens que não sabem governar a casa, também há mulheres que não o sabem fazer, e é sabido que muitas famílias se endividaram e até ficaram arruinadas, muitas vezes por causa delas, não digo que sejam todas, porque há mulheres muito competentes para governar a casa, e no passado a mulher era a melhor gerente financeira da casa, mas hoje sabemos que isso é raro, principalmente nas cidades. Mas o homem continua com atitudes machistas nas questões de relacionamento conjugal, a desconfiança, intolerância e falta de diálogo civilizado, tem levado a casos extremos de violência doméstica, que é outro grande problema dos portugueses, e não só.

No divertimento, o desporto rei domina como se não houvesse outro desporto, e os resultados estão à vista, as outras modalidades estão de rastos por falta de apoio e falta de adeptos, e claro menos rentáveis, assim o futebol é rei e senhor com os fervorosos adeptos a correrem semanalmente aos estádios para apoiarem os seus clubes favoritos, a habitual procissão de peregrinos a caminho da catedral para mais uma missa, onde milhares de adeptos aclamam, como se de uma reza se tratasse pedindo ao redentor que lhes compense com mais uns pontinhos para a conta da classificação. Mesmo assim o futebol em Portugal também não é de grande dimensão, pois está resumido aos chamados três grandes clubes, e que na maioria das vezes a meio da época já se sabe quem vai ser campeão nacional, clubes onde se movimentam milhões, mas que não se sabe bem o que se passa com as contas, visto que se ouve falar em dívidas, prejuízos, e lucros, com as receitas, ou com a compra e venda de jogadores, mas nem por isso se fala em crise nestas entidades que se dizem empresas, mas que os negócios são sempre pouco claros, e parecem ser intocáveis, mas que o povo alimenta e não contesta, enfim, é o que temos, e quem nasce anão nunca vai ser grande.

Na política, os portugueses não dão muita importância, sentem-se enganados, mas não fazem nada para mudar, vivem revoltados em silêncio, dizem que não vale a pena se chatearem com os políticos, resignam-se a toda a pressão dos políticos sem resistência, o que favorece a governação, mas aumenta a repressão, pondo em perigo a liberdade conquistada, e agora, até a própria soberania e autonomia estão em causa, por estarmos submetidos a ordens exteriores. É preocupante o desinteresse que os portugueses demonstram na luta pelos seus direitos, e garantir que os direitos adquiridos nunca deviam ser alterados ou retirados, que o trabalho é um direito essencial para a sobrevivência das pessoas, é dramático ver que a afluência às manifestações tem sido cada vez menor ou nula, tanto as convocadas por sindicatos, como por outras organizações, e até mesmo nas datas comemorativas do 25 de abril e 1º de maio, estive em todas as manifestações, e vi um cenário desolador, desmotivante para quem luta, porque sentem-se sozinhos, mesmo as manifestações convocadas pelas redes sociais, (que embora não seja a melhor forma de organizar manifestações) é lamentável ver até que ponto vai a falsidade das pessoas, pois vemos tantos lamentos nas redes sociais, e muita gente dizia que ia às manifestações, e depois não aparecia ninguém, exemplo disso foi a manifestação convocada no facebook, intitulada: Pelo direito ao trabalho. Organizada pelos desempregados no dia 30 de junho de 2012, e o resultado foi este: Ver o vídeo.     

A teoria dos três efes, FFF (Fado, Fátima e Futebol) que era atribuído aos portugueses nas suas preferências e que veneram, ainda faz sentido, mas agora também já faz parte da lista de preferências, a televisão e os programas comerciais, como novelas e reality shows. Um país não se distingue pelas pessoas, mas sim pelas mentalidades.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O clima, crise e fome


Os desastres ambientais já estão a provocar o início de uma crise alimentar no mundo contemporâneo, para a surpresa daqueles que pensavam que as alterações climáticas eram um fenómeno que só iria afetar as futuras gerações.

O aquecimento global tem provocado efeitos climáticos extremos, como por exemplo, muita seca nalgumas regiões e muita chuva noutras. Os Estados Unidos da América e a China são as duas maiores economias do Planeta e os dois maiores produtores de alimentos do mundo. A Índia, a despeito da enorme pobreza, é um dos países que apresentam maior crescimento populacional e económico nos últimos tempos. Os três países mais populosos do planeta estão a sofrer os efeitos das mudanças provocadas pelo aquecimento global, resultado da emissão desenfreada de gases poluentes de efeito estufa.

A seca nos Estados Unidos em 2012 deve repercutir em todo o mundo, pois a economia americana é responsável por quase metade das exportações mundiais de milho e boa parte das exportações de soja e trigo. O custo das carnes ainda não subiu porque, por enquanto, os rebanhos estão a ser abatidos aumentando a oferta, mas os preços provavelmente subirão até o fim do corrente ano. As chuvas excessivas na China têm reduzido a produção de alimentos, enquanto uma queda da precipitação provocada pelas monções na Índia deve reduzir a produção mundial de arroz (a seca também tem sido severa no sertão nordestino do Brasil no corrente ano).

Portanto, os preços dos alimentos voltaram a apresentar uma tendência de alta, mesmo numa situação de desaceleração da economia internacional. Este vai ser o grande desafio da segurança alimentar no século XXI: lidar com o aumento da procura decorrente do aumento populacional e do crescimento da classe média mundial num quadro de aumento do preço dos combustíveis fósseis e dos impactos negativos das mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.

O aumento do preço dos alimentos foi um dos detonadores da Primavera Árabe. Uma nova crise alimentar poderá ser a centelha de novas revoltas pelo mundo afora, especialmente entre as gerações jovens e desalentadas. Além disto, existem, globalmente, cerca de mil milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. O aumento do preço dos alimentos, num quadro de crise económica na área do Euro e de desaceleração da economia global, pode provocar uma grande queda no padrão de vida da comunidade internacional, atingindo, principalmente, as camadas mais pobres e vulneráveis da população mundial. A alternativa milagrosa do crescimento económico não é mais visto como uma panaceia, pois os seus efeitos deletérios estão cada vez mais presentes.

O fato é que o aumento das atividades antrópicas está a provocar mudanças climáticas cada vez mais desastrosas. O diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, James Hansen, disse à BBC que “A mudança climática está aqui e é pior do que pensávamos”. Ele disse que foi otimista, quando testemunhou diante do Senado americano, no verão de 1988, e traçou “um panorama obscuro sobre as consequências do aumento contínuo da temperatura impulsionado pelo uso de combustíveis fósseis”. Segundo Hansen, que está cada vez mais pessimista, os verões de calor extremo registados recentemente em diversos pontos do planeta provavelmente são resultado do aquecimento global.

Portanto, o efeito da interferência humana no clima pode provocar uma séria crise alimentar, como está a indicar a tendência do índice de preço dos alimentos da FAO para julho de 2012. Atualmente a concentração de CO2 está em 390 partes por milhão (ppm), mas ultrapassando 400 ppm provocará secas ainda maiores. Portanto, é necessário reverter urgentemente o aquecimento do clima e do preço da comida.

(Comentário)

- Mas como? Não se vê os grandes representantes do mundo, preocupados o suficiente com o problema, estão muito ocupados em tentar resolver o problema da crise económica, (que é outro problema sem solução) e esquecem-se deste que é bem mais grave, pois as pessoas comem produtos alimentares e não dinheiro! O que interessa terem dinheiro, se não houver alimentos para comprar? O pior é que os nossos governantes nem resolvem, uma coisa nem outra. E porquê? Porque não lhes falta dinheiro, e ainda não lhes falta alimentos, por enquanto, e claro que na falta destes, para eles haverá sempre, a não ser que tudo acabe. Não vai ser bonito viver neste planeta daqui a alguns anos! Quantos anos mais? Não se sabe, mas quem estiver cá pelo menos a partir de 2050, (e isto é ser otimista) não terá vida fácil, infelizmente, ou então muita coisa terá que mudar, mudanças realmente muito positivas, e já. Alguém acredita nisso?

(Condenados à fome)
 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Para pior, está bom assim



PIB tem a maior queda dos últimos três anos

É uma quebra de 3,3%, a pior do Produto Interno Bruto desde 2009, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

A quebra de 3,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal no segundo trimestre de 2012 deve-se sobretudo a um "contributo mais negativo da procura interna", explica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Governo e a 'troika' preveem que, para o conjunto de 2012, a economia portuguesa caia três por cento

 - Mas, por outro lado, no mesmo dia que é publicada esta notícia, o nosso chefe de governo anuncia:


Na festa do Pontal, que marca a rentrée política do PSD, o primeiro-ministro afirmou que o próximo ano será de "inversão" e reconheceu que tem a ambição de renovar o mandato.

 

"Estamos mais próximos de vencer a crise"

 

Portugueses têm razões para estarem "mais confiantes"


- Neste mesmo dia, as notícias continuam a contradizer o otimista governo

 

Taxa de desemprego real chega aos 23,3%


Pessoas em situação de subemprego e inativos que desejam ter emprego juntam-se ao número oficial de desempregados

Rendas de casa vão ter o maior aumento desde 2004 « (clique aqui para ver a notícia)

- Analisando isto tudo, e para não falar das misérias escondidas, porque parece que está tudo com vergonha de admitir que estão na miséria. Só me resta dizer que, no 8º mês do ano, o país está assim, e tem piorado mês após mês, e o primeiro-ministro vem dizer que no próximo ano tudo vai melhorar, que vamos sair da recessão ou até da crise, contrariando todos os mais conceituados especialistas em economia ou organizações como a OCDE. É caso para dizer que este homem é um génio, porque não está previsto que os países com grandes problemas financeiros saíam do poço tão cedo, muito menos Portugal, pois ainda haverá muitos anos negros pela frente. Mas vamos esperar por 2013, e depois vamos recapitular o que se disse nesta data, (14/08/2012) e depois veremos quem é que está enganado, o que me parece, é que o nosso primeiro-ministro, já está a fazer campanha para o próximo mandato, ele mesmo o disse, sendo assim, ele desvalorizou todos os problemas, e mais uma vez deu interesse aos seus interesses, como sempre. E como quem está mal não tem voto na matéria! Porque protestam de mansinho, mas na hora de votar, a esferográfica tem tendências de fazer a cruzinha no mesmo de sempre, o povo manso fica sempre convencido das promessas de mudança. O pior é que o nosso mal já não é só nosso, porque se nós sempre sofremos de burrice, agora somos comandados por outros burros, o que vai provocar uma burricite aguda sem precedentes.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O que querem mais?


 BCE pede a países em apuros para baixarem salários

Aumento do desemprego em Portugal deve-se ao facto de o ajustamento salarial ter começado tarde

- O banco Central Europeu recomendou aos países que estão a sofrer altas taxas de desemprego uma bateria de medidas estruturais que inclui reduzir mais os salários e as indemnizações por despedimento.

Isto numa altura em que se sabe que os ordenados líquidos caíram 107 euros só nos últimos dois anos em Portugal.

Baixar salário mínimo é uma das sugestões

Para aumentar a competitividade, o BCE considera «urgente» reduzir os «custos laborais e as margens de lucro excessivas», especialmente nos países com uma alta taxa de desemprego.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ponto sem retorno


Estamos a viver uma fase das nossas vidas em que já começa a cansar, e está a ficar assustadoramente insustentável, as notícias não variam muito diariamente, o impasse mantem-se, é um diálogo de surdos que os políticos teimam em manter, e as soluções não aparecem por muita vontade que haja, muitas contradições e muita confusão, o que faz pensarmos, que tudo indica para um fracasso tremendo e desastroso na união europeia, e devemos estar preparados para mais surpresas que podem surgir, com mais escândalos no mundo financeiro, nomeadamente em bancos poderosos a nível europeu e mundial, o que pode fazer desta crise apenas o inicio da mãe de todas as crises.

O Artigo de Alejandro Nadal, publicado a 1 de agosto de 2012 no jornal mexicano La Jornada, e que podem ler em, (Esquerda.net) a ser verdade, é arrasador:


A economia mundial enfrenta o risco de uma nova queda. A crise atual poderá ser apenas o preâmbulo de novo Apocalipse. O exemplo mais recente é o das perdas de mais de 2.000 milhões de dólares do JP Morgan em maio, por ter cometido erros flagrantes, segundo as palavras do seu arrogante chefe Jamie Dimon. Por Alejandro Nadal

O tamanho do mercado mundial de derivados é estimado em 1.200 biliões de dólares, ou seja 20 vezes o tamanho da economia mundial.

Sabendo que a economia mundial se baseia em dinheiro virtual, porque o real está nas mãos de apenas alguns e não será só em papel, (por causa dos ratos) mas sim em bens materiais de grande valor, (impérios e tesouros dourados) estou a falar de mais de 70% da riqueza mundial, o resto são os trocos, que toda a população mundial tem para se governar, e que ainda continua a ser roubada, até ficar sem nenhum, um dia eles dão um toque de magia e o dinheiro que temos na nossa mão desaparece ou transforma-se em pó. O que podemos esperar, se vivemos numa fantasia como num conto de fadas, onde tudo parece belo e fácil conquistar, mas depois deparamos com a realidade, e vemos que afinal é tudo virtual, e logo ficamos a saber que estamos numa floresta, rodeados de lobos maus.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O bem de uns é o mal de outros


Alemanha ganha mais de 70.000 milhões com crise da dívida


Nos últimos 30 meses, a Alemanha economizou mais de 60 mil milhões de euros no financiamento da sua dívida soberana. Mas os ganhos da Alemanha com a crise da dívida na Europa são maiores, reconhece o jornal “Bild”, conhecido pelos seus ataques contra a Grécia e a Europa do Sul.

Segundo diz aquele jornal a Alemanha está a ganhar com a baixa das taxas de juro da sua dívida soberana, mas também com a baixa da cotação do euro, que favorece as suas exportações para fora da União Europeia.

A Alemanha beneficia da taxa de juro baixa e ganha dinheiro mesmo endividando-se, devido às taxas de juro negativas nos títulos da dívida pública alemã de curto prazo.

Juntando tudo isto ao aumento das receitas dos impostos e à baixa das despesas sociais, a economia atinge 70 a 100 mil milhões de euros, refere o jornal.

(comentário)
- Ditos populares dizem: O bem de uns é o mal de outros, dinheiro chama dinheiro, ou, miséria atrai miséria. Sempre foi assim, e é cada vez mais uma realidade nos tempos de hoje, com os dinossauros da era moderna, que devoram todo o dinheiro que poderem e ainda tiram a quem tem pouco.

Já todos sabemos que a Alemanha comanda e dita as regras na zona euro e na economia europeia, o que parece ser normal por muitos aspetos, mas o que não é normal, é a Europa não ser uma união com uma política de bom relacionamento com as diferenças dos outros países, uma política construtiva e não destrutiva, os países ricos já sabiam que com a entrada de países mais pobres, os problemas iam acabar por acontecer, visto que nunca seria possível haver uma competição de igual para igual. Então a união europeia para ter futuro, teria que haver entreajuda e não uma separação de valores, ajuda essa, não só monetária, mas também, facilitar o crescimento desses países, este foi o maior problema dos grandes, uma atitude egoísta e de interesses, assim o que vemos hoje, ao fim de uma longa caminhada na construção de uma União Europeia, com muita demagogia e muitas promessas, é um desastre iminente, que pode acabar numa desintegração, e que depois todos irão perguntar: Afinal para que serviu tudo isto? Mas ninguém vai saber responder. Porque a Europa nunca foi unida, sempre existiram os interesses dos grandes sobre os pequenos. Se a Europa estava, e está dividida em países, porque é que quiseram tentar fazer uma imitação dos Estados Unidos da América? A Europa não é a América! Na Europa há muitas conveniências económicas e políticas, nunca vai dar certo. Um exemplo disso é a notícia que Esquerda.net divulga esta semana, da qual referi acima em resumo, se quiser ver a notícia, clique: (Esquerda.net).

domingo, 5 de agosto de 2012

Injustiça social

Cada vez menos desempregados recebem subsídio


Em junho existiam 356.549 beneficiários de prestações de desemprego, menos 18.691 pessoas do que em maio. Se tivermos em conta o desemprego real, dos mais de 1,2 milhões de desempregados, apenas 27% recebe subsídio de desemprego.

-Muito bem, o governo português e a sua obstinada pressa em pagar a divida deles, e a mania das restrições e o corta a direito, orquestraram um estratagema para quase não pagar qualquer apoio a desempregados. Ora assim não tem que se preocupar com o desemprego, pois não tem que pagar essas verbas por muito tempo, e se fizerem as contas de desempregados pelo que pagam, por este andar não é de admirar que de um dia para o outro venham dizer que já não há desemprego em Portugal. As perguntas que se fazem são as seguintes: Se diziam que estas medidas visavam a obrigar as pessoas a procurar trabalho, porque diziam que as pessoas se acomodavam, porque é que o desemprego não baixou? (E até está a aumentar, pelos números reais). Então não conseguem mesmo trabalho? E agora sem receber apoio, como vivem?   

Mas com a liberdade que deram aos empresários para despedir de forma fácil e baratinha, ou sem custos, não vai demorar muito, e este paraíso será uma colonia de desempregados, famintos, e conformados com a situação. Mais uma vez, dizem eles que estas medidas vão impulsionar o emprego, veremos!

Eu até nem vou bater muito no ceguinho, porque pelo que tenho ouvido dizer por parte dos nossos governantes, é que o país parece estar no bom caminho, e deve estar, porque apesar de muitos dizerem que estão mal, não se vê movimentações que justifiquem que haja grande crise, até já cheguei a pensar que a maioria dos portugueses deve ter uma quinta, ou pelo menos um jardim com a tal árvore das patacas, onde vão lá colher umas notas quando precisam. Imaginem só, tem vindo a público, notícias de que foi cortado o RSI a pessoas que tinham mais de cem mil euros no banco! Agora pergunto: Como é que a santíssima, Segurança Social cedeu o RSI a estas pessoas? Uau! Mas na verdade é que a lei diz que só não pode receber quem tem mais de cem mil euros no banco, o que quer dizer que se tiver menos um bocadinho já poderá receber, é claro que terá a ver com outros fatores da situação pessoal ou familiar, mas mesmo assim, com esse dinheiro no banco, é injusto que se dê um apoio social de imediato, quando há outros que não têm nada mesmo, e só recebem quando estão em situação critica.

No que diz respeito aos desempregados e as novas regras, e agora também, as alterações do Contrato Coletivo de Trabalho, são na verdade uma verdadeira machadada nos direitos adquiridos dos trabalhadores, o que só vai agravar a instabilidade nas empresas e agravar as situações precárias, injustas, e de escravidão moderna, uma ditadura no mundo laboral, o que poderá causar um desastre muito maior na economia do país e aumentar a miséria dos trabalhadores e suas famílias.

sábado, 4 de agosto de 2012

Guerras de intereses


Síria: Guerra de mentiras e hipocrisia

Tudo isto é uma tentativa para esmagar a ditadura síria, não por amor aos sírios nem pelo nosso ódio para com o nosso outrora amigo Bashar Assad. Tudo isto tem que ver com o Irão, o que não tem nada a ver com os direitos humanos ou com o direito à vida ou à morte das crianças sírias. Quelle horreur!