sábado, 19 de janeiro de 2013

O que são os políticos?


Os políticos são pessoas que têm um dão próprio e natural de enganar as outras pessoas, por isso seguiram uma vida profissional que devia ser como outra qualquer, mas não é, por muito que se diga que é, analisando bem, encontra-se muitos defeitos e poucas ou nenhumas virtudes, todos sabemos que a politica, e tal como a palavra indica, diz que é uma ciência de governar as Nações, tratar de assuntos entre países, ter boas relações, diplomáticas e económicas, e claro zelar pelos interesses nacionais, defender o povo, tanto na segurança interna como nas ameaças externas, cumprir e fazer cumprir democraticamente, os valores fundamentais, a liberdade, e direitos constitucionais, com a dignidade que todos os povos têm direito como seres humanos, o direito à vida, educação, trabalho, e justiça. Mas infelizmente, os povos continuam a ser massacrados por eles, pois a má fama já vem de longe, e as lutas dos povos contra as más políticas praticadas parecem já não surtir efeito, eles perderam a vergonha, e quando se sentem ameaçados, não hesitam em mandar as forças de segurança intervir, não por causa de manter a ordem pública, mas sim para manter a restrição à liberdade e o direito à contestação.

Sendo assim, o que estamos a presenciar no mundo, não é uma proteção do povo pelos governantes, mas sim a um abandono, e uma tentativa de submeter o povo a uma ilusão de que vivem em democracia e que têm liberdade política, mas não é verdade, esses valores estão a ficar cada vez mais restritos. A democracia dá mais liberdade a eles que a nós, pois eles fazem as leis a seu favor, têm mais liberdade para praticarem a corrupção, têm mais direitos e o poder de decisão, para o bem e para o mal, e no mal têm a imunidade, que os protege da justiça, até porque dificilmente há provas contra eles, porque elas desaparecem num ápice.

É com tristeza que assistimos à decadência dos povos, cada vez mais desprotegidos, usados como coisas descartáveis, desvalorizados, sem garantias de futuro, e atraídos para uma emboscada económica, uma crise financeira criada por eles e que agora apresentam a fatura ao povo, como se ele fosse o principal causador deste desastre económico. Mais uma artimanha política, com os truques do costume, e a dança de interesses, da política para as empresas e das empresas para a política, os lóbis, e os boys bem empregados, as contas bancárias a crescer, e o povo a ver, sem poder fazer nada, apenas se lamenta de tão fraca sorte. É triste viver com tanta hipocrisia, é triste submetermo-nos à nossa fraqueza, quando somos a força maioritária, é triste rastejarmos perante homens como se fossem deuses, é triste continuarmos a acreditar neles, só porque apenas mudam de personagem, de discurso, ou de promessas, para nos iludir mais uma vez, e outra, e outra… Para tudo continuar sempre na mesma ou pior. Porque será que nós temos que ser sempre o mexilhão, e eles são sempre os tubarões?

É TÃO BOM VIVER EM PORTUGAL



domingo, 13 de janeiro de 2013

O adormecer de um Anjo


 

Cansados da vida, quando temos a oportunidade de descansar por um pouco que seja, muitas vezes basta uma pequena pausa e adormecemos, e logo damos conta que entramos num estado de total ausência da realidade, e entramos num sonho, onde tudo é possível acontecer, e acontecem coisas belas, emocionantes, e de prazer infinito, impossível de controlar, pois quando deixamos de ser nós próprios, e passamos a ser simples viajantes do tempo, tudo é mais claro e encantador, demasiado bom para se descrever, é demasiado bom dar asas à nossa imaginação e viver numa ilusão, é tranquilizante e dá-nos a felicidade que não temos na realidade. 

Nos nossos sonhos, somos anjos adormecidos, de mentes abertas e completamente livres de imaginarmos aquilo que a nossa mente quiser, dependendo do nosso estado de espirito, temos sonhos maus e sonhos bons, mas os bons são tremendamente alucinantes e belos, viajamos sem destino, pela mão de alguém conhecido, ou pela mão de um anjo desconhecido, ou mesmo sozinhos, pela imensidão do universo, por entre luzes belas e de todas as cores, a velocidades superiores à da luz, e mesmo assim desejamos o impossível, sentimos a adrenalina de mais velocidade, até que nos deparamos com paraísos verdejantes, belos, coloridos, com flores de todas as cores, onde todos os anjos se vestem de branco florescente, a dar-nos as boas vindas e encaminhando-nos numa visita guiada, nos mostram a beleza da vida e o quanto nós somos importantes no universo, mesmo que tenhamos que passar por momentos de sacrifícios na nossa clausura, enquanto membros de uma civilização planetária.

Ficamos a saber que a vida é importante, mas não é um bem particular, nem ninguém é dono de ninguém, muito menos deve ser molestado, desprezado, escravizado e desrespeitado. A vida é universal e apenas fazemos parte da matéria, vivemos, morremos, e continuaremos a viver, até que a energia e a matéria do universo assim o permita, até que recomece um novo ciclo universal. Somos filhos de um todo, e não de alguém, existimos, assim como existe este universo, que por sua vez poderá ser apenas um de muitos outros universos espalhados pela escuridão do infinito espaço.

Finalmente! Acordamos, e damos por nós novamente no inferno da vida, cansativa, enfadonha e cinzenta, mas muito mais descansados! Uf!... Ainda bem que só estamos de passagem.