terça-feira, 29 de abril de 2014

A ganância tem um preço, e quem paga não tem dinheiro



“Jogos de Poder”, uma viagem ao capitalismo de casino à portuguesa

Com lançamento marcado para esta terça-feira, o livro “Jogos de Poder” – uma investigação jornalística de Paulo Pena editada pela Esfera dos Livros – percorre os anos da crise financeira. E mostra-nos como a fatura do colapso de um sistema comandado pela banca privada acabou por vir parar aos bolsos dos contribuintes. Por Luís Branco.

A economia dos idiotas



Os títulos de dívida pública e o novo grande casino do euro 

O que tem estado em jogo na valorização da dívida soberana de Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda e Itália é simplesmente a especulação do mercado, alimentada pelas baixas taxas de juro e pela política de liquidez do Banco Central Europeu. Por Marco Antonio Moreno

domingo, 27 de abril de 2014

Grécia: A morte lenta



A Saúde na Grécia: Crise humanitária
Um terço da população grega não tem segurança social. 40% não tem acesso ao sistema público de saúde. Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, regista-se o aumento da mortalidade dos recém-nascidos. Na Grécia, os direitos adquiridos constituem hoje uma lembrança longínqua. Por Sonia Mitralias. 
(Clique no link acima para ler este artigo, é incrível)

- O que se passa na Grécia é uma situação dramática, como se de uma guerra se tratasse, uma guerra sem armas, sem destruição material, mas com uma destruição massiva de seres humanos pobres, que os parasitários humanoides consideram de inúteis. Todo o dinheiro que lá cai desaparece e tudo fica cada vez pior! Grande mistério se passa, e ninguém consegue desvendar! Bem, na realidade todos sabem o que se passa, mas quando os interesses estão acima de tudo, não se deve nem pode revelar, quando os leitões estão de volta da porca mãe a mamar, nenhum leitãozinho reclama. O pior é daqueles que já sem forças para protestar, (o que também já não surte efeito) lá vão padecendo e falecendo, e ninguém está minimamente preocupado, mesmo a restante sociedade que ainda vai sobrevivendo ou está realmente bem, nem olha para o lado para ver a miséria que os rodeia. Pois continuemos assim, é isso que eles querem, continuem preocupados em trabalhar e a pagar impostos para eles enterrarem nas chorudas contas bancárias no exterior, continuem esperançados de que tudo vai melhorar, pois os tambores da guerra já rufam, o fascismo avança, os ditadores espreitam a oportunidade de mergulhar o mundo numa nova guerra, que pode estar para acontecer em breve e que muita gente ainda não acredita que possa acontecer, mas os sinais são muitos, as democracias desvanecem, os povos escravizados, cada vez mais pobres, sem direitos, amordaçados e desprezados, e os ricos cada vez mais ricos, mais livres para fazerem o que querem. Ninguém acha estranho que o dinheiro esteja a ser canalizado só para um lado? Ninguém acha estranho que a crise permaneça por tanto tempo e sem solução à vista? Algo deve estar para acontecer.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A revolta dos escravos



48 mil trabalhadores do fabricante de calçado para a Nike e Adidas, Yue Yuen (parte do grupo Pou Chen), estão em greve desde 14 de abril. Os trabalhadores entraram em greve reivindicando o pagamento das contribuições em atraso para a segurança social, um aumento significativo do salário e a assinatura de contratos legais (depois de se ter descoberto que a empresa fez os trabalhadores assinarem falsos contratos de trabalho nos últimos 20 anos). A empresa respondeu com a oferta de um magro aumento salarial e um subsídio que foi rejeitado pelos trabalhadores. A amplitude e longevidade desta ação representa uma viragem histórica na formação do capitalismo global. Há uma série de razões por que esta crise é aterradora não apenas para os patrões fornecedores chineses, mas também para o capitalismo global.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

É mesmo chocante


Presidente do BPI chocado por bancos terem de trocar trabalhadores por ajuda - JN

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse que ficou "um bocadinho" chocado por as autoridades terem exigido aos bancos a saída de pessoal em contrapartida pela injeção de dinheiro público, numa altura de desemprego elevado. O BPI vai diminuir em cerca de 250 o número de trabalhadores este ano. 

- Coitado do Sr. Presidente, até dá dó a pena dele, deixe lá Sr. Presidente, vai receber dinheiro público e ainda fica com menos encargos com funcionários! E fica chocado! Devia é fazer uma grande festa a celebrar o grande país que é Portugal, amigo dos ricos, vá lá, não chore, a mama já vem a caminho.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Este mundo não é para pobres


Jornalista desiste de cobrir Mundial devido a "limpeza" de crianças - JN

Um jornalista dinamarquês decidiu abandonar a cobertura do Mundial de Futebol, no Brasil, depois de visitar a cidade de Fortaleza e descobrir que, alegadamente, estava a decorrer uma "limpeza" de crianças sem-abrigo para impressionar a imprensa internacional. 


quarta-feira, 16 de abril de 2014

O mundo é belo

Noivos oferecem iPhone em ouro aos convidados - JN

Os convidados do casamento da filha do presidente da Nigéria receberam um iPhone de ouro como lembrança da cerimónia. O telemóvel, banhado a ouro de 24 quilates, tinha o nome do casal gravado. 

 


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Eu e a crise


Num país em que tudo está mal, mas o povo continua com a vida normal como se não existisse a crise, é um pouco irrisório. Mas a verdade é que, o que parece, é que o governo é que está certo, dá-me a impressão de que ainda está tudo bem, e que mesmo que o governo faça mais cortes brutais, as pessoas vão continuar a viver normalmente com se nada estivesse a acontecer. É que já não dá para perceber nada, nunca se viu um povo levar tanta pancada financeira, e fazer uma vida aparentemente normalíssima, eu já escrevi neste blogue sobre isto e até pensei na hipótese das pessoas terem uma árvore das patacas, ou baús cheios de ouro em casa! Pondo de parte, a miséria visível e que tem aumentado! Também é verdade! Mas a restante população continua a ter dinheiro, e dá para espantar muitas vezes as burguesias que ainda se veem por parte de pessoas que se dizem muito afetadas pelos cortes, e socialmente mais pobres, claro que as pessoas também fizeram alguns cortes, assim como o governo fez nas despesas, embora de interesse do povo, como nos serviços essenciais, e não propriamente nas gorduras do Estado e os papões que continuam a mamar em grande.

Mas é assim: Cortes e mais cortes, mas continuam a viver normalmente, e razoavelmente em grande! O governo canta vitória, e o povo não reclama! Não me digam que ainda está mesmo tudo bem e que o governo ainda pode continuar a cortar brutalmente que as pessoas ainda vão continuar a ter dinheiro! Como se faz isso? Mau! No meu caso, ainda não pertenço ao clube dos desgraçados! Mas só consigo sobreviver, não sendo casado, sem filhos, sem carro e sem casa própria, sem ir ver jogos de futebol aos estádios, (mas também detesto) sem ir ver concertos de música, (que adoro mas não vou) sem borgas noturnas, sem fumar, enfim, sem nenhuns gastos extras, isto com um salário médio baixo! No entanto vejo pessoas que fazem tudo isto, que eu não faço, são casados com filhos, e com o mesmo salário, e muitos casais só com um salário! E eu penso, e pergunto: Como é possível? Bem, muita gente tem ajudas de familiares, enquanto podem e mesmo que não possam, os pais sentem-se na obrigação de ajudar e lá vão ajudando os filhos casados, e muitos destes pais têm o tal baú de ouro, ou a tal árvore das patacas! Mas o pior é que há outros que já não têm os pais para ajudar, ou estes já não podem ajudar mesmo que queiram! É destes, (e não são poucos) que eu estranho tanto silêncio e conformismo, é dos que estão realmente mal, que até continuam a votar nos mesmos que os tramam, são estes que no lugar de se manifestarem, estão sentados nas esplanadas dos bares, ou estão nos supermercados a gastarem o pouco que têm, ou simplesmente viram as costas aos que estão nas manifestações a lutarem pelos direitos deles e dos outros. Se bem que as manifestações valem o que valem! Valem muito se houver união e uma luta feroz e verdadeira, por outro lado não valem nada, quando a afluência é quase nula, o que dá força aos governantes para castigarem sem dó nem piedade, um povo submisso, desinteressado, rebaixado, permitindo ser esmagado, e perdendo todos os direitos conquistados por aqueles que ainda lutaram por isso, pensando que valeria a pena.

Pois se calhar não valeu a pena, hoje vejo muita fidalgaria, burguesia e mimo na juventude, que dá dó pensar que alguém lutou pela liberdade, para que no futuro alguém defendesse essa liberdade democrática, séria, socialmente limpa e com dignidade humana, mas infelizmente vemos uma podridão doentia, sem qualquer valor. Como podemos estar tanto preocupados com a crise financeira, se a verdadeira crise está em nós e nas nossas mentalidades.

Mas espanta-me o que se passa neste país, espanta-me que outros países na mesma situação que o nosso, já estejam a viver uma tragédia social, ou muito perto disso, como a Grécia, por exemplo, e Portugal e os portugueses continuam a fazer frente à crise, e convencidos de que vão vencer esta batalha! Será? Bom, numa outra situação, que não fosse a de estarmos no domínio da União Europeia, e a atual situação no mundo, tanto política, como económica e socialmente, até poderíamos ter hipóteses de sair desta crise, mas infelizmente não é assim, nem Portugal nem toda a Europa e até o mundo, terão grandes possibilidades de sair desta crise, porque simplesmente não é possível viver num mundo de mentira! Vivemos uma ilusão e um iminente colapso financeiro, vivemos uma crise de valores humanos e sociais, vivemos uma crise industrial, alimentar, energética e climática, que serão devastadoras para qualquer economia do mundo, e será devastador para todos nós.

Por isso, não podemos cantar vitória, como heróis do mar, quando a navegação está nas mãos de outros navegantes, e as tempestades são cada vez mais ferozes e devastadoras mesmo para os navios mais resistentes. É preciso não esquecer que as crises atuais, já não são dos países em particular, mas sim do mundo em geral, mesmo quando há países com economias aparentemente saudáveis, não escaparão à doença global e fatal, demore o tempo que demorar. Quando há muitas mudanças no mundo, até podem ser para melhor durante um determinado tempo, mas depois chegará o ponto de rutura, e o colapso acabará por acontecer, para se começar um novo ciclo, se começar, tudo dependerá primeiro de como vai acabar.  

sexta-feira, 4 de abril de 2014

A fome é uma evidência


Esta semana foi noticiado o desperdício criminoso de alimentos, segundo dizem, será cerca de 300 quilos de alimentos que cada pessoa desperdiça anualmente em todo o mundo! Ora, isto não é novidade, assim como não é novidade, a notícia de que muita gente está a ganhar muito, mas muito dinheiro com as especulações das alterações climáticas, uns dizem que é uma realidade outros dizem que não, enfim, depende do interesse de cada um, dos interessados na destruição do mundo e o lucro que isso dá para eles que estão pouco preocupados que o céu lhes caia na cabeça, desde que estejam multimilionários, é o que interessa.

Mas a realidade é que as evidências de que o futuro das pessoas que vivem neste mundo já está em contagem decrescente, e principalmente vamos começando a fazer contas ao que vai começar a faltar, e que não vai ser nada bonito, quando se sentir essa realidade, podem contar com isso, a escassez de água e de alimentos é uma realidade, e a escalada da subida de preços então nem se fala, porque será escandalosa. Como já tenho dito neste blogue que quase ninguém lê, os alertas de especialistas na matéria e os cientistas que quase ninguém ouve. As pessoas só sentirão a falta das coisas e vão dar valor a elas, quando faltarem mesmo, aí então vão dar mais atenção aos pessimistas divulgadores da desgraça, e pensarão duas vezes antes de desperdiçarem alimentos e água! Só que talvez já seja tarde, porque a desgraça já começou há muito tempo, mas ainda não foi vista pela maioria, quando todos virem, será o caos absoluto, e como uma desgraça nunca vem só, teremos a rebelião a juntar ao resto, e para quem anda a par dos acontecimentos globais, sabe do que estou a falar. A repressão, a depopulação! Faz sentido, não faz? Não há como fugir, estamos condenados! E a culpa de quem é? Imaginem! Nunca há culpados, bem, na realidade a culpa é de todos nós! Nós evoluímos e criamos a sociedade que temos, criamos lideres, demos-lhes poder, demos-lhes liberdade, a pensar que também seriamos livres, mas não aprendemos nada com o tempo, sempre fomos apenas bichos de um planeta que teve a sorte, ou a infelicidade de ter condições para a existência de vida, uma vida ainda primitiva, (mas quase já destruída) comparada a outras vidas de outros planetas que possam existir, e que acredito que existem, é uma outra evidência que ainda não está ao nosso alcance devido à nossa ignorância, e o encobrimento da verdade pelos trogloditas que nos governam, e como tal, nós nunca encontramos culpados, para os nossos males, porque nós somos os principais culpados, os nossos lideres são eleitos por nós, ou dominam-nos à revelia, porque têm poder, porque nos escravizam e nos amordaçam.

Este mundo é cansativo, mesquinho e autoritário, não é um bom exemplo de vida coletiva e humanamente saudável, ninguém quer ver a realidade e ninguém é obrigado a isso, assim que as coisas acontecerem nós estaremos cá para as enfrentar e sofrer as consequências, quem estiver cá, quem não estiver, certamente estará melhor. Muita gente pensa que a alimentação pode ser toda feita em fábricas! Mas não, as fábricas só condicionam os alimentos, mas a sua proveniência vem da terra e do mar, esta fonte natural se não tiver condições de produzir os produtos, as fábricas fecham, os mercados fecham, as panelas ficam vazias, e as pessoas não terão a alimentação farta e variada de sempre, terão o que houver, e em último caso, recorrer aos recursos de sobrevivência, o que seria uma chatice para quem está habituado a mesa posta e balde do lixo por perto para depositar os restos que sobram. Pois é, se as condições climáticas não forem favoráveis à agricultura, não haverá produtos, pelo menos em fartura para satisfazer as necessidades da população mundial, o que já acontece, e sempre aconteceu, também devido aos políticos criminosos, que com a ganância e interesses, nunca quiseram saber das pessoas carenciadas.     





terça-feira, 1 de abril de 2014

Os carrascos illuminati


 
O conselho do FMI sobre Questões de Mercado de Trabalho
A economia mundial experimentou o caso mais grave de desemprego durante a recente crise económica, a pior desde a Grande Depressão, e o desemprego permanece elevado hoje. O desemprego é altamente dependente da atividade econômica. Na verdade, a curto prazo, o crescimento e o desemprego são dois lados da mesma moeda: quando a atividade econômica é forte, há mais produção, e mais pessoas são necessárias para produzir uma maior quantidade de bens e serviços. E quando a atividade econômica é fraca, as empresas a reduzir sua força de trabalho, e o desemprego aumenta.

A longo prazo, um conjunto mais amplo de políticas e instituições influencia o funcionamento dos mercados de trabalho e do grau de criação de emprego. Muitas vezes, mudanças nas políticas e instituições são necessárias para impulsionar o crescimento e a criação de emprego. Tais alterações podem ser politicamente controverso e difícil de implementar. Ele pode, por exemplo, ser necessário para reduzir os custos do trabalho. Mas, para alguns países, a reforma é essencial para restaurar a competitividade e criar maiores oportunidades de emprego no futuro, especialmente para os trabalhadores mais jovens. Se essas reformas forem realizadas, elas devem ser implementadas de acordo com as circunstâncias de cada país, e com cuidado, especialmente para os membros mais vulneráveis ​​da sociedade.

Parcerias ativas
Políticas de mercado de trabalho apresentam em conselhos e programas de política do FMI por causa de sua importância para a criação de emprego e crescimento. A fim de garantir uma abordagem diferenciada para as questões do mercado de trabalho , o Fundo se baseia na experiência de outras organizações internacionais , regionais e nacionais.

O FMI tem uma parceria ativa com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). As duas instituições piscina perícia para uma melhor compreensão do impacto das políticas macroeconômicas na criação de emprego, nomeadamente através de pesquisa conjunta e suporte analítico para o Grupo dos Vinte economias industrializadas e emergentes. A cooperação com a OIT também produziu um trabalho conjunto sobre o diálogo social, envolvendo governos, sindicatos e empregadores em três países piloto (Bulgária, República Dominicana e Zâmbia) e trabalhar em políticas de piso de proteção social.

O FMI também trabalha com o Banco Mundial sobre as questões do mercado de trabalho e com as organizações regionais, como a Comissão Europeia. A nível nacional, mais de 80 por cento das missões do FMI se reunir com representantes sindicais nacionais para trocar opiniões sobre o que está acontecendo nos mercados de trabalho dos membros do FMI individuais, e há extensas consultas políticas com a Confederação Sindical Internacional.

O FMI tem aumentado seus esforços para utilizar os conhecimentos das instituições parceiras para melhorar a cobertura de questões macrossociais na análise política do Fundo e conselhos. Por exemplo, a pesquisa do Fundo sobre o crescimento, o emprego, a desigualdade e a pobreza estão a ser reforçados, em consulta com os parceiros externos, e apoiado por um grupo de trabalho interdepartamental sobre o emprego e o crescimento.

Visão geral de envolvimento do FMI
O conselho do FMI sobre instituições e políticas de mercado de trabalho destina-se a manter as taxas de desemprego baixa e crescimento mais inclusivo possível. Instituição do mercado de trabalho forte irá permitir que os trabalhadores vão para onde eles são mais necessários, oferecendo apoio àqueles para quem este processo tem um custo. Este equilíbrio é difícil de conseguir, mas as políticas ativas do mercado de trabalho (por exemplo, formação), bem como a legislação de proteção do emprego, salários mínimos e instituições coletivas têm papéis importantes a desempenhar para ajudar a atingir esses objetivos.

No entanto, esses objetivos devem ser cuidadosamente equilibrado. Por exemplo, enquanto a proteção do emprego pode ajudar a nivelar o campo de jogo em termos de negociação entre empresas e trabalhadores, um nível muito elevado de níveis de proteção diferentes ou de proteção em todos os grupos de trabalho (por exemplo, permanente contra os contratos temporários), pode levar ao mercado de trabalho distorções em que alguns grupos, como os jovens, acabam com altas taxas de desemprego.

. Na sua supervisão bilateral, o FMI analisa as questões do mercado de trabalho, especialmente nos casos em que estas questões são fundamentais para a estabilidade macroeconômica dos países.

. Em programas apoiados pelo FMI focadas na estabilização macroeconómica de curto prazo, recomendações sobre as políticas monetárias e fiscais desempenham um papel maior do que conselhos sobre as instituições do mercado de trabalho, refletindo o papel limitado que as políticas do mercado de trabalho desempenhar na condução dos resultados macroeconômicos de curto prazo.

. Em programas apoiados pelo FMI focados em ajustamento económico a longo prazo, o foco é muitas vezes em impulsionar o crescimento como o principal motor de criação de emprego, e torná-lo mais inclusivo. Muitas recomendações referem-se a promover a atividade do sector privado, por exemplo através da melhoria do clima de investimento, ampliando o acesso ao financiamento, o aumento da concorrência nos mercados de produtos e de serviços, ou diversificação da economia. Além disso, as políticas de mercado de trabalho ativo em particular, formação profissional e programas de educação para os trabalhadores, muitas vezes têm um papel positivo a desempenhar.

Compensações difícil restaurar o crescimento e a competitividade
O conselho do FMI sobre as questões do mercado de trabalho é adaptado às circunstâncias de cada país. Na Europa, por exemplo, vários países estão atualmente confrontados com o desafio de ter que recuperar a competitividade para impulsionar o crescimento. Porque adesão à zona euro implica que a taxa de câmbio nominal não pode ser desvalorizada e as taxas de juros não pode ser ajustado em um país individual, e por aumentos de produtividade só tomar posse ao longo do tempo, melhorar a competitividade pode exigir uma redução dos custos, incluindo os custos trabalhistas.

Na Grécia, o desemprego aumentou acentuadamente desde a crise financeira global de 2008, superior a 27 por cento em meados de 2013. Como membro da zona do euro, a Grécia não pode desvalorizar a sua moeda. Isso significa que ela precisa fechar o seu diferencial de competitividade por outros meios até que as reformas para melhorar a produtividade produza resultados.

Custos unitários do trabalho, uma medida-chave de mais de 35 por cento na Grécia durante 2000-10, em comparação com menos de 20 por cento na área do euro como um todo aumentou a competitividade. No final de 2011 o salário mínimo da Grécia foi substancialmente maior do que a de seus mais próximo concorrentes, de 50 por cento maior do que Portugal, e 17 por cento acima Espanha, por exemplo. Esta é uma das razões por que as exportações da Grécia somam apenas cerca de 14 por cento dos bens que produz. Para ajudar a restaurar a competitividade, o salário mínimo foi reduzido em 22 por cento em fevereiro de 2012, com uma redução de 10 por cento para os jovens. Além disso, o programa apoiado pelo FMI tem como alvo uma redução do orçamento neutro em custos não salariais em 5 pontos percentuais.

Compartilhando o fardo do ajustamento
As reformas do mercado de trabalho, como aqueles que estão sendo implementadas na Grécia tem amplas consequências sociais. Manutenção da coesão social através de tal mudança violenta é a chave para a engenharia uma boa recuperação económica. Isto deve ser alcançado através de uma ampla consulta entre todas as partes sociais, incluindo sindicatos. O ajuste deve ser visto como justo, e como envolvendo não apenas de trabalho, mas também os mercados de produtos e de serviços e do setor financeiro. Mas a repartição dos encargos adequada depende de uma vontade de todos os parceiros sociais para consultar.

Também é importante ter uma rede de segurança social para proteger os mais vulneráveis ​​na sociedade. Na Europa, o FMI tem trabalhado em estreita colaboração com o Banco Mundial e da Comissão Europeia para proteger os gastos e os trabalhos sociais, sempre que possível, mesmo quando a despesa total tem que ser cortado.

A Letónia é um exemplo. A recessão económica em 2008 e 2009 era grave, e a taxa de desemprego atingiu um pico de cerca de 20 por cento no início de 2010. O desemprego, desde então, caiu abaixo de 12 por cento, em parte devido à emigração, mas também porque agora novos empregos estão sendo criados. O FMI apoiou fortemente a introdução do governo de emergência programa de obras públicas, financiadas pelo Fundo Social Europeu, para fornecer empregos temporários para as pessoas que queriam trabalhar, mas não conseguiram encontrar emprego. O Fundo também trabalhou em estreita colaboração com o Banco Mundial para encontrar maneiras de proteger os pobres. No âmbito do programa apoiado pelo FMI, o governo aumentou os pagamentos de renda mínima garantida, aboliu da saúde copagamentos para os mais vulneráveis, o aumento dos recursos para apoio à habitação de emergência para famílias de baixa renda e escolaridade protegida para crianças de 5-16 anos.

Programa apoiado pelo FMI da Letónia foi concluída com êxito em Dezembro de 2011. Desde então, o FMI encorajou o governo a desenvolver formas de tornar a rede de segurança permanente e reforçá-lo através de um melhor direcionamento da assistência social e da política tributária progressiva, sem distorcer os incentivos ao trabalho.

Abrindo espaço para gastos sociais e infraestrutura crítica
Programas apoiados pelo FMI pode apoiar reduções na massa salarial do governo, o que afeta os trabalhadores do setor público. Normalmente, esses cortes são suportados quando a massa salarial tem vindo a aumentar para níveis insustentáveis ​​ou quando os salários são substancialmente fora de sintonia com os do setor privado. Uma motivação importante para reduzir a massa salarial do setor público é criar espaço fiscal para os gastos sociais e de infraestrutura crítica.

Em alguns casos, os cortes de gastos são implementados para retornar as finanças públicas a uma posição sustentável e liberar recursos para a atividade do setor privado. Sempre que possível, estas medidas são acompanhadas de disposições para proteger os mais pobres trabalhadores públicos.

Na Jamaica, por exemplo, no âmbito do programa apoiado pelo Fundo, o governo pretende reduzir os custos salariais do setor público de 11 por cento do PIB, a não mais de 9 por cento no médio prazo. No curto prazo, esta reforma é apoiada por um acordo salarial de vários anos com os sindicatos. Para o médio prazo, será fundamental para a modernização do setor público e aumentar a sua eficiência.

- Aqui está a bíblia do FMI, as suas boas ações e o ensinamento de todos os mandamentos para os governos porem em prática! Se lerem este artigo que eles publicam até parecem ser os salvadores do mundo! Que santidade! Que grandes milagres que eles fazem, e têm pena dos pobres! Coitados! Imaginem, eles estão é contentes por estar tudo a correr como eles planearam, claro, além da boa remessa monetária que embolsam, também vão despachando os pobrezinhos, que vão morrendo à fome, tal é o apoio que têm. Mas eles, FMI, tal como os governos dos países, vão cantando vitória, como a festejar a miséria e as mortes causadas por fome e doenças, por falta de recursos financeiros e alimentação mínima e adequada. Isto é triste, como se brinca com a pobreza neste mundo, é terrivelmente odioso, ler e ouvir certas declarações de políticos, instituições, empresários, e alguns economistas, como eles desprezam por completo as classes sociais mais baixas, é triste ouvirmos eles a repisar em cortar sempre aos mesmos, como eles se preocupam em baixar os salários médios e mínimos e até pensões de sobrevivência demasiado baixas, estou farto de ler e ouvir falar de cortes sempre dos mesmos, não se fala de cortes dos salários multimilionários, de dezenas e centenas de milhares de euros por mês, como é o caso de diretores de bancos, instituições publicas, gerentes de empresas, e alguns jogadores de futebol. Até o exemplo destes senhores do FMI é relevante, ao darem um salário de 13000 euros mês, livre de impostos, ao nosso amigo Gaspar, ex. ministro das finanças português, que embora não seja dos salários mais altos dos senhores FMI, mas livre de impostos é qualquer coisa de contraditório, uma vez que pagar impostos é obrigatório para todos, mas afinal parece que mais uma vez é só para os mesmos, o zé cabra que trabalha.