terça-feira, 18 de novembro de 2014

Quem cala consente



Depois de tantos escândalos financeiros e de tanta austeridade, o povo continua caladinho! Das duas uma, ou gosta de ser roubado, ou já se submeteu ao fascismo e até agradece que lhe esmaguem o cachaço bem esmagado pelos ditadores que se vão governando neste país de bonecos ornamentados de fitas coloridas, idiólatras, e idiotas, que levam uma vida santa num santo país, com um povo incapaz de fazer mal a uma mosca. Quando acontecem destes casos, vemos estes senhores com os seus advogados a carregarem malas cheias de papéis para embrulharem tudo e todos, e tudo acaba bem, depois de muito trabalho nos tribunais e muito teatro para iludir jornalistas, convencidos de que se está a fazer algo de importante para o país e pelo povo. Mas depois o vento leva tudo, o tempo passa, tudo se esquece e volta tudo ao normal, à espera que venha outra tempestade. Depois vêm as eleições, o povo vai à festa, vota neles outra vez e dá vivas a mais quatro anos de martírio.

Cativam milhões aos estrangeiros, mas que encaminham para o mesmo saco de sempre, a dívida continuará por pagar e massacra-se o povo com mais austeridade para pagar os juros da dívida, que nem para isso chega, e lá vai aumentando a dívida. Como eu os compreendo! Eles veem tanto dinheiro, que ficam enfeitiçados de ganância, que até se esquecem dos cargos que ocupam, nem querem saber da sua reputação, (coisa que já não existe) em tempos idos, existiam os ladrões que metiam a mãozinha no saco, agora metem as patas todas, pois vale sempre a pena tentar a sorte, afinal, os guardiões deste barco à deriva, estão a dormir, e se der para o torto, tudo se resolverá sem grandes danos, há sempre grandes desculpas e falta de provas, porque alguém já tratou de as limpar, e tudo fica bem, menos o país e o seu triste povo, que realmente trabalha para pagar isto tudo.

Triste destino será o nosso, num país que ainda há muita ignorância e hipocrisia, num país que há muitos doutores e pouca gente a trabalhar, não pode ter grande futuro, caminhamos para o abismo de alguns países, em que a miséria é total, porque toda a riqueza do país está nas mãos de meia dúzia de parasitas, a quem o povo confiou para gerir as suas economias. Até quando, povo? Onde está a fúria do povo unido, que jamais seria vencido? Estamos à espera que os tubarões nos devorem?     

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Vistos Gold, ou Golpe



Delicie-se com o profissionalismo como se trabalha em Portugal, seja empreendedor, invista e lave o seu dinheiro facilmente sem deixar nódoas, veja os seus problemas financeiros resolvidos rápida e eficazmente, se tiver problemas consulte os seus melhores advogados e livre-se de incómodos pessoais, viva bem e melhor, deixe os problemas para os outros, se você é VIP, nós temos a solução, nós damos-lhe um visto Golpe, perdão, Gold.     

O que é um visto ´´Gold``?

Portas será o porta-voz do Governo sobre vistos ´´gold``

Detidos no caso ´´vistos gold`` ouvidos em tribunal

PS afirma que suspeitas de corrupção ferem o Estado português

As relações suspeitas nos vistos dourados
 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Fascismo democrático!



Todos os direitos adquiridos que os trabalhadores conquistaram estão em risco e muitos já se perderam, justifica-se dizer: Que estamos num outro tipo de regime, o regime fascista democrático. No que diz respeito às greves, é gritante o travão que impuseram, como se apressaram em fazer uma lei que limitasse este direito dos trabalhadores, o qual tinha como objetivo, pressionar as entidades patronais, incluindo o Estado, a restituir aquilo que pertence aos trabalhadores, ou seja, quando estes veem que estão a ser lesados nos seus direitos, como condições de trabalho, aumentos salariais e todos os direitos adquiridos conforme estavam estipulados nos contratos coletivos de trabalho. Os trabalhadores têm direito ao protesto, e em último caso, o recurso à greve, para obrigar a entidade patronal a cumprir os seus deveres também, pois os trabalhadores também têm deveres, e não podem deixar de os cumprir, caso contrário a penalização é quase de morte, no mínimo o despedimento por justa causa.

A greve é um último recurso que os trabalhadores têm para reconquistar os seus direitos, e as greves são dolorosas para todos, para os patrões e para os trabalhadores, ninguém quer usar este recurso, mas quando não há alternativas ainda se torna pior, porque o impasse mantem-se às vezes por muito tempo, o que torna tudo mais difícil e muitas vezes acaba mal, são os prejuízos, as falências e uma série de problemas que não interessam a ninguém. Mas quem é o causador destas situações? Quando são os trabalhadores a terem a razão, é claro que a responsabilidade é exclusivamente do patronato, porque não cumpre nem ninguém os faz cumprir os seus deveres. Mas tendo os trabalhadores razão para as suas lutas e são confrontados com leis anti greve, obrigando-os a cumprir serviços mínimos durante uma greve, mesmo em sectores que não põem em risco vidas humanas, é um contrassenso da justiça, visto que a lei dos serviços mínimos tem vindo a alastrar-se para outras árias que não faz sentido nenhum. Só se justifica serviços mínimos nos serviços de saúde, Hospitais, centros de saúde, clinicas, e serviços de forças de segurança e ordem pública, bombeiros, serviços de manutenção e prevenção em casos de emergência. No caso de fábricas (só em casos excecionais, dependendo do tipo de produtos fabricados) e transportes, não se justifica tal medida, até pelo contrário, o serviço mínimo em fábricas e transportes é que põem em risco a vida dos trabalhadores, e no caso dos transportes põe em risco a vida das pessoas e de que maneira, principalmente para quem viaja de avião, de comboio, de metro e outros. Ainda ninguém pensou nisso, agora digo eu que a justiça é mesmo cega. 

Quando ouvimos nossos governantes dizer que os trabalhadores têm direito a fazerem greve, mas quando há uma greve importante, dizem que a adesão à greve foi de 20% e os sindicatos dizem que a adesão foi de 80%, é caso para dizer que já ninguém sabe fazer contas, e andam todos a enganar-nos e a brincar com a nossa cara, como se não bastasse as figuras tristes que vemos e ouvimos na assembleia da república, só falta ouvirmos os nossos governantes dizerem que os trabalhadores têm direito a fazerem greve, desde que vão todos trabalhar!  

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vão-se os anéis, ficam os nabos e os ladrões



O que vai ficar deste roseiral paradisíaco, corrupto e de nabos à beira mar plantados? O povo sereno ainda não viu o rombo que eles estão a dar nisto. É incrível ver tudo o que está a acontecer, e todos nós, expectantes, impávidos e serenos lá vamos murmurando baixinho, sem mostrar os dentes para não morder os ladrões! Estamos a ser roubados, mas deixa andar. Eles andam por aí, tranquilos, ainda ninguém lhes tocou a sério, e nem será para ser a sério, mesmo que o país deixe de ser nosso! Os impérios desmoronam-se e mesmo depois de casa roubada ainda se continua a saquear o resto, porque está tudo ceguinho ou não querem ver, para não alarmar mais os pastores deste rebanho adormecido, empresas símbolo de Portugal, que davam lucro e algumas ainda dão, a serem vendidas a preços de saldo, sinal de um país em liquidação total, não para obras nem para mudar de ramo, mas sim para fechar de vez. Os compradores vêm de todo o lado, cheios de dinheiro, mas com exigências e poupados, pois se está em saldo é por algum motivo, por isso não vão pagar um preço mais elevado que o merecido, e o que merece pouco, pouco ou nada vale. Pois é, está tudo a saque, vão as empresas, depois acaba o dinheiro que essas empresas renderam. E depois o que é que fica cá? Nada! E o que vamos fazer? Como sempre, nada! 

É angustiante ver que estamos a ficar sem nada e os nossos governantes acham normal que se venda empresas, sabendo que os principais investidores não sendo Nacionais, não é a mesma coisa, claro que depende da maneira como o negócio é feito, mas pelo que sabemos, parece que quem dá cartas é quem pode e nesta altura não é o lado português quem pode. Mas o maior problema é que estes negócios não são completamente esclarecidos como foram efetuados e acordados entre as partes, ou somos enganados, o que pode vir a ser uma grande surpresa no futuro, os primeiros efeitos caem sempre em cima dos trabalhadores e depois serão os capitais a fugir do país sem controlo, devemos sempre desconfiar das condições que os governantes portugueses negoceiam com o grande poder económico internacional, não podemos esquecer o que aconteceu com algumas empresas multinacionais, que apostaram muito e depois tiraram tudo e deixaram um rasto de desemprego assustador, o que ainda é bem visível hoje. Esta comparação pode não fazer sentido, mas que há coincidências, lá isso há.  
  

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Quem vê TV, sofre mais que WC



Até a caixinha mágica que dizem que mudou o mundo, nos atraiçoa, avançou a tecnologia, mas o nojo que os programas sejam de informação ou de entretenimento nos causa, é pior que no tempo em que a tecnologia era cinzenta, mas aprendia-se alguma coisa quando espreitávamos pela janelinha aberta para o mundo. É detestável ver como eles, os gerentes destas máquinas de fazer dinheiro gerem a programação, tudo por interesse de alguém, menos do público mais exigente e não dado a pirosices de programas pouco intelectuais, diria até de provocação à dignidade humana. Tudo isto se torna mais grave, quando se trata de estações de televisão de serviço público em sinal aberto acessível a todo o tipo de espectadores, com mais ou menos cultura, e que por isso deviam ter um excelente serviço de informação, de cultura educacional com qualidade para ensinar e não estupidificar.

Não podemos deixar que nos imponham o que bem lhes apetece, só porque os interesses económicos estão acima de tudo, as estações de televisão, tanto a pública como a privada têm compromissos comerciais, claro, é disso que eles vivem, assim como outros meios de comunicação, (e a TV pública ainda tem uma ajudinha do Estado) mas isso não devia impedir que a programação cultural e útil fosse posta de parte, ou com tempo de antena muito mais limitado que outros programas menos culturais e sem interesse, já não digo que seja para a maioria das pessoas, mas mesmo que seja uma minoria, também são pessoas.

O que vemos na programação das nossas queridas televisões, é no mínimo revoltante para os mais atentos. Vemos programas de informação de interesse público a serem minimizados ao máximo, como debates sobre assuntos sociais, (não de política) de problemas que afetam muita gente, é irritante ver e ouvir os jornalistas, ou moderadores do debate, com muita pressa, sempre a interromper os convidados, quase nem os deixa falar, o diálogo torna-se confuso e pessimamente esclarecedor, quase nem valia a pena estarem a perder tempo com o debate. São os compromissos comerciais que os fazem correr, é a novela que está a chegar a hora da sua transmissão e não convém alterar muito o horário, é o jogo de futebol que é muito mais importante que tudo e para o futebol há todo o tempo do mundo, é o terror macabro da tourada, é o filme de guerra, é o filme de terror e é aqueles programas em que todo a gente é uma estrela.

Muita gente dirá: Mas para programas de informação existem os canais de informação! Pois há, mas nem todas as pessoas têm televisão por cabo, e mesmo estes canais informativos, também desiludem, muitas vezes queremos ver e ouvir informação e não só, também me refiro aos programas culturais, como documentários e jornalismo de investigação, e estão todos os canais a transmitir debates ou informação desportiva ao mesmo tempo, que é o que acontece também nos canais generalistas em canal aberto, que transmitem programas do mesmo tipo no mesmo horário durante manhãs inteiras e tardes inteiras, mas que tédio.