domingo, 25 de janeiro de 2015

Morrer é normal


Sim Sr. Ministro! Morrer é normal, claro, nós andamos cá para isso, é para morrer, porque viver não vale a pena. Morrer uma dúzia, cem, ou mil pessoas num atentado terrorista é normalíssimo, morrer uma centena ou cem mil numa guerra estúpida, é perfeitamente normal, morrer à fome é normal neste mundo, morrer de epidemias é normal, nem que sejam provocadas voluntariamente, ou não. Então porque não deve ser normal morrer nas urgências dos hospitais? Os doentes em macas são encostados junto às paredes dos corredores e salas, à espera de serem atendidos, por muitas razões que ninguém entende, mas elas existem. Os familiares protestam, há gritos, há revolta, há de tudo, menos condições, meios materiais e humanos, todos ralham mas ninguém tem razão. Médicos e enfermeiros que muitas vezes trabalham 24 sobre 24 horas, lá chegará a altura que terão que dormir pelo menos 1 hora, se é que isso é suficiente! Lá terão que comer pelo menos uma sande por dia, se é que isso é suficiente! Mas como ninguém é de ferro, também há aqueles que não estando a ser recompensados por tanto esforço, se estão marimbando para o trabalho e primeiro tratam-se deles e depois vê-se o que se pode fazer. A solução é mesmo deixar morrer quem tem que morrer, os que menos resistirem ao inferno.

Mas isto não é novidade nenhuma, nos países que estão a ser vendidos e globalizados pelos senhores da ELITE, tudo isto é normal e até ainda não é nada para aquilo que eles pretendem, é claro que está tudo a correr às mil maravilhas para eles, mas ainda é pouco, realmente ainda está a morrer muito pouca gente por doenças, por terrorismo, por guerras, por fome, por catástrofes. O objetivo ainda está longe de ser alcançado, eles não querem que morram centenas de milhares por ano, acima do normal, eles querem que morram muitas dezenas ou centenas de milhões, acima do normal em todo o mundo. Estão a perceber?   

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Convulsão social


O medo que temos de morrer, e os que tratam a morte por tu e não têm qualquer medo de morrer. Nós, frágeis ocidentais, temos tanto medo de morrer, que mostramos hipocritamente que somos mais fortes que tudo e enfrentamos tudo e todos, mas no fundo não podemos com um gato pelo rabo, somos pelintras, frágeis, medrosos e sem a mínima noção do perigo em que estamos metidos, simplesmente só por viver neste mundo e pelo facto de sermos todos muito diferentes, embora sejamos todos feitos da mesma matéria. E porquê?

Ao longo dos tempos desde que existimos, sempre procuramos viver, ou sobreviver, e isso era a nossa principal preocupação e a razão da nossa existência, é o que fazem todos os animais, já que existem, fazem tudo para sobreviver e continuar a sua existência, claro, é o que faz mais sentido e é o mais lógico, assim como se a vida existe, é porque tem que existir, e como tal deve ser preservada. Mas ao longo dos tempos e com a nossa evolução, também nos deparamos com as consequentes lutas de sobrevivência, todos os seres vivos tentam defender-se ao máximo até que se esgotem as suas forças, é lógico. Criamos abrigos, armas, e estratégias de luta, para nos defendermos dos nossos possíveis inimigos. E porque é que temos inimigos? É precisamente por sermos diferente. Os animais irracionais, selvagens e mesmo sem serem selvagens, às vezes atacam-nos, por várias razões, mas principalmente porque são diferentes de nós. Nós animais racionais também lutamos entre nós, apesar da nossa inteligência, parece que isso não é o suficiente para que não nos matemos uns aos outros. E porquê? Porque também somos diferentes, e não pensamos todos da mesma maneira, também somos diferentes, na cor, na religião, etnias e na política. Muito fizemos para que esta realidade não fizesse mais sentido, mas na verdade, tudo parece permanecer na mesma, parecia que estava tudo a mudar, mas não, está cada vez mais a notar-se um grande revés. São os sintomas de uma convulsão social, uma sociedade muito confusa, e sem esperança, desprotegida e muito martirizada pelos governantes corruptos, gananciosos, ávidos de poder, falsos com instintos ditadores e globalistas.

A doença do radicalismo, seja ele xenófobo, islamita, religioso ou simplesmente político ou financeiro, está para durar e ninguém sabe o que vai dar, porque ninguém pode garantir se alguma vez esse radicalismo irá acabar, ou se pelo contrário irá aumentar cada vez mais. Não podemos pensar que o terrorismo é só proveniente dos países asiáticos ou do médio oriente, ele está cada vez mais diversificado e até ao nosso lado e em toda a parte. Temos assistido incrédulos ao que tem acontecido nos países ocidentais de primeiríssimo mundo, a atos de terror que não são levados a cabo por estes terroristas, mas sim por simples cidadãos naturais dos próprios países, que apenas praticaram a chacina por um ato tresloucado, atos que muitas vezes nem o próprio criminoso tem explicação para tal atitude. Matar pessoas indiscriminadamente nas ruas, zonas comerciais, locais de trabalho, crianças em escolas e até mesmo no seio familiar, também são atos terroristas, e que não consideramos terroristas, apenas dizemos que são criminosos, pois é, mas agora sabemos que muitos destes cidadãos ocidentais, com instintos criminais, ou simplesmente iludidos por fundamentalismos e ideologias, se juntaram ao terrorismo mais radical, e isso faz-nos pensar que o terror não está mais centralizado, está espalhado por todo o lado, e provavelmente passam por nós todos os dias, e nunca saberemos as intenções de cada um. Pois não?

Por isso, nunca acredito na segurança que nos prometem os nossos governantes, está provado que as falhas existem e nunca pode haver controlo total. Apenas temos visto medidas extremas de segurança quando acontecem atentados terroristas, o que mais uma vez vem confirmar os receios de que muitas pessoas mais atentas têm vindo a alertar, incutir o medo às pessoas, transformar as cidades em campos de concentração por onde as pessoas se cruzam constantemente com polícias de arma apontada aos nossos pés. Como se os terroristas fossem aparecer na esquina de uma rua e se denunciassem.

Claro que nenhum tipo de terrorismo é tolerável. Mas afinal quem é que é mais terrorista? Por que razão o terrorismo se radicalizou de uma forma mais perigosa e os levou a atacarem países? Quais são as razões da razão do Ocidente? Quem começou primeiro a agressão? O que se pode dizer quando se lançam centenas de toneladas de bombas em cima destes países que não têm o mesmo poderio militar que o Ocidente? São perguntas que ninguém sabe ou não querem responder, mas toda a gente tem uma certeza, deve-se combater o terrorismo. Mas qual? Nós não gostamos de ser atacados. E eles gostam? Esta guerra não vai acabar nunca, ou então terá custos radicalmente elevadíssimos, tanto económicos como humanos.       

sábado, 3 de janeiro de 2015

Desmistificando o bicho


Humanos inteligentes! Importantes! Seres concebidos por quem? Deixem-se disso! Quem somos? De onde viemos? Como surgimos? Não interessa! Não somos nada, nem interessa a nossa importância, a realidade é que é difícil de entender, ou talvez não. Se tivermos a dignidade de nos autoanalisarmos veremos que é simples ver o que somos, de onde viemos e como surgimos. É claro que somos matéria viva, logo viemos da matéria orgânica e surgimos aqui, assim como outras vidas surgem noutros locais distantes do universo. Mas o problema está em associarmos a vida ao modo de viver, vemos claramente que a vida tal como se apresenta neste planeta, está longe de ser digna disso, pelo menos para a maioria da humanidade. E porquê? Porque há uma coexistência social rebelde, idiota, desproporcional à evolução humana, uma coexistência minimalista e maioritária desproporcional à vida, um mal-entendido de vida com o viver, e uma má perceção de que a vida é uma merda, e não uma bênção seja lá de quem for. Porque a realidade é que não somos, nem valemos nada, mesmo que muitos teimem em insinuar o contrário. Todos nós, mais ou menos já tivemos a oportunidade de sentir o mau cheiro dos seres vivos depois de mortos, e por muito que queiramos disfarçar essa realidade, o certo é que nem o melhor perfume vai evitar que o mau cheiro volte. E porquê? Porque a realidade nunca se pode disfarçar.

Que importa andarmos a meter nojo com as nossas arrogâncias, hipócritas, desumanas, a desprezar os outros, a tentar enganar, roubar, arrecadar fortunas para viver em grande e em demasia, condenar e fazer sofrer os outros em prol da ganância e não olhar a meios para passar por cima de tudo e de todos para alcançar os objetivos tresloucados de viver em grandeza excessiva, tudo o que arrecadam é sempre pouco, porque querem morrer rodeados de muita riqueza, se possível deixar a família podre de rica, para depois não fazerem nada e viverem como parasitas dos outros e escravizar quem trabalha, porque nunca souberam o que é trabalhar. Fodei-vos, cada um que trabalhe para si, ide escravizar o caralho. Vejam a merda que somos quando morremos, como cheiramos mal, tanto o pobre como o rico, o cheiro é o mesmo de um ser vivo, de nariz empinado de grandeza ou de zé-ninguém que sempre rastejou pelas ruas da amargura, não há diferenças depois de mortos. Todos nós devíamos ter vergonha de praticar o mal perante os outros, todos devem analisar a merda que é, para depois mergulhar na mesma fossa de suas vítimas e provar da mesma porcaria e pensar que se os outros erraram, alguém errou primeiro, por isso somos merda da mesma fossa.