terça-feira, 29 de setembro de 2015

A abstenção


Infelizmente tem sido habitual nas eleições haver uma grande percentagem de abstencionistas, o que quer dizer que o país tem sido governado por partidos e políticos que ganham eleições apenas com os votos dos que são fiéis seguidores e lambedores de botas dos mesmos políticos de sempre desde a revolução fantoche que houve neste país na década setenta. Eu estou espantado com as sondagens que têm sido divulgadas pela comunicação social, nem dá para acreditar, depois de tantos massacres ao bolso dos portugueses, tantos protestos, tanta miséria criada, tanto desemprego, tantos cortes, e as pessoas continuam a votar neles! Não mudam de rumo! Bem, eu digo que estou admirado, porque depois de tudo o que tem acontecido com os últimos governos durante décadas, já era tempo de mudar para uma política mais radical, nem que fosse o diabo, para começar a cortar as cabeças de alguns, na vez de os prender em mansões. Por outro lado, não me admiro nada com as sondagens, infelizmente neste país nada muda.


Os abstencionistas são aqueles que perderam por completo a confiança nos políticos, por isso não querem votar em quem os traiu, e não querem votar noutros de outros partidos, porque acham que são todos iguais, pura e simplesmente perderam a confiança nos políticos e até mesmo nas pessoas comuns. As pessoas perderam a confiança na sociedade, nós somos enganados todos os dias! Somos enganados pelos bancos, pelos comerciantes, pelos patrões, somos enganados constantemente! Penso que os palhaços só o são no circo, e mesmo eles só o são por obrigação profissional, fora disso, não me parece que gostem que os tratem como tal.

Então o que acontece é o seguinte: A abstenção resulta numa cedência de votos aos tais políticos que nos governam sucessivamente, e faz com que sejam sempre os mesmos partidos, porque normalmente os que votam neles, são pessoas que usam as cores partidárias como se fossem clubes de futebol, são fiéis quase fanáticos, votam nos mesmos partidos, independentemente de quem seja o líder ou de quem entra ou sai das listas de candidatos a ministros ou deputados. Os abstencionistas, normalmente são os insatisfeitos, desiludidos, os que não se agarraram às cores partidárias, já votaram em vários partidos, mas mesmo assim não viram os resultados que esperavam nem se reveem em nenhum deles, então mandaram a todos passear. Mas o problema é que assim, a bola está sempre na mão dos outros e só eles marcam golos. Então o que fazer para que isto mude? Bom, é difícil convencer as pessoas a votar em quem elas não confiam, mesmo nos partidos que nunca estiveram no governo. Mas a única maneira deste ciclo vicioso mudar, ou pelo menos equilibrar as coisas, dar mais força à razão e fazer frente ao poder absoluto, é voltar a votar em massa, os desiludidos, insatisfeitos, indignados, devem votar nos partidos pequenos, mesmo que não gostemos deles, apenas para darem força às vozes do contra e minimizaremos o poder totalitário.

sábado, 12 de setembro de 2015

O otimismo que nos ilude e o pessimismo que nos acautela



- As forças do poder económico, muito ágeis e inteligentes, iludem os pategos cidadãos comuns, com produtos muito apelativos e com todas as vantagens e lucros mais ou menos apetitosos para investidores mais ou menos endinheirados, umas palavras mágicas e negócio fechado, este já está no papo. Muitos produtos disponíveis e é só escolher o mais lucrativo e de menor risco. Mas como saber? O que nos aconselham é realmente o melhor para nós? Hum! Não me parece! Esmola grande é sempre de desconfiar. Confiar em quê e quem? Quem tem muito dinheiro corre riscos, quem não tem muito também corre. Investir em quê? Em produtos tóxicos! Não. Os de menor risco podem ficar limitados, conforme os problemas que surjam nas danças políticas e incertezas económicas dos mercados. Investir em património imobiliário ou outros, podia ser uma solução, como já foi em tempos, que se comprava património imobiliário, e valorizavam com o passar do tempo, mas hoje até isso é incerto, com o sobe e desce dos valores, e os impostos exorbitantes desse património, todos sabemos que quando compramos um bem imobiliário, esse bem nunca é nosso completamente, pois continua-se a pagar um imposto toda a vida, que é quase o mesmo que estar a pagar uma renda numa casa alugada. No entanto, parece que ninguém aprende a lição, com os erros do passado, e as pessoas continuam a confiar demais nos demagogos otimistas políticos, que pintam um quadro com uma imagem cor-de-rosa, para tentar tapar o fundo de uma tela completamente preta. Mesmo quando tudo indica, (e os alertas são muitos, de conceituados economistas mundiais) que a tempestade ainda não passou, pelo contrário, ela pode ficar mais forte que nunca. O colapso económico mundial pode estar por aí algures, como um vulcão prestes a explodir, mas não se sabe quando.    

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A Europa do 1º e do 3º mundo


Políticas de austeridade lançam na pobreza um quarto dos europeus

- É a triste realidade, a Europa do primeiro mundo e a Europa do terceiro mundo. A Europa dos cidadãos de primeira que compram automóveis de luxo, Mansões, apartamentos e realizam festas, luxos que custam centenas de milhares e mesmo milhões de euros, e não é só nos países ricos, mesmo em países pobres. Há quem gaste fortunas e têm quantias exageradas de dinheiro, bens de valor incalculável, que nem sempre podem ter sido merecidos, e como todos sabemos, há muitas dúvidas de como essas fortunas foram alcançadas, o que sabemos é que o dinheiro está cada vez mais junto, nas mão de muito poucos. E temos a Europa dos cidadãos de terceira, os desgraçados que mesmo trabalhando não têm nada, e os desgraçados que não têm a coisa mais digna de um ser humano, que é o trabalho para sobreviver, e vão sobrevivendo da caridade e do esforço dos outros, mas vivem no inferno. Vivem no horrível mundo das desigualdades, de parasitas gulosos. Um mundo que não é para humanos, é apenas um mundo de máquinas e números.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A tragédia dos migrantes


Ninguém deve estar esquecido dos alertas que se anunciaram, das evidências que pareciam ridículas, mas que se está a tornar realidade, o extermínio em massa dos tempos modernos, agora é claro que o plano está em marcha, e não se deixem iludir, não pensem que alguém tem a solução, pois o problema social do mundo está irremediavelmente descontrolado, porque as forças do mal têm levado a melhor e parece que são invencíveis, porque afinal, o tal mundo todo-poderoso, com super-homens de inteligência superior aos mortais comuns, não dão conta do recado, (ou não lhes interessa dar) e assim continuam os senhores do terror a fazer todas as atrocidades que lhes dá na real gana, a chacinar pessoas como se fossem simples víveres para sua alimentação. O terror levado a cabo por assassinos, e a repressão de ditadores sem escrúpulos com o mesmo curso de assassinos, causaram a debandada geral dos povos desses países em guerra e repressão, talvez a culpa ainda não seja só e apenas destes bandidos, deve haver os tais deuses da guerra por trás disto tudo, os donos do mundo que estão a pôr em prática o tal plano diabólico da despovoação, é claro que sim. Estejam atentos e em alerta, pois há cada vez mais sinais e argumentos de que a população mundial está a ultrapassar os limites de sustentabilidade e o ecossistema incontrolável, que já é bem visível e notório.

O maior exemplo disto são as crises económicas profundas, sinais da insustentabilidade de recursos e a saturação de consumo, que levou a um crescimento super-rápido e a concentração de riqueza, daí os recursos naturais mais escassos e a degradação ecológica, que também está a ser causadora de muita destruição da vida vegetal, animais selvagens, e claro, os seres humanos. Uma árvore derrubada é uma tragédia, os maus tratos e a morte de um ser humano inocente, não tem explicação, não é uma simples tragédia, é o apagar de uma luz, é a destruição da coisa mais preciosa do mundo, mais reluzente que o ouro e mais cristalina que as pedras mais preciosas, que afinal, não passam de simples minerais, e que apenas têm o valor que o homem lhe atribuiu, por conveniência.

A crise dos migrantes, pode ser mais uma tragédia anunciada da humanidade, com as crises económicas no mundo a alastrar e sem solução, a crise social é irreversível e de consequências dramáticas, o afluxo de refugiados a continuar desta forma, podemos estar perante mais um êxodo que nos faz lembrar outros tempos em que também foram de assassínio em massa e de sucessivos crimes contra a humanidade, que tem sido uma das coisas que o homem, principalmente os políticos no poder e que governam o mundo, tem sabido fazer melhor. Numa Europa fragilizada economicamente e socialmente, com uma grande taxa de desemprego, esta invasão de migrantes não vai trazer nada de bom, a xenofobia que já era relevante, vai certamente crescer de forma mais feroz, mais miséria e degradação das condições de vida dos que até agora iam sobrevivendo, mais revoltas, mais repressão, enfim, mais e mais do pior.

Não quero dizer com isto que sou contra o acolhimento destas pessoas, o que eu acho, é que estas pessoas deviam estar nos seus países com as suas famílias, com as suas vidas normais, em paz e tranquilidade, como deve ser com as civilizações inteligentes e humanas. Os senhores da guerra que façam guerra no meio do Oceano numa jangada de pedra e que se deixem ir ao fundo.