segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Afinal o paraíso existe mesmo!



Onde é que já vimos isto? Estamos a caminho da banca rota, ou já está tudo roto? Calma! Ainda há mais bancos para assaltar! E estamos no bom caminho! Afinal o paraíso existe para alguns! Mas o inferno também existe para os outros todos, o povinho que lá deposita todo o seu dinheirinho e depois fica sem ele, ou fica toda a vida a pagar taxas e mais taxas, comissões, anuidades exorbitantes, e tudo o mais que eles possam inventar para arrecadar tudo o que poderem aos tristes clientes que não têm como fugir das malhas apertadas das redes que estes monstros nos lançaram. Os lucros são muitos à custa do nosso dinheiro! Mas depois tudo se desmorona, todo o dinheiro desaparece como fumo! Culpados nunca há, ou estão bem protegidos, livram-se da prisão porque pagam muito bem aos melhores advogados e pagam cauções com o dinheiro que roubaram. Pois é, nem todos os ladrões têm essa sorte, principalmente os que roubam para comer! Esses são mesmo criminosos! Coitados.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A oportunidade do Zé, desempregado


O Zé tem uma família, tem um filho e a sua mulher está à espera de outro filho, o Zé está desempregado. Desesperado, com uma família para manter, tinha que encontrar um trabalho, custe o que custar, como não encontra trabalho no seu país, o Zé encontrou uma oportunidade, a única solução que encontrou foi, emigrar. O Zé conseguiu um contrato de trabalho no estrangeiro, ele assina o contrato, finalmente o Zé tem trabalho. Que felizardo! Afinal não falta trabalho! O contrato que o Zé assinou, constava que, para além de um salário, teria direito a estadia, cama e mesa e transporte, como deve ser para todos os trabalhadores, que têm direito ao mínimo de condições com dignidade humana, o merecido descanso e alimentação, mesmo que tenha que pagar, desde que seja um valor justo e suportável pelo trabalhador. Mas no fim de um período de trabalho, quando o Zé vai para receber o seu salário, o que é que acontece? O generoso patrão que deu uma oportunidade ao Zé, que lhe deu trabalho que era o que não faltava na sua empresa! Fez as contas, e tirou um pouco do salário do Zé, para alojamento, (mas o Zé dormia na rua) tirou um pouco do salário do Zé para alimentação, (que muitas vezes não teria) tirava também para transporte, (no ´´confortável`` camião das obras) e tirava para o imposto. Conclusão: No fim das contas, o Zé não recebia nada, o Zé não encontrou um trabalho, o Zé encontrou uma carga de trabalhos, o Zé continua a trabalhar na esperança que as coisas mudem, e nada. O Zé desespera, o Zé quer ir embora, mas o patrão não lhe dá o passaporte, a família ficou separada por motivos de trabalho, e agora ficou separada por motivos de uma cilada, o Zé é refém do patrão, o Zé é escravo do patrão, a família do Zé quer que ele volte para casa, com ou sem trabalho, a família quer estar junta, em casa ou na rua, querem continuar a amar, porque amar, é a única coisa que não é preciso pagar.    



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A caldeirada está feita


A caldeirada está feita, só falta a terceira guerra mundial. Aliás, já muita gente disse, (até mesmo o Papa) e não é preciso ser muito sábio! Ela já começou, mesmo não sendo notória para a maioria da população mundial, ela já começou, aos bocadinhos, mas já começou. A não ser que aconteça um grande milagre, para que a paz seja uma realidade ainda possível! Mas num inferno como é este mundo, não me parece que os milagres aconteçam. Nós humanos, estamos a enfrentar dois dilemas terríveis nos tempos em que vivemos. Podemos estar prestes a enfrentar mais uma guerra mundial, que será a mais destrutiva ou mesmo a última desta era moderna, que poderá ser o extermínio total ou quase total da humanidade. Ou enfrentaremos a devastação do planeta, com as catástrofes naturais causadas pelos efeitos catastróficos das alterações climáticas, que também poderá ser o nosso fim. Não há muito por onde escolher, ou morremos, ou morremos, ou nos matam, ou somos mortos. Enfim, é o que temos. É como se costuma dizer: Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga! Mas também paga pouco, porque afinal, também não vale nada.