sexta-feira, 29 de abril de 2016

A mentira em que vivemos


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- Texto alternativo de tradução da locução do autor do vídeo.
Neste momento podias estar em qualquer lugar, a fazer qualquer coisa. Em vez disso estás sozinho diante de uma tela. Portanto, o que nos impede de fazer o que queremos? Estar onde queremos estar? Cada dia nós acordamos no mesmo quarto e seguimos sempre o mesmo trajeto, de viver o mesmo dia que vivemos ontem. No entanto, no passado, cada dia era uma nova aventura. Ao longo do caminho, alguma coisa mudou. Antes, os nossos dias eram eternos, agora os nossos dias são programados. Será isto o que significa ser crescido? Ser livre? Mas será que estamos realmente livres? Comida, água, terra. Estes mesmos elementos que precisamos para sobreviver, são propriedade de empresas. Não há comida para nós em árvores, não há água potável nos riachos, nenhum terreno para construir uma casa. Se tentares tirar o que a terra fornece, serás preso. Por isso, obedecemos as suas regras. Nós descobrimos o mundo através de um livro didático. Durante anos nós nos sentamos e regurgitamos o que nos é dito. Testados e classificados como cobaias num laboratório. Criados, não para fazer a diferença neste mundo, criados para não sermos diferentes. Inteligentes o suficiente, para fazer o nosso trabalho, mas não para questionar o porquê de o fazermos. Portanto, trabalhamos e trabalhamos, deixando-nos sem tempo para viver a vida para a qual nós trabalhamos. Até que chega o dia em que estamos demasiado velhos para fazer o nosso trabalho. É aqui que somos deixados para morrer. As crianças tomam o nosso lugar no jogo. Para nós, o nosso caminho é único, mas juntos somos nada mais do que combustível. O combustível que alimenta a elite. A elite que se esconde por detrás dos logotipos de empresas. Este é o mundo deles. E o seu recurso mais valioso não está no solo. Somos nós. Nos construímos as suas cidades, operamos as suas máquinas, nós lutamos as suas guerras. Afinal de contas, o dinheiro não é o que os impulsiona. É o poder. O dinheiro é simplesmente a ferramenta que eles usam para nos controlar. Pedaços de papel sem qualquer valor no qual dependemos para nos alimentar, mover, entreter. Eles nos deram dinheiro, e em troca, nós demos-lhes o mundo. Onde havia árvores que limpavam o nosso ar, agora há fábricas que o envenenam. Onde havia água para beber, há lixo que fede. Onde os animais corriam livres, são fazendas industriais onde são nascidos e massacrados eternamente para nossa satisfação. Mais de mil milhões de pessoas estão a morrer à fome, apesar de termos comida suficiente para todos. Para onde toda essa comida vai? Do grão que cultivamos, 70% é alimento para engordar os animais que tu comes ao jantar. Para quê ajudar os que morrem à fome? Não podes lucrar com eles. Nós somos como uma praga varrendo a terra, estragando o próprio ambiente que nos permite viver. Nós vemos tudo como algo a ser vendido, como um objeto a ser conquistado. Mas o que irá acontecer quando poluirmos o último rio? Envenenado o último sopro de ar? Nenhum petróleo para os camiões que trazem a nossa comida? Quando é que vamos entender que o dinheiro não pode ser comido, e que não tem valor? Nós não estamos a destruir o planeta. Estamos a destruir toda a vida nele. Anualmente, milhares de espécies são extintas. E o tempo está a esgotar-se antes de nós sermos os próximos. Se tu moras na América, há uma probabilidade de 41% de ter cancro num futuro próximo. A doença cardíaca vai matar um em cada três norte-americanos. Há medicamentos prescritos para lidar com estes problemas, mas o cuidado médico é a principal causa de morte atrás do cancro e das doenças cardíacas. Pensamos que tudo pode ser resolvido atirando dinheiro aos cientistas para que eles possam descobrir um comprimido para que os nossos problemas se vão embora. Mas as empresas farmacêuticas e as sociedades do cancro contam com o nosso sofrimento para fazer lucro. Nós pensamos que estamos a correr para uma cura, mas realmente estamos a fugir da causa. O nosso corpo é um produto do que consumimos e os alimentos que comemos é projetado exclusivamente para o lucro. Nós enchemo-nos com produtos químicos tóxicos. Os corpos dos animais infestados com drogas e doenças. Mas nós não vemos isto. O pequeno grupo de empresas que são donos dos meios de comunicação, não querem que nós saibamos. Rodeando-nos com uma fantasia ao qual nos é dito ser realidade. É engraçado pensar que os seres humanos uma vez pensavam que a Terra era o centro do universo. Mas, por outro lado, agora vemos a nós mesmos como o centro do planeta. Apontamos para a nossa tecnologia e dizemos que nós somos os mais inteligentes. Mas será que computadores, os carros e as fábricas realmente ilustram o quão, inteligentes nós somos? Ou será que eles mostram o quão preguiçosos nos tornamos. Nós colocamos esta máscara de ´´civilizados`` em nós próprios. Mas quando nós a tiramos fora, o que somos? A rapidez com que nos esquecemos que ´´apenas`` nos últimos cem anos, nós deixamos que as mulheres votassem; permitimos que os negros vivessem como iguais a nós. Agimos como se fossemos seres que tudo sabe, no entanto, ainda há tanta coisa que falhamos em ver. Caminhamos pela rua ignorando todas as pequenas coisas. Os olhos que olham fixamente. As histórias que eles partilham. Vendo tudo como um fundo (passado) para ´mim`. Talvez tememos que não estamos sozinhos. Que somos uma parte de uma realidade muito maior. Mas não somos capazes de fazer a conexão. Estamos bem matando porcos, vacas, galinhas, estranhos de terras estrangeiras. Mas não os nossos vizinhos, os nossos cães, os nossos gatos, aqueles que viemos a amar e compreender. Nós intitulamos as outras criaturas como estúpidas, no entanto, apontamos para eles para justificar as nossas ações. Mas será que matar simplesmente porque podemos, porque sempre o fizemos, esteja certo? Ou apenas mostra o quão pouco aprendemos. Que continuamos a agir fora da agressão primal, em vez do pensamento e da compaixão. Um dia, esta sensação que chamamos de vida vai nos deixar. Nossos corpos apodrecerão, os nossos objetos de valor recolhidos. Permanecerão apenas as ações de ontem. A morte nos rodeia constantemente, mesmo assim, parece tão distante da nossa realidade cotidiana. Vivemos num mundo à beira do colapso. As guerras do amanhã não terão vencedores. Porque a violência nunca irá ser a resposta; ela irá destruir todas as soluções possíveis. Se todos olharmos para o nosso desejo mais íntimo, vamos ver que os nossos sonhos não são tão diferentes. Nós compartilhamos um objetivo comum. Felicidade. Nós olhamos para o mundo em busca de alegria, sem nunca olharmos para dentro de nós próprios. Muitas das pessoas mais felizes são aqueles que possuem o mínimo. Mas será que estamos realmente muito felizes com os nossos iPhones, as nossas grandes casas, os nossos carros de luxo? Nós nos tornamos desconectados. Idolatramos pessoas que nunca conhecemos. Nós testemunhamos o extraordinário nas telas, mas comum em qualquer lugar. Esperamos que alguém traga mudança sem nunca pensar mudar o nosso ser. As eleições presidenciais poderiam muito bem ser um sorteio. São dois lados da mesma moeda. Nós escolhemos a cara que queremos e a ilusão da escolha da mudança é criada. Mas o mundo permanece o mesmo. Nós não somos capazes de perceber que os políticos não nos servem; eles servem aqueles que os financiam ao poder. Precisamos de líderes, e não de políticos. Mas neste mundo de seguidores, nos esquecemos de nos liderar a nós mesmos. Para de esperar pela mudança, e torna-te a mudança que queres ver. Nós não chegamos a este ponto estando sentados. A raça humana não sobreviveu porque somos os mais velozes ou os mais fortes, mas sim porque trabalhamos juntos. Nós dominamos o ato de matar. Agora vamos dominar a alegria de viver. Não se trata de salvar o planeta. O planeta estará aqui, independentemente de nós estarmos ou não. A Terra tem estado por aqui há milhares de milhões de anos, e cada um de nós pode ter a sorte de durar oitenta. Somos um flash no tempo, mas o nosso impacto é para sempre. Muitas vezes desejo viver numa época antes dos computadores, quando não existiam telas para nos distrair. Mas eu percebo que há uma razão para que esta seja a única época em que eu quero estar vivo. Porque aqui, hoje, temos uma oportunidade que nunca tivemos antes. A internet nos dá o poder de compartilhar uma mensagem e unir milhões ao redor do mundo. Enquanto ainda podemos, devemos usar as nossas telas para nos reunir, ao invés de mais distantes. Para o melhor ou para o pior, a nossa geração vai determinar o futuro da vida no planeta. Podemos, ou continuar a servir este sistema de destruição até que nenhuma memória de nossa existência permaneça. Ou podemos acordar. Perceber que não estamos a evoluir, mas sim a cair… temos apenas telas nas nossas caras, portanto não vemos para onde estamos a ir. Este momento presente é para onde, cada passo, cada respiração e cada morte nos levaram. Somos os rostos de todos os que vieram antes de nós. E agora é a nossa vez. Podemos escolher de esculpir o teu próprio caminho ou seguir a estrada que inúmeros outros já tomaram. A vida não é um filme. O roteiro não está escrito. Nós somos os escritores. Esta é a tua história, a história deles, a nossa história.         

Meu comentário
- Estes alertas não são uma novidade, mas nunca é demais relembrar os mais distraídos que é preciso parar para pensar, refletir, e agir, fazer algo diferente e produtivo em prol da humanidade, de todos nós. Há coisas muito mais importantes que estar agarrado aos iPhones, a jogar aquele joguinho muito engraçado e viciante que não conseguimos largar, que quase ficamos paralisados em qualquer canto da cidade, em qualquer lugar, parecemos estátuas, e pior, muitas vezes até evitamos interromper uma pessoa que esteja completamente paralisada a olhar para aquele brinquedo, não vá ela ter uma atitude grosseira de má disposição. Imaginem o que pode acontecer: Li num jornal, uma notícia que é no mínimo monstruosa, de um mundo inimaginável. Um homem matou o filho de 16 meses, por estar constantemente a chorar e não deixava concentrar-se no jogo de computador online, por acaso foi nos EUA, mas podia ser em qualquer parte do mundo, e não é o primeiro caso de mortes causadas por este tipo de entretinimento. E como isto, outras coisas mais, que fazem de nós objetos manipuláveis, sem pensamento, sem ideias, sem vida útil. Somos as marionetas que eles tão bem manipulam, e gostam disso, povo que não os incomode é meio caminho andado para alcançarem tudo o que desejam, sem esforço algum. E então, muitos de nós perguntamos: E o que podemos fazer? Podemos fazer muita coisa, mudar de atitudes, contestar, impedir que nos dominem completamente, reclame, proteste, divulgue, use as tecnologias para passar a mensagem, exponha seus problemas sociais, acuse os que humilham, escravizam e exploram, não diga sim, nem compre tudo o que lhe dizem ser melhor para si, aprenda a viver por sua conta, e não siga caminhos que parecem ser mais fáceis, mas que podem ser caminhos sem saída, seja humano, não passe todo o seu tempo a olhar uma tela de iPhone ou computador, perdendo-se com jogos viciantes e irritantes, olhe mais à sua volta, veja o mundo de outra perspetiva, veja o mundo real e não o virtual, deixe de dar todo o dinheiro que tem aos homens mais ricos do mundo, eles têm dezenas de milhares de milhões de dólares, porque nós lhes demos e continuamos a dar, até há quem passe noites sem dormir à espera que as portas de uma loja abram, e até guerreiam entre si, para obterem o último brinquedo que acaba de sair. É preciso acabar com isso e muito mais coisas que nos estupidificam e estão a matar-nos. Mude e faça mudar, é tarde, já é muito tarde, porque já estamos num ponto sem retorno. Eu, infelizmente já não tenho muita esperança na mudança, porque vejo muita coisa má, muito má, à minha volta e no mundo, mas tenho feito alguma coisa e mudei muita coisa na minha vida, por isso vejo muita coisa, e não gosto do que vejo, infelizmente. Tenho pena das novas gerações, que se pensava ser a mudança construtiva e corretiva dos erros do passado, mas que afinal será a continuação do degredo e o fim de tudo.      

  

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